Como escrever com clareza.

Uma boa dica para escrever bem – com clareza acima de tudo – é observar a seguinte ordem na disposição dos termos da oração: Sujeito + Verbo + Complementos.

Esse é um modelo de construção frasal que zela pela simplicidade e torna o discurso mais facilmente compreensível.

A sugestão é adotar, portanto, o padrão SVC, embora nada impeça de você criar algumas inversões para dar uma pitada de novidade ao texto.

Importante: evite a inserção de muitas informações entre o Sujeito e o Predicado.

Por quê? É fácil compreender: o distanciamento excessivo entre o Sujeito e o Predicado e a intromissão de muitas informações entre eles poderá poluir o texto e criar no leitor embaraços ao seu entendimento.

Ainda mais, criará dificuldades a você como redator, pois exigirá muito mais atenção às concordâncias a serem observadas.

Mais dois conselhos:

1º) Seja conciso, ou seja, economize palavras para emitir as suas ideias ou desenvolver os seus argumentos. Guarde isto: em redação, o menos vale mais: menos palavras para o máximo de informações!

2º) Não abuse das intercalações. Se necessário, abra novo período toda vez que mudar o foco dos seus comentários.

Dica: para aprofundar os seus estudos, adquira o nosso livro Dissertação Nota Mil.

Boa leitura!

E a interpretação ou intelecção de textos, como vai?

Procure treinar também a resolução de questões de interpretação e intelecção de textos.

Não basta conhecer apenas as técnicas da produção textual propriamente dita.

Você não pode ser traído(a) por qualquer desatenção ou sutileza do pedido.

O candidato(a) ingênuo(a) ou apressado(a) corre o risco até de escrever sobre o que não se pediu.

Por exemplo, vários candidatos de determinada prova de vestibular que lhes pedira produzir uma dissertação sobre os benefícios do lazer (descanso, repouso, passatempo), escreveram verdadeiros tratados sobre os benefícios do laser (radiação eletromagnética com inúmeras aplicações industriais e científicas) e, por justo motivo, receberam nota zero.

Há propostas de redação que já oferecem o tema sobre o qual você deva dissertar, como este: Disserte sobre a importância dos hábitos de leitura.

Outras, entretanto, mais seletivas, apresentam comandos que obrigam o(a) candidato(a) a inicialmente ler e interpretar textos, tiras, charges, fotografias, gráficos e quaisquer outras informações de apoio para, somente depois, depreender o tema sobre o qual deva dissertar, como em Disserte sobre o tema depreendido da leitura e interpretação da charge acima.

Treinar, portanto, a resolução de questões objetivas de interpretação e intelecção de textos desenvolverá a sua acuidade e evitará que você escreva sobre o que não se tenha pedido.

Olho vivo!

Não seja precipitado(a)!

Precipitar-se na abordagem da questão de redação é sinal de falta de juízo! E isso poderá custar-lhe muito caro.

Diante de uma proposta de redação, mantenha a calma e a concentração.

Lembre-se sempre de que você estará sendo avaliado(a) inicialmente quanto à sua capacidade de leitura, intelecção e interpretação do enunciado e depreensão das imposições do pedido.

Depois, sim, você será observado(a) quanto à desenvoltura linguística, ao poder de análise e síntese, à coerência e ao descortino, dentre os principais aspectos.

Leia o pedido da questão com muita atenção.

 Se necessário, releia-o várias vezes, assinalando as servidões, ou seja, os comandos da questão.

Para tal, aconselhamos sublinhar os verbos de ação.

Somente depois de muito bem entendido o que se quer de você, inicie a fase do planejamento do texto.

Não escreva intuitivamente!

Planejar o texto é assegurar-se de bem cumprir a missão de responder ao pedido da questão.

Em nossos livros Dissertação Nota Mil e Redação para Vestibulares, Concursos e Enem você encontra todos os passos de um bom planejamento.

Pratique a escrita regularmente.

O desempenho mínimo desejável de um(a) candidato(a) determinado(a) é de dois textos de até 30 linhas por semana.

É muito importante, em casa, durante os treinamentos, reproduzir as condições da realização da prova de seu interesse.

Considere que a mente precisa ganhar condicionamento para ficar retida ininterruptamente na execução de determinadas tarefas intelectuais.

Para tal, desligue o celular e não permita ser interrompido(a) enquanto estiver planejando e produzindo o seu texto de treinamento.

Não deixe para intensificar os treinamentos apenas um pouco antes da prova. Esse é um grande erro de muitos candidatos. Poderá ser tarde demais para ganhar condicionamento!

Mantenha uma forte e regular rotina de treinamentos até a semana anterior à do dia da prova.

Dias antes da prova, reveja os textos corrigidos que você tenha produzido durante a fase da preparação e atente para as observações assinaladas pelos(as) professores(as).

Lembre-se:  a manutenção da disciplina no cumprimento dos objetivos de cada semana de estudos é fator primordial ao sucesso em questões de concursos e vestibulares.

Bons estudos!

Você sabe narrar?

Observe as dicas que seguem para escrever textos narrativos de até 30 linhas:

enredo (fio condutor do texto) começa por um enunciado de estado, quando o narrador apresenta o cenário, seus personagens (localização espacial e temporal) e as suas motivações (sentimentos de posse e/ou privação de determinados bens materiais e/ou espirituais).

Ao enunciado de estado (ou enunciado inicial) sucedem-se na linha do tempo os enunciados de transformação de estado em função do enredo a ser desenvolvido até o enunciado final de estado (desfecho e conclusão).

Em função da decorrência temporal, ficam bem demarcadas as anterioridades e posterioridades de cada enunciado.

O texto poderá apresentar crescente tensão entre os personagens e chegar a um clímax.

O narrador poderá estar em 1ª ou 3ª pessoa.

Os personagens podem ser submetidos ao seguinte processo:

  • Manipulação (indução de um personagem a outro pelo querer e/ou dever).
  • Competência [aquisição de saber(es) e/ou poder(es)].
  • Performance (realização de ação ou ações).
  • Sanção (castigo ou recompensa atribuída pelo narrador).

Exemplo: Ninguém haveria de supor o que aconteceria naquela aula, tudo maquiavelicamente premeditado por Carol, que nutria gratuita antipatia por Joana, a aluna mais aplicada da turma, acredito que por inveja. Qual não foi o susto quando, na volta do recreio, ao início da segunda aula, ouviu-se um grito de Joana – de quem menos se esperava! –, em pânico, saltando da carteira e apavorada com as baratas que saíam de sua pasta. Carol ria discretamente. Covardia injustificada. Mas ela não ficaria impune, pois haveria o dia seguinte.

Aprofunde o estudo sobre a redação de textos narrativos em nosso livro Redação para Vestibulares, Concursos e Enem, como e-book ou livro impresso.

Bons estudos!