Seja claro(a) ao argumentar

A palavra texto, como você sabe, significa “tecido”.

Com efeito, trata-se de um tecido composto de palavras que se reúnem em orações, orações que formam períodos e períodos que constituem parágrafos, os quais, perfeitamente encadeados, dão sentido ao texto.

É o que se espera de sua redação.

Assim acontece com quem se dispõe a escrever: não basta ter ideias – embora elas sejam o nascedouro de qualquer texto.

É preciso saber articulá-las adequadamente de modo a produzir os melhores efeitos em cada construção frasal.

Já que o texto começa a ser costurado desde a sua origem, passando pela produção de parágrafos, tidos como unidades de composição, devemos tomar todo cuidado com a clareza em todos os estágios da produção textual.

Uma boa dica para escrever bem – com clareza acima de tudo – é observar a seguinte ordem de disposição dos termos da oração: Sujeito + Verbo + Complementos, um padrão de construção frasal em língua portuguesa.

Mantenha, pois, o padrão SVC em nome da clareza, embora nada impeça de você criar algumas inversões para dar novo dinamismo ao texto ou evidenciar determinada informação.

Quanto ao mais, treine a produção textual à exaustão!

Sucesso!

Deu branco? Mantenha a elegância!

É bem possível que, apesar de conhecer o assunto sobre o qual a questão de redação esteja relacionada, você sinta certo bloqueio antes de escrever as primeiras linhas da introdução.

Isso pode ser consequência de diversos fatores, dentre os quais os mais comuns são insegurança, excesso de ansiedade e tensão diante do pouco tempo disponível para a produção textual em ambiente de prova.

Pois bem, o que fazer então? Entregar a folha em branco e estudar mais um ano até a próxima oportunidade? Escrever o que vier à cabeça a fim de livrar-se dessa incômoda tarefa? Absolutamente não!

A primeira atitude recomendada diante da ameaça de “branco” é manter a elegância e não começar a escrever imediatamente!

Respire fundo, dê um tempo para voltar à calma.

A seguir, concentre-se no tema!

Releia os textos de apoio e os enunciados quantas vezes necessárias até você sentir-se seguro(a) das servidões do enunciado.

Não permita que a mente divague.  Pense apenas no que estiver sendo pedido a você.

Lembre-se de que a banca de correção  não estará esperando algum tratado sobre este ou aquele assunto; basta, portanto, em casos de dissertação, por exemplo, que você tenha uma ideia formada sobre o que escrever e alguns argumentos que possam sustentar a sua opinião (tese).

Procure levantar ideias que sejam pertinentes, mesmo que você esteja com aquela sensação de vazio, ou seja, de não saber nada sobre o assunto da questão de redação.

Acredite no seu potencial e vá em frente!

Ah, não deixe de treinar…treinar…e treinar!

Como buscar ideias para textos publicitários

Escrever textos publicitários requer não somente inspiração.

É preciso também buscar desencadeadores de ideias a fim de obter o melhor proveito possível da veiculação do texto em benefício da divulgação de  determinado produto.

Ao planejá-lo, pense em pelo menos três possíveis vantagens a serem oferecidas aos adquirentes como forma de atraí-los para o seu produto:

  • vantagens quantitativas. Ex: Pague em até 6x no cartão!
  • vantagens qualitativas. Ex.: O nosso produto é usado por 9 entre 10 estrelas do cinema.
  • vantagens ideológicas. Ex.: Experimente e conquiste a juventude! 

Lembre-se de que a função predominante da linguagem deverá ser a apelativa, centrada no receptor (consumidor).

O  texto deverá ser atraente e combinado com imagens, sons e até odores que possam fortalecer o apelo em favor do que estiver sendo divulgado.

Se desejar aprofundar esse estudo, adquira o nosso livro Redação para Vestibulares, Concursos e Enem, no site da Amazon. 

Como livro impresso, em Fortaleza, você poderá encontrá-lo na livraria Acadêmica do Shopping Aldeota.

Boa leitura!

Desencadeadores de ideias para textos dissertativos

Tem sido mais comum os vestibulares/concursos/exames pedirem aos candidatos a produção de textos argumentativos.

Levantar ideias que respondam ao pedido é o desafio de muitos  candidatos.

A seguir, você conhecerá os desencadeadores que o(a) ajudarão a superar qualquer dificuldade. Vamos lá:

  • Comece escrevendo a sua opinião sobre o que se pede na questão.
  • Procure  definir o que esteja sendo pedido: o que é, do que se trata. Muitas vezes o próprio enunciado da questão poderá ajudá-lo(a) nessa tarefa. Não copie, faça uso das suas palavras, acredite em você. Desde que a sua definição não fira o bom-senso, fique bem à vontade, pois você, autor(a) do texto, está investido(a) de autoridade para tal.
  • Você também pode lançar um questionamento, sempre de forma impessoal e dirigida a um leitor universal.
  • Ou ainda distinguir a natureza do assunto da questão, discriminando-o e tornando-o único por uma boa caracterização.
  • A delimitação do assunto a ser desenvolvido é também um bom recurso para desencadear ideias. Por exemplo, um assunto como Consumo de crack pode ser delimitado por  Consumo de crack entre adolescentes, Consumo de crack entre mulheres, Consumo de crack em festas raves etc.
  • Por que não subdividir o assunto em vários itens? Veja bem: sobre o assunto Ensino no Brasil, por exemplo, muito se pode escrever; não subdividi-lo é uma temeridade, pois você corre o risco de perder-se no mundo de informações a seu respeito e tornar o texto confuso ou prolixo. Sendo assim, pense em subdividi-lo, por exemplo, em Ensino Básico, Fundamental, Médio e Superior.
  • Procure localizar o assunto na escala temporal. Considerações que você pode levantar: a questão em foco estaria relacionada ao passado, trata-se de alguma questão contemporânea, ou diz respeito ao futuro? Por exemplo, o assunto Corrupção na Política merece um tratamento diferenciado conforme o período segundo o qual esteja sendo avaliado: Corrupção na Primeira República ou Corrupção no Séc. XXI.
  • Avalie a amplitude do assunto. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: estaria o problema relacionado a alguma faixa etária ou a certa categoria de profissionais? Seria uma questão de repercussão nacional, regional ou local? O assunto refere-se a toda a sociedade ou somente a determinado segmento? Exemplo: se o assunto for Pedofilia, você pode tratá-lo de diferentes maneiras, como Pedofilia na Internet e Pedofilia na Igreja.
  • Aprecie a fugacidade do assunto. Pergunta cabível que você poderá fazer: a questão em foco é passageira ou crônica? O assunto Desmatamento da Amazônia, por exemplo, poderá ser tratado como uma questão crônica, enquanto Mau Desempenho da Seleção Brasileira de Futebol, como matéria passageira.
  • Considere as circunstâncias em que ocorre o fato em si. Tente responder: como se deu ou vem se dando esse problema? Por exemplo, a questão do “bullying” nas escolas deve ser observada dentro de cada contexto e sob diferentes olhares.
  • Reconheça as relações de implicação entre os enunciados. Várias indagações poderão surgir: o  problema seria consequência de quê? E estaria provocando o quê? Quais as suas anterioridades e posterioridades? O problema em foco poderia ser comparado a algum outro? Já teria ocorrido algo parecido em outra região ou em outro país? Haveria alguma analogia a estabelecer? A questão, por exemplo, da Violência nas Escolas Americanas deve servir de laboratório para o estudo preventivo da violência em escolas brasileiras.
  • Cite exemplos e ilustre. Não basta ter opinião formada sobre determinado assunto. É preciso também fortalecer a sua argumentação com exemplos e ilustrações que confirmem o seu posicionamento crítico e deem assim mais credibilidade ao seu texto. Tenha cuidado, porém, de verificar se as citações são oportunas e pertinentes. Se for o caso de transcrever a citação de outrem, não se esqueça de citar a autoria e a fonte; evite, no entanto, transcrições muito longas, pois você passará a impressão de estar “enrolando”.
  • Pense em um parecer final que confirme a tese do texto.  Todo texto de vestibular/concurso/exame requer um planejamento que sugira uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão (desfecho). Mesmo antes da fase do planejamento, independentemente do gênero pedido, já é bom que você saiba aonde deseja chegar com o texto.

Agora você não tem mais motivos para temer o fluxo de ideias para a redação de textos dissertativos!

Como iniciar um texto dissertativo

Há alunos com sérias dificuldades de dar início a um texto dissertativo, motivo que lhes causa retardos com o início da resolução da questão de redação, nervosismo ao extremo, ansiedade e medo de enfrentar o pedido.

O que fazer então?

É bem mais simples do que você imagina: determine na introdução o tom do texto, o encaminhamento do desenvolvimento e a sua  estrutura básica.

Para questões de concursos, vestibulares e Enem não deve passar de um breve parágrafo, algo em torno de quatro a seis linhas para textos de até 30 linhas.

Veja a seguir alguns modelos de parágrafos introdutórios que foram concebidos com o uso de  recursos em destaque:

  • Declaração inicial: Praticar esportes é saudável em qualquer faixa etária, porque contribui para a socialização, coopera para o condicionamento físico e favorece a longevidade, conforme se provará a seguir.
  • Divisão: Não se pode desconsiderar as duas realidades que se tornam cada vez mais díspares na avaliação da qualidade do ensino brasileiro: a da escola pública, condenada ao descaso de nossas autoridades, e a dos institutos particulares, na qual convivem alguns núcleos de excelência com outras tantas faculdades que teimam  existir apenas como fábricas de diplomas. É o que se discutirá no prosseguimento deste texto.
  • Citação: Homens públicos precipitados em suas declarações acabam dificultando a aplicação dos ideários democráticos devido à criação de um clima de instabilidade política, como vem ocorrendo com as posturas do presidente da Câmara dos Deputados. Discutir essa realidade é o objetivo deste trabalho.
  • Alusão histórica: No Brasil, as mulheres, bem poucos anos atrás, eram mais recatadas e não fumavam em via pública. Hoje, o quadro mudou, pois elas libertaram-se do temor de  possíveis preconceitos e igualaram-se a eles também em seus maus hábitos. Dissertar sobre essa nova conjuntura será o foco deste texto.
  • Definição: Globalização deve ser entendida como um novo modelo de colonização imposto pelos países desenvolvidos, não mais sob a ameaça de navios, foguetes e canhões, mas com as armas do poderio econômico e do avanço tecnológico. Avaliar as implicações desse novo contexto é o escopo deste trabalho.
  • Proposição: Procurar-se-á demonstrar  os motivos  de o  brasileiro estar despertando para o engajamento em causas públicas. Ao final, propor-se-ão iniciativas que possam desenvolver positivamente essa tendência.
  • Interrogação: A linguagem cibernética pode ser prejudicial ao uso da língua portuguesa pelos jovens de hoje? O que se pode fazer para minimizar os riscos de uma degradação do idioma pátrio? Procurar responder a essas duas questões poderá levar-nos a soluções para uma simbiótica utilização dos meios eletrônicos de comunicação.
  • Narração: Ontem à tarde, conforme noticiado em rede nacional, uma turista japonesa de 65 anos, em plena Avenida Copacabana, foi violentamente agredida por dois menores que lhe roubaram todos os pertences. O que faz nossas capitais tão inseguras? Que providências deveriam ser imediatamente tomadas para restabelecer a segurança pública? Questões como essas e outras serão respondidas a seguir.
  • Contestação: Que o Brasil é um país plural todos sabem, mas daí afirmar que a convivência entre os diferentes seja plenamente amistosa é não querer enxergar os preconceitos existentes entre as classes sociais, consoante se verá a seguir. 
  • Comparação social, geográfica ou histórica: Enquanto no Japão o índice de mortalidade infantil é inferior a 2%, em alguns bolsões de miséria do Brasil chega a mais de 6%, número que nos chama à responsabilidade social de procurar sanar o problema da violência urbana no país. Mostrar como essa transformação possa se dar é o propósito deste texto.
  • Retrospectiva: A mulher, que desde a Idade Média limitava-se a executar trabalhos domésticos, hoje se insere no mundo dos negócios e exerce funções há pouco tempo exclusivas dos homens. Este texto, mediante breve retrospectiva do papel feminino na sociedade, tem por objetivo medir as repercussões de sua evolução.

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Estude pelos nossos livros para tirar melhor proveito dos seus esforços!

 

Experiências de vida que geram ideias

Você é um ser social que, como tal, deve relacionar-se com o mundo à sua volta.

Guarde bem: cada relacionamento representa uma nova experiência de vida.

O acúmulo de experiências é a fonte principal das nossas ideias, pois não se trata de uma acomodação de fatos simplesmente isolados, mas de diferentes situações que se interligam, sedimentam-se em nossa memória e desenvolvem o nosso senso crítico.

Como adquirir experiência?

Primeiramente, o que é mais natural, pela observação de fatos. As impressões colhidas por nós consubstanciam-se em ideias ou representações que, por sua vez, graças à imaginação e à reflexão, associam-se, entrecruzam-se,  multiplicam-se, desdobram-se em outras.

Não estará em condições de escrever quem não dispuser de uma capacidade mínima de observar fatos e refletir, selecionar, ordenar e associar impressões e ideias.

E observar fatos não significa somente conhecer a sua própria história e a do seu contexto sócio-econômico-político por meio de livros, mas, também, de viagens, filmes e outras fontes de informação; equivale a olhar pela janela do mundo para procurar entender os eventos de repercussão e sobre eles chegar a conclusões pessoais.

Em segundo lugar, adquire-se experiência pela observação do próximo, como fruto da convivência, de conversas saudáveis e de leituras da realidade alheia.

Daí vem a importância da socialização, de você participar de grupos de interesse afins, de interagir positiva e indistintamente  com pessoas com as quais você se relacione.

O saber ouvir os outros pode ser uma rica forma de amealhar conhecimento e sabedoria de vida.

Seja, portanto, bom(boa) observador(a), não somente de fatos, mas também do próximo.

Fuja do “achismo”

Textos dissertativo-argumentativos requerem um posicionamento crítico do autor a respeito do assunto em questão.

Mas não basta opinar. É preciso ir mais além, argumentar e desenvolver a linha de pensamento de forma a convencer o leitor da opinião emitida como tese do texto.

Observe algumas dicas:

  • Desenvolva argumentos e referências que envolvam conhecimentos de várias disciplinas e atualidades;
  • Lembre-se de que a interdisciplinaridade como recurso de argumentação é sempre muito valorizada.
  • Tenha opinião própria, não se baseie apenas no que os outros afirmem ou neguem.
  • Desenvolva a sua argumentação com autoridade mediante a comprovação de  tudo o que você afirmar ou negar.
  • Faça uso de verbos que deem força à argumentação.
  • Dê preferência a verbos na voz ativa.
  • Trate a questão com impessoalidade.
  • Faça uso de linguagem formal.

Agora você precisa treinar, treinar e…treinar!

Como concluir um texto dissertativo-argumentativo?

No parágrafo de Conclusão de um texto dissertativo-argumentativo, você deve:

  • reafirmar a tese (a mesma da Introdução, mas com outra construção frasal);
  • apresentar possíveis soluções para a situação-problema (competência 5 do Enem);
  • emitir uma apreciação final.

A Conclusão não deve ser longa (de 10 a 15% do texto).

Se desejar, comece o parágrafo por uma expressão inicial (“Em face dos argumentos acima desenvolvidos, conclui-se que …” ) ou simplesmente por alguma conjunção conclusiva (“Portanto,…”).

Importante:

1. Não conclua sobre o que você não tenha considerado no desenvolvimento.

2. Evite tomar posições críticas radicais, que possam ferir o senso comum.

3. Fuja de conclusões genéricas, que nada dizem, como em “é preciso que o governo tome as medidas necessárias para resolver esse problema.”

4. Não faça apelos ao leitor, como em “Diante do que foi visto acima, não deixe de eleger os melhores candidatos nas próximas eleições.” Prefira “É preciso, pois, que os eleitores elejam os melhores candidatos nas próximas eleições.”

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Evite rodeios desnecessários

Veja o exemplo de um fragmento de texto recheado de rodeios: Atualmente, no Brasil, país em que  vivemos,  o maior em extensão territorial da América do Sul, em pleno século XXI, na Era da Informática, ainda há mais de 10 milhões de analfabetos, pessoas que não sabem ler nem escrever.

Um professor experiente diria: enrolação pura!

Para que tantos rodeios? Só para “ganhar” (perder, na minha opinião!) linhas?

Veja como poderia ser reescrito de maneira mais concisa e sem perder conteúdo: No Brasil, ainda há mais de 10 milhões de analfabetos. 

Observe as seguintes dicas:

  • Em dissertações argumentativas de concursos, vestibulares e Enem fuja do rebuscamento e priorize a clareza, a organização das ideias e a simplicidade.
  • Não confunda simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto aquela é virtuosa por tornar o texto facilmente entendido pelo leitor, esta é problemática por deixar a redação prolixa, vazia de conteúdo e sem peso argumentativo.
  • Evite, portanto, os rodeios, vá diretamente ao assunto, seja objetivo e retilíneo.
  • Elimine as “gorduras textuais”, ou seja, tudo o que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos.
  • Use moderadamente as inversões e as intercalações.

E não deixe de treinar, treinar e…treinar!

Mantenha-se sempre de olho no tempo

Saber administrar bem o tempo disponível para a produção textual é importante requisito para enfrentar provas de longa duração com tranquilidade.

Sempre de olho no relógio, tome o cuidado de não extrapolar no consumo do tempo oferecido para a produção textual .

Você há de perguntar: qual o tempo médio adequado para a produção de um texto de até 30 linhas?

Veja bem: depois de 50/60 min,  é bom já estar com o trabalho pronto no papel-rascunho, revisado, apenas aguardando a transposição para a folha oficial.

O que se considera razoável é destinar até 1h30min para terminar o texto. O que passar disso é preocupante, pois poderá comprometer a resolução das demais questões da prova.

Conselho importante: durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de anotar o tempo consumido em cada trabalho.

Assim fazendo, você terá como calcular um tempo médio aferido para o seu caso.

A posse desse dado é altamente positiva porque dá ao(à) candidato(a) a confiança de concluir o trabalho dentro do prazo.

Bons estudos!