Esteja atento(a) à organização do texto!

A má disposição dos termos da frase poderá causar ambiguidades (duplo sentido),  comprometer a precisão da linguagem e enfraquecer a argumentação.

Observe a seguinte construção frasal: Ao telefone, o delegado reconheceu o assaltante.

Pergunta-se: quem estava ao telefone, o delegado ou o assaltante?

Correção 1: O delegado, ao telefone, reconheceu o assaltante.

Correção 2: O delegado reconheceu o assaltante, o qual estava ao telefone.

Crie, pois, o reflexo de reler o seu texto com muita atenção a fim de evitar imprecisões como  a acima.

Lembre-se  de que o leitor não conta com expressões faciais, mímicas e  outros recursos que possam corrigir qualquer falta de clareza do que você possa estar querendo afirmar ou negar. É o texto em si e nada mais!

Portanto, seja preciso(a)!

Olho vivo!

Cuidado com os sinais de pontuação!

Quem aplica com adequação os sinais de pontuação está livre das pegadinhas da linguagem escrita.

A inobservância do emprego de vírgulas, por exemplo, poderá comprometer o sentido do texto e trazer-lhe sérios prejuízos.

Observe o seguinte fragmento: Os estudantes felizes com a vitória agradeceram o prêmio.

Veja que a falta de vírgulas deixa o leitor a se perguntar: somente os estudantes felizes com a vitória agradeceram o prêmio ou todos os estudantes, por terem ficado felizes com a conquista, agradeceram o prêmio?

Corrigindo: Os estudantes, felizes com a vitória, agradeceram o prêmio. (essa é a melhor opção, uma vez que o sentimento de felicidade não deve ser tratado como universal, incondicional e perene).

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Como livros impressos, em Fortaleza, você poderá encontrá-los na livraria Acadêmica (Shopping Aldeota) e loja HBM (Shopping Avenida).

Bons estudos!

Aprenda a ouvir o texto

Antes de dar o texto por terminado, ainda no rascunho, faça uma leitura corrida para verificar a sonorização provocada pela associação de todas as palavras.

Quando em casa, durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de ler a redação em voz audível a fim de corrigir possíveis senões de sonorização.

Ouvir o texto, assim, deve ser um dos últimos passos antes de passá-lo a limpo.

A frase precisa agradar aos ouvidos, não basta estar gramaticalmente correta.

Essa questão é observada pelos professores no item Linguagem dos baremas de correção.

Evite, portanto, construções como as seguintes:

1ª) O rigor do professor tirou o nosso bom humor.

2ª) A provocação gerou confusão durante a reunião de conciliação.

Observe que o eco criado pela repetição de sons iguais ou semelhantes provoca danos estilísticos que comprometem a boa sonorização e denunciam falta de zelo pela qualidade do texto de quem escreve.

Correções:

1ª) A severidade do mestre tirou o nosso bom humor.

2ª) A afronta gerou tumulto durante o encontro de conciliação.

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Como impressos, entregamos em todo o Brasil. Para quem mora em Fortaleza, na livraria Acadêmica do Shopping Aldeota.

Bons estudos!

O que você deve evitar em dissertações

Evite o uso dos advérbios e pronomes nunca, sempre, ninguém, todos, tudo, nada.

Por quê? É fácil saber: porque sugerem generalização indevida e extremismo desaconselhável.

Exemplo: Os problemas do Brasil nunca serão solucionados, pois nada se faz contra a imoralidade dos homens públicos.

Ora, com que autoridade pode-se afiançar que “nunca” os problemas do Brasil serão solucionados?

Ainda mais, “nada” é um pronome que indica “coisa nenhuma” e enfraquece o peso da argumentação, haja vista que basta uma única ação corretiva ser efetivada para derrubar essa tese.

Outra questão: a que tipo de moralidade dos homens públicos o texto remete o leitor, pessoal ou funcional? Não se sabe.

Finalmente: quem são todos esses homens públicos sugeridos pelo texto? A que categoria de homens públicos o texto se refere? Também não se sabe. Ocorre, assim, novo prejuízo à argumentação, pois basta que um único homem público contrarie essa expectativa para desbancar a tese.

Correção: Os problemas do Brasil começarão a ser solucionados pelo combate à imoralidade dos políticos flagrados em atos inescrupulosos da administração pública em todos os níveis.

Olho vivo!

Calma, nada de exageros em dissertações!

Lembre-se de que a linguagem do texto dissertativo deve ser impessoal e estar centrada no contexto.

Não deve, portanto, ser contaminada pela emoção ou sentimentalismo.

Não significa dizer que os posicionamentos críticos devam ser mornos, frouxos.

Muito pelo contrário, devem primar pela firmeza da linguagem (sem perder a elegância!), já que a lassidão só desmerece a argumentação e mina o poder de convencimento do texto.

Evite exageros como o do exemplo: Os políticos são uns canalhas que só se preocupam em locupletar-se. Papuda neles!

Correção: Há homens públicos que não merecem a representatividade delegada pelo povo quando buscam o enriquecimento ilícito. Justiça é o que se pede.

Olho vivo!

Evite parágrafos longos em dissertações

É sabido que textos longos e mal articulados pecam por falta de clareza, já que obrigam o leitor a proceder releituras para assimilar as informações e concatenar as fatias de entendimento de cada fragmento.

Sendo assim, crie o reflexo de escrever com o menor número possível de palavras nas frases, de orações nos períodos e de períodos nos parágrafos.

Dessa forma você estará diminuindo as unidades de memorização a serem processadas pelo leitor e agilizando a leitura e compreensão do texto.

Além disso, pense em você também: textos longos criam mais dificuldades no emprego dos sinais de pontuação e das concordâncias verbo-nominais.

Para textos de concursos, vestibulares e Enem (de até 30 linhas), parágrafos de 4 a 6 linhas são os recomendados. O que passar disso já estará “sobrando”.

Não deixe de treinar a produção textual pelo menos duas vezes por semana!

Criativo(a) sim, mas nem tanto!

Ser criativo(a) é desejável na produção de textos a serem avaliados em concursos, vestibulares e no Enem, desde que dentro de certos limites.

Observe algumas dicas que poderão ser-lhe úteis:

  • Faça uso  de uma linguagem interessante (moderna, fluente, concisa e precisa).
  • Dê preferência à ordem direta de apresentação dos termos da oração (Sujeito, Predicado e Complementos).
  • Fuja dos lugares-comuns (clichês).
  • Fuja também dos neologismos (novas palavras ainda não assimiladas pelos dicionários).
  • Use com  moderação as figuras de linguagem (somente quando realmente necessárias).
  • Sempre que possível, evite os estrangeirismos. 
  • Ouça o texto antes de considerá-lo pronto, tudo para corrigir possíveis cacofonias, má pontuação, redundâncias ou repetições evitáveis.
  • Lembre-se de que criatividade sem limites dá em lambança!

Em nosso livro Redação para Vestibulares, Concursos e Enem (disponível em http://www.amazon.com.br) você pode aprofundar esse estudo.

Agora é com você!

 

 

Saiba de tudo um pouco

A você, candidato ao Enem, vestibulares e demais concursos de nível médio, fica o conselho: é preferível, por enquanto, ser generalista a especialista.  

Embora, como é natural, haja as suas predileções de leitura, lembre-se de que, neste nível de escolaridade em que você se encontra, mais vale saber um pouco de muito do que muito de pouco.

Portanto, não descarte a possibilidade de ler sobre assuntos que não sejam do seu interesse imediato. Leia de tudo um pouco!

Crie o hábito de ler revistas semanais e jornais além de  acompanhar o noticiário nacional pela televisão ou internet.

Assim você ficará razoavelmente bem informado dos assuntos da atualidade, sobre os quais poderá ser solicitado(a) a emitir um parecer pessoal em questões de redação.

A propósito, quais são as notícias de hoje?

Mantenha-se atualizado(a)

Manter-se sempre em dia com as principais notícias  nacionais e internacionais, já que é muito importante para quem esteja se preparando para o enfrentamento de concursos públicos, vestibulares e o Enem.

Para tal, recomendamos assistir diariamente a pelo menos um telejornal em rede nacional (nem sempre o mesmo, para não ficar refém de apenas uma linha jornalística de interpretação dos fatos) e ler jornais e revistas semanais de maior circulação.

Importante também será pesquisar em bibliotecas e na internet assuntos de relevância, a fim de aprofundar o nível das informações antes de opinar sobre determinados assuntos.

Recomendamos a aquisição e leitura da revista Atualidades/vestibular + Enem, do Guia do Estudante, publicado pela Editora Abril, por ser semestral (edições em março e agosto) e trazer de forma bem ilustrada e sintética  importantes resumos dos principais fatos de cada semestre  além de um simulado e dicas para a Redação no Enem.

Por falar nisso, quais são as principais notícias de hoje?

Sempre ligado!

Como a sua redação poderá ser corrigida

Veja os principais pontos observados pelos corretores de questões de redação de exames de seleção:

  •  Aspectos textuais:

– atendimento à instrução da prova;

– adequação da linguagem ao nível de escolaridade da prova;

– coesão e coerência:  continuidade (uso adequado da referência), progressão temática (presença de informações novas), articulação (encadeamento lógico das ideias) e ausência de contradição;

– paragrafação.

  •  Aspectos formais:

– flexões nominais e verbais;

– concordâncias nominais e verbais;

– regência nominal e verbal;

– colocação pronominal (situações de próclise, mesóclise e ênclise);

– construção do período;

– emprego do sinal grave indicativo da crase;

– acentuação gráfica;

– ortografia;

– emprego dos sinais de pontuação (especial atenção às vírgulas);

– translineação;

– uso das iniciais maiúsculas;

– omissão/repetição de palavras e expressões.

O não atendimento ao tema proposto, a redação ilegível, em branco, com deboches ou escrita a lápis implicam nota 0 (zero).

Importante:

1. Não deixe de estudar o Edital e o Manual do Candidato referentes ao seu vestibular/concurso para atender a todas as expectativas das bancas de correção.

2. Conhecer questões de anos passados também é boa medida!