Qual a importância da conclusão no texto dissertativo-argumentativo?

Respondendo à pergunta: no parágrafo de Conclusão você deve reafirmar a tese (a mesma da Introdução, mas com outra construção frasal) e apresentar possíveis soluções/sugestões para a situação-problema da questão.

Ademais, sugere-se emitir uma apreciação final como fechamento do texto.

Seja breve. Não torne a Conclusão muito longa, consuma apenas de 10% a 15% do texto.

Se desejar, comece o parágrafo por uma expressão inicial (“Em face dos argumentos acima desenvolvidos, conclui-se que …” ) ou simplesmente por alguma conjunção conclusiva (“Logo”,Portanto,…”).

Importante:

1. Não conclua sobre o que você não tenha considerado no desenvolvimento.

2. Evite tomar posições críticas radicais, que possam ferir senso comum.

3. Não recorra a apelos na intenção de convencer o leitor, como faça isso ou deixe de fazer aquilo.

4. Mantenha o equilíbrio com o qual você tenha desenvolvido a sua linha de argumentação.

5. Ao apresentar possíveis soluções/sugestões para a situação-problema da questão, além de simplesmente citá-las, explicite como elas poderão ser implementadas.

6. Não termine o texto com ufanismos na intenção de impressionar a banca de correção.

Agora é treinar, treinar e…treinar!

O que tratar no desenvolvimento de um texto dissertativo-argumentativo?

Respondendo à pergunta: em princípio, trate apenas do que tenha sido apresentado na Introdução.

O desenvolvimento deve tomar de 70 a 80% do texto.

Na essência, é a expansão da Introdução em parágrafos mediais que conduzam o leitor pela sua linha de pensamento e argumentação.

Trata-se, estruturalmente,  da reapresentação dos argumentos apresentados na Introdução, agora reescritos (parafraseados) na forma de teses (tópicos frasais) dos seus respectivos parágrafos, seguidos de comentários, exemplos, citações, dados estatísticos, constatações e outros recursos que possam expandir a introdução de cada parágrafo.

Não se esqueça de encadear os parágrafos mediais mediante  vínculos sintáticos e semânticos que contribuam para a coerência e coesão do texto.

Considere o desenvolvimento o “filé” do seu texto, por meio do qual você irá tratar da situação-problema anunciada no pedido da questão com a desejável profundidade.

Não se esqueça de citar as fontes de eventuais dados estatísticos, relatórios e demais citações alheias que você julgar interessantes para o fortalecimento da argumentação.

Evite, no desenvolvimento, rodeios e digressões dispensáveis. Seja retilíneo ao argumentar!

Os exemplos, desde que relevantes e adequados, são importantes para o esclarecimento da argumentação.

Não se esqueça de manter a impessoalidade da linguagem durante todo o desenvolvimento. Usar, por exemplo, a primeira pessoa do singular  (“eu”) na condução da argumentação é suicídio na certa!

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Articule as suas ideias

Imagine um braço e antebraço sem o cotovelo. Haveria, sem dúvida, o comprometimento da funcionalidade do membro superior por absoluta falta de articulação entre essas duas importantes partes do corpo humano.

Não basta, portanto, que existam as partes, é preciso que elas estejam unidas entre si de forma harmônica, a fim de que cumpram os seus papéis em benefício do todo.

Assim é com o texto. Ao observar a sua geografia, você distingue as suas partes constituintes: os parágrafos, formados de períodos; os períodos, de orações; e as orações, cada qual com os seus termos, alguns essenciais (sujeito e predicado) e outros integrantes (complementos verbais e nominais) ou acessórios.

Um bom texto dissertativo é capaz de reter a atenção do leitor sem quebras no sequenciamento da exposição de fatos ou do desenvolvimento da argumentação.

E isso se consegue primordialmente com a coesão entre as suas partes.

Todo elemento que faça a ligação entre os fragmentos de um texto pode ser chamado de coesivo, pois contribui para a formatação de uma espécie de espinha dorsal do texto, que, como tal, lhe dará sustentação.

Você deve preocupar-se, então, não somente com a sequência de orações bem escritas, mas, principalmente, com o relacionamento harmonioso que deve imperar entre elas, pois, dessa forma, o seu texto será compreendido integralmente.

Com a leitura dos nossos livros você aprenderá a aplicar com facilidade as recomendações acima.

Bons estudos!

 

 

Qual a importância da Introdução em dissertações?

A Introdução deve tomar de 10% a 15% do texto dissertativo-argumentativo.

Apesar de breve, é fundamental para atrair a atenção do leitor e orientá-lo quanto ao prosseguimento do texto.

Resume-se, normalmente, na apresentação dos seguintes pontos:

  1. Breve contextualização.**
  2. Tese do texto (preferencialmente logo no início do primeiro parágrafo, na forma de tópico frasal).*
  3. Argumentos que irão sustentar a tese do texto (na ordem crescente de importância!).*
  4. Objetivos do trabalho.**
  5. Plano de curso do texto (como será desenvolvida a argumentação)**

*obrigatoriamente / **facultativamente

Exemplo de Introdução:

Deve-se buscar a excelência em tudo o que se faça (tese), pois (conector) significa desenvolver elevada autoestima (argumento 1), tornar-se referência em atividades profissionais (argumento 2) e, acima de tudo, (conectores de adição e ênfase ao argumento mais forte) premiar a sociedade com o que de melhor se possa oferecer-lhe. (argumento 3) Comprovar essa tese é o objetivo deste trabalho. (objetivos do trabalho) 

Se você julgar interessante apresentar uma breve contextualização (ambientação) antes da  tese, procure ser bastante sucinto, pois do contrário poderá abafá-la.

Quanto aos verbos, observe o paralelismo entre os regentes  desenvolver, tornar-se e premiar. Veja que os três são significativos e estão flexionados no mesmo modo e tempo. 

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Belos parágrafos, belo texto

Um texto dissertativo requer planejamento, a fim de que bons argumentos sejam estrategicamente desenvolvidos na defesa de uma tese.

Não basta ter ideias sobre determinado assunto, é preciso que você tenha método para a produção textual.

Ainda mais, que saiba fazer uso dos recursos linguísticos para tirar o melhor proveito possível dos seus conhecimentos e posicionamentos críticos.

É preciso que você entenda que, para dissertar bem, necessário será passar por um período de treinamentos a fim de assimilar bem as estruturas frasais e os esquemas mais interessantes conforme cada tema.

Não queira chegar ao texto como produto final de seu trabalho de concatenação das ideias em torno de algum assunto sem antes dar a devida importância à redação das unidades desse todo, ou seja, à produção de cada parágrafo.

Resumindo: para escrever um belo texto, antes de tudo você deve escrever belos parágrafos.

Ou seja, antes de chegar à qualidade do todo, zele pelo virtuosismo de cada unidade desse todo, a saber, o parágrafo.

Disponha-se, portanto, a treinar exaustivamente a redação de parágrafos sobre vários assuntos.