Palavras parônimas, o que são?

Você já deve ter ficado em dúvida com o emprego de certas palavras e expressões, chamadas de parônimas, as quais, apesar de muito semelhantes na grafia, têm significados singulares e muitas vezes bem díspares.

A desatenção, assim, poderá causar-lhe constrangimentos, quando não a perda de preciosos pontos na correção da redação.

Por exemplo, trocar “incipiente” por “insipiente” muda completamente o sentido da frase, já que enquanto o primeiro significa “novato”, o segundo, “negligente”.

Observe, pois, algumas palavras parônimas  e constate o melhor emprego de cada caso:

Palavras Significados mais usuais em redações Exemplos
Absolver inocentar, isentar, dar por inocente. O júri absolveu o réu.
Absorver aspirar, sorver, ingerir, embeber-se. O solo absorveu a água da chuva.
Acender atear (fogo), inflamar. O padre acendeu a vela.
Ascender subir, elevar-se. O padre ascendeu ao bispado.
Acento sinal gráfico, inflexão vocal. Não esqueça os acentos das palavras.
Assento banco, cadeira. O Brasil tomou assento no Mercosul.
Acerca de sobre, a respeito de. O presidente falou acerca de guerras.
A cerca de distância aproximada. Moro a cerca de dez quadras da praça.
tempo estimado. Estou a cerca de um mês da viagem.
Há cerca de faz aproximadamente (tanto tempo). Operei-me há cerca de um ano.
existência aproximada. Há cerca de mil títulos no catálogo.
Acidente desastre,  imprevisto com danos. O temporal causou mortes no parque.
Incidente contratempo, casualidade sem danos. O mal-entendido está superado.
Adotar assumir, escolher, preferir. Adotaremos o plano B.
Dotar dar em doação, beneficiar. Dotaremos a equipe de todo apoio.
Afim afinidade, semelhança. Os parágrafos devem ser afins.
A fim de finalidade, objetivo. Estudo a fim de vencer na vida.
Alto grande altura, elevado. Pagamos alto preço pelo atraso.
Auto ato público, peça processual. Os autos do inquérito estão prontos.
Aleatório casual, fortuito, acidental. A escolha do líder será aleatória.
Alheatório alienante, que desvia ou perturba. A falta de leitura é alheatória.

Treine a sua criatividade

É preciso que você atue como engenheiro(a) e arquiteto(a) do seu próprio texto e aplique os mesmos princípios de quem deseje erigir um belo edifício: fundado em bases sólidas, convencionais mas não anacrônicas, sustentado por vigas que lhe deem firmeza e reconhecido por sua funcionalidade, modernidade e excelente acabamento; ainda mais, sujeito a reengenharias que possam corrigir senões do projeto inicial.

A concepção de um texto não é diferente; portanto, mãos à obra!

Não deixe para agir como tal apenas no dia da prova: é preciso que a cada treinamento você exercite o dom da criatividade responsável, na medida em que somente assim irá desenvolvê-lo passo a passo.

Treine a sua criatividade: reescreva em seu caderno os fragmentos abaixo, corrigindo eventuais deslizes de construção:

Houve provocação e confusão durante a reunião para a votação da cassação da deputada.

O temor do juiz era de o indeferimento ao requerimento causar acirramento entre as partes.

O presidente pediu que votássemos urgentemente e secretamente a resolução.

É importante trazer o trabalho completo e que cheguemos mais cedo à reunião.

Urge nadar 800m diariamente e que você alimente-se bem para a competição.

Encontrei no supermercado muitas ofertas e um amigo de infância.

O Flamengo e o Vasco são times cariocas. O Flamengo costuma jogar no Maracanã. O Vasco costuma jogar em São Januário.

Gastei trinta minutos no trânsito e toda a minha paciência por hoje.

Na recente viagem a Miami, adquiri periféricos para o meu notebook e a experiência de uma viagem internacional.

O diretor da faculdade entregou os diplomas de conclusão de curso e de honra ao mérito a seus alunos.

Possíveis soluções: Houve insultos e distúrbios durante a assembleia para o pleito do expurgo da deputada. / O temor do juiz era de o indeferimento à petição causar irritação entre as partes. / O presidente pediu que votássemos urgente e secretamente a resolução. / É importante trazer o trabalho completo e chegar mais cedo à reunião. / Urge nadar 800m diariamente e alimentar-se bem para a competição. / Encontrei no supermercado muitas ofertas e revi um amigo de infância. / O Flamengo e o Vasco são times cariocas; aquele costuma jogar no Maracanã; este, em São Januário. / Gastei trinta minutos no trânsito e perdi toda a minha paciência por hoje. / Na recente viagem a Miami, comprei periféricos para o meu notebook e adquiri a experiência de uma viagem internacional. / O diretor da faculdade entregou a seus alunos os diplomas de conclusão de curso e de honra ao mérito.

Como produzir dissertações baseadas em tiras

Tem sido comum a apresentação de recursos linguísticos não verbais em enunciados de questões de redação de vestibulares, concursos e exames, associados ou não a demais textos literários ou científicos.

Diante de uma tira, por exemplo, o primeiro passo a tomar é o de ler e reler os textos verbais (título e troca de diálogos entre personagens, por exemplo) e não verbais (cenários, cores, expressões faciais, gestos, posturas e biótipos dos personagens).

A seguir, procure depreender o assunto (do que trata a tira?) para, depois, chegar à tese (qual a mensagem que se pode extrair depois de interpretar as informações verbais e não verbais da tira?).

Lembre-se de que ler significa somar as informações visuais às não visuais.

As primeiras são ascendentes, ou seja, saltam do papel para os nossos olhos e são processadas pelo cérebro, que contextualiza o que se está vendo e dá-lhe um sentido em função das segundas, que são descendentes e dependem da cultura geral de quem lê.

Assim, quanto maior for o nível de informações que o leitor já tenha retido em função da sua experiência de vida, de estudos e senso crítico, mais precisa e rica será a interpretação da tira.

Por exemplo, a figura de um personagem que esteja de camisa amarela com o símbolo da CBF, calção, meias e chuteiras, fazendo embaixadas com uma bola de futebol, aqui no Brasil, até mesmo um leitor medíocre reconhecê-lo-á como jogador de futebol, mesmo que amador, com a camisa da seleção brasileira, porque não há brasileiro que não saiba reconhecer o significado dessas informações.

Dada uma tira, pois, procure observar todos os apelos que ela possa oferecer-lhe, porque, se foram inseridos no enredo, mesmo que discretamente, têm alguma contribuição a oferecer ao leitor para o entendimento do todo.

Todas as dicas acima valem também para textos baseados em desenhos, ilustrações, gráficos e estampas.

Como, então, planejar a redação diante do que foi pedido? Sugerimos o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese depreendida da tira + argumentos que possam sustentar a tese + plano de curso (como o texto será desenvolvido).

Parágrafos mediais: reapresentação e desenvolvimento (expansão) dos argumentos, cada qual em seu respectivo parágrafo, na ordem crescente de importância.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do texto + apresentação de soluções à situação-problema da tira (competência 5 do Enem) + apreciação final.

Em nosso livro Dissertação Nota Mil você encontra um modelo de texto produzido nessa linha.

Agora é treinar, treinar e… treinar!

Bons estudos!

Não deixe de observar as simetrias

Esteja muito atento(a) a certos pormenores que poderão distinguir o(a) candidato(a) bem preparado(a) dos(as) demais, pois a inobservância das simetrias entre os termos das orações  poderá levar preciosos pontos na avaliação de sua redação.

Veja que você pode escrever:

  • Viajei de Paris a Roma.
  • Viajei da França à Alemanha.

Pelo visto, ao de corresponde o a (Paris e Roma repelem o artigo a); e ao da, o à  (França e Alemanha aceitam o artigo a).

Da mesma forma, você pode admitir estas duas construções:

  • Trabalho de segunda a sexta-feira.
  • Trabalho da segunda à sexta-feira.

Não caia na distração de misturá-las.

Tome cuidado também com a indicação de horas: Esperei pelo embarque das 14h às 16h30.

Evite: Esperei pelo embarque de 14h a 16h30. [a palavra horas exige o artigo a(s)].

Esteja atento a esta construção: As horas preferidas do meu dia são as 12h, quando saio para almoçar, e as 21h, quando vou à academia.

Nesses casos, trata-se apenas de artigos, por isso não é o caso de usar acento grave. É bem diferente de Às 12h saio para almoçar e às 21h vou à academia.

Aplicação: Complete as lacunas com a, as, à, às, de, das:

O rodízio é mais barato de segunda ____ quinta-feira.

Estarei em provas da quarta ____ sexta-feira.

A matéria do teste vai da página 25 ____ 70.

Li as páginas de 25 ____ 70.

A loja funciona ____ 9h às 12h, de segundas  ____ sábados.

Foi uma longa viagem, de 25 de maio ____ 30 de junho, de Santiago ____ Buenos Aires.

Estarei  no local combinado entre ____ 12h e ____ 12h30.

Estudarei ____ 14h às 18h50.

A padaria atende de 200 ____ 250 fregueses diariamente.

Crianças da 1ª ____ 4ª série estão dispensadas das aulas.

As viagens aéreas de Madri ____ Lisboa estarão suspensas de 2 ____ 15 de maio.

Soluções: O rodízio é mais barato de segunda a quinta-feira. / Estarei em provas da quarta à sexta-feira. / A matéria do teste vai da página 25 à 70. / Li as páginas de 25 a 70. / A loja funciona das 9h às 12h, de segundas a sábados. / Foi uma longa viagem, de 25 de maio a 30 de junho, de Santiago a Buenos Aires. / Estarei no local combinado entre as 12h e as 12h30. / Estudarei das 14h às 18h50. / A padaria atende de 200 a 250 fregueses diariamente. / Crianças da 1ª à 4ª série estão dispensadas das aulas. / As viagens aéreas de Madri a Lisboa estarão suspensas de 2 a 15 de maio.

Não use sujeito preposicionado

Atenção a construções frasais como a seguinte: Já era tempo do Brasil acordar contra a corrupção.

Cuidado: você não deve contrair a preposição de + artigo o em “do Brasil”, porque “o Brasil” é o sujeito da sua oração e não deve vir acompanhado de preposição, uma vez que não existe sujeito preposicionado pela gramática normativa.

Corrigindo: Já era tempo de o Brasil acordar contra a corrupção.

Não erre mais: se houver um verbo no infinitivo depois do sujeito, não admita a contração.

Aplicação: Observe as contrações em destaque e corrija as frases quando for o caso:

O mau resultado deve-se  aos alunos não se dedicarem aos estudos.

Devido às chuvas estarem fortes, é melhor não sairmos de casa.

Graças àquela aluna ser brilhante, a nossa turma irá bem na olimpíada.

Este é o típico caso das crianças serem advertidas.

As brincadeiras das crianças passaram dos limites.

Já é tempo dos jovens se conscientizarem da importância do voto.

Os motivos dele ter fugido de casa são desconhecidos.

O problema agora é dele, paciência.

É o caso dele voltar?

Respostas: O mau resultado deve-se a os alunos não se dedicarem aos estudos. / Devido a as chuvas estarem fortes, é melhor não sairmos de casa. / Graças a aquela aluna ser brilhante, a nossa turma irá bem na olimpíada. / Este é o típico caso de as crianças serem advertidas. / As brincadeiras das crianças passaram dos limites. / Já é tempo de os jovens se conscientizarem da importância do voto. / Os motivos de ele ter fugido de casa são desconhecidos. /  O problema agora é dele, paciência. / É o caso de ele voltar?

Dada uma tira, como dissertar sobre ela?

Oferecida uma tira de apoio ao pedido da Questão de Redação, o primeiro passo a tomar é o de ler e reler os textos verbais (título e troca de diálogos entre personagens, por exemplo) e não verbais (cenários, cores, expressões faciais, gestos, posturas e biótipos dos personagens) até que lhe seja possível depreender o assunto (do que trata a tira?).

Procure, no passo seguinte, chegar à tese da tira (qual a mensagem que se pode extrair depois de interpretar as informações verbais e não verbais da tira?).

Lembre-se de que ler significa somar as informações visuais às não visuais.

As primeiras são ascendentes, ou seja, saltam do papel para os nossos olhos e são processadas pelo cérebro, que contextualiza o que se está vendo e dá-lhe um sentido em função das segundas, que são descendentes e dependem da cultura geral de quem lê.

Assim, quanto maior for o nível de informações que o leitor já tenha retido em função da sua experiência de vida, de estudos e senso crítico, mais precisa e rica será a interpretação da tira.

Por exemplo, a figura de um personagem que esteja de camisa amarela com o símbolo da CBF, calção, meias e chuteiras, fazendo embaixadas com uma bola de futebol, aqui no Brasil, até mesmo um leitor medíocre reconhecê-lo-á como jogador de futebol, mesmo que amador, com a camisa da seleção brasileira, porque não há brasileiro que não saiba reconhecer o significado dessas informações.

Observe todos os apelos que a tira possa oferecer-lhe, porque, se foram inseridos no enredo, mesmo que discretamente, têm alguma contribuição a dar ao leitor para o entendimento do todo.

Como, então, planejar a redação diante do que foi pedido? Sugerimos o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese depreendida da tira + argumentos que possam sustentar a tese + plano de curso (como o texto será desenvolvido).

Parágrafos mediais: reapresentação e desenvolvimento (expansão) dos argumentos, cada qual em seu respectivo parágrafo, na ordem crescente de importância.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do texto + apresentação de soluções à situação-problema da tira (competência 5 do Enem) + apreciação final.

Todas as dicas acima valem também para textos baseados em desenhos, ilustrações, gráficos e estampas.

Não deixe de treinar à exaustão!

Aspectos de relevantes de uma dissertação

Observe os aspectos em negrito abaixo, os quais são indispensáveis a uma boa dissertação: 

Valorização do posicionamento crítico: você será solicitado a emitir opinião própria sobre determinado assunto ou alguma situação-problema.

Assim sendo, não fique em cima do muro, pois do contrário poderá denunciar falta de conhecimento ou  discernimento sobre o assunto em questão.

Procure emitir a sua opinião de maneira bem direta e sucinta, de forma impessoal e isenta de paixões.

Exemplo: O envelhecimento da população brasileira trará substancial sobrecarga financeira ao Sistema Único de Saúde.

Predomínio da função referencial da linguagem: quem disserta pode ser comparado a um jornalista que esteja preparando matéria in loco sobre uma anunciada tempestade tropical.

Ora, se ele entrar no olho do furacão, não terá condições de observar o fenômeno da natureza a distância nem de avaliar as suas medidas; com isso, a qualidade do seu trabalho estará comprometida.

Dessa forma, é preciso afastar-se do objeto da observação para poder-se analisá-lo de forma bem criteriosa.

A função referencial da linguagem, por estar centrada no contexto, e não no emissor nem no código, no receptor ou na mensagem a ser veiculada, coíbe os personalismos, inibe os exageros de quem escreve e contribui para o equilíbrio do texto.

Impessoalidade: o texto dissertativo não admite o uso da primeira pessoal do singular (“eu”) na condução da argumentação.

Assim, em vez de, por exemplo, Constatei muitos danos depois da tempestade tropical., prefira Constataram-se muitos danos depois da tempestade tropical.

O uso dos verbos no modo infinitivo também pode ser bom recurso para manter a impessoalidade da argumentação: Constatar muitos danos depois da tempestade tropical dimensionou a gravidade da situação.

Linguagem formal, clara, coesa e coerente: a linguagem é o código por meio do qual as ideias do emissor chegam ao receptor e por ele são entendidas.

Quando se trata de dissertação, a formalidade impõe-se, e as gírias e os clichês devem ser evitados.

A clareza deve ser buscada com construções frasais simples, preferencialmente na ordem direta e com vocabulário preciso.

Deve-se usar com muito cuidado as intercalações e as inversões, já que poderão trazer algum ruído ao entendimento do texto.

A coesão e a coerência podem ser conseguidas com planejamento acurado de como se deva apresentar e desenvolver cada ideia e adequado emprego dos conectores e dos sinais de pontuação.

Ausência de vícios de linguagem e de raciocínio: o texto dissertativo deve estar isento de todo e qualquer desvio que possa comprometer a  sobriedade e o senso comum.

Dessa forma, é inadmissível a presença de obscuridades, ambiguidades, radicalismos, generalizações indevidas, conclusões precipitadas, exageros descabidos e demais senões viciosos.

Observância da gramática normativa: o conhecimento e o mais adequado emprego das regras e exceções da linguagem culta é o que espera de quem, como você, disponha-se a dissertar. Portanto, não deixe de revisar pontos da gramática que deem margem a dúvidas.

Agora é treinar, treinar e…treinar.

Dissertação baseada na refutação de argumentos contrários

Imagine a seguinte proposta de redação:

Produza um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas que refute uma das seguintes assertivas das quais você discorde frontalmente:

1. O caminho mais eficaz para o combate à violência urbana no Brasil é o melhor aparelhamento das polícias civis e militares.

2. As torcidas organizadas devem ser banidas dos estádios de futebol.

3. A internação compulsória temporária de dependentes químicos é a ação mais indicada ao Estado no combate ao tráfico de entorpecentes.

Que atitude tomar, então, diante desse desafio?

São três questões que geram posições antagônicas, sobre as quais posicionamentos discordantes poderão se contrapor, cada qual sustentado por argumentos que se somam e defendam um ponto de vista.

Nascem, assim, textos refutatórios, ou seja, que procurarão contradizer opiniões contrárias.

Refutar, por definição, significa negar, rejeitar, dar combate por meio de argumentos, ou seja, opor-se a pensamentos contrários.

Não equivale, entretanto, a simplesmente produzir um texto na contramão do tema em discussão, pois, muito mais do que isso, a abordagem deve ser diferenciada quando se pensa em vencer um posicionamento crítico contrário com o peso de nossos argumentos.

Textos dessa natureza requerem acurada análise dos argumentos contrários antes de se montar uma estratégia de ataque às opiniões contrárias. O autor deve, logo, ter a perspicácia de reconhecer os pontos fortes e fracos da argumentação como ponto de partida do seu planejamento.

Especialmente nesses casos, deve-se desenvolver a argumentação sempre de forma a fortalecer as suas convicções e a contrapor-se com autoridade, equilíbrio emocional e linguagem vigorosa, sem jamais cair em contradições.

Você poderá adotar o seguinte esquema para produzir um texto de até 30 linhas que se oponha a algum texto cujas ideias lhe sejam contrárias:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação do posicionamento crítico que se oponha ao tema em discussão (tese de refutação) + argumentos que defendam o seu ponto de vista discordante + plano de curso do texto + objetivo(s) do trabalho.

Desenvolvimento: reapresentação dos argumentos na forma de teses de seus respectivos parágrafos (na mesma ordem segundo a qual tenham sido apresentados na Introdução) + aplicação do maior número possível dos mandamentos da boa refutação.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese de refutação + fortalecimento dos argumentos, com especial ênfase ao primeiro deles, o mais forte + apresentação de possíveis soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Em nosso livro DISSERTAÇÃO NOTA MIL (disponível como e-book no site da Amazon), você poderá conhecer um texto produzido nessa linha.

Agora é treinar e entregar a redação para a avaliação de quem entenda do assunto.

Bons estudos!

Cinco truques para libertar-se do “queísmo”

Você sofre de queísmo, vício de linguagem que acomete aqueles que não conseguem livrar-se dos “quês” e por isso mesmo causam cansaço no leitor com tantas repetições?

Pois bem, observe as dicas abaixo e liberte-se agora mesmo: 

1º) Troque as orações adjetivas pelos seus equivalentes adjetivos. Exemplo: em vez de “pessoa que  não sabe ler nem escrever”, escreva “analfabeto(a)”.

2º) Mude as orações adjetivas por apostos. Exemplo: em vez de “Lula, que foi um metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”, prefira “Lula, ex-metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”

3º) Substitua orações substantivas por substantivos de mesmo valor. Exemplo:  entre “Ninguém duvidava de que os presos fugiriam.” e “Ninguém duvidava da fuga dos presos.”, fique com a segunda opção.

4º) Reduza orações desenvolvidas. Exemplo: entre “Logo que acabar a leitura, farei o resumo.” e “Acabada a leitura, farei o resumo.”, dê preferência à segunda construção.

5º) Transforme o discurso indireto em direto: Exemplo: entre “O sargento advertiu o soldado de que ficasse imóvel em forma.”, prefira  “O sargento advertiu o soldado: Fique imóvel em forma!” (com a ressalva de que o discurso direto não é indicado para dissertações!)

Agora é estar atento às repetições dos “quês” para evitá-las sempre que possível!

Como esquematizar dissertações baseadas em provérbios e frases de efeito

Recomendamos o seguinte esquema para textos dissertativos de até 30 linhas:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese do(s) texto(s) oferecido(s) na forma de reescritura – não é cópia! – da(s) mensagem(ns) + citação de argumentos que possam sustentá-la + plano de curso + objetivo(s) do texto (se for o caso).

Parágrafos mediais: reapresentação e expansão dos argumentos (exemplos, relações de implicação, constatações, dados estatísticos, fatos históricos, aplicações, comentários).

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da tese do texto (a mesma da Introdução) + apresentação de soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Considere o exemplo de texto que segue, baseado na seguinte proposta:

Errar é humano, mas persistir no erro é tolice. Produza uma dissertação que aplique a mensagem desse pensamento popular.

Errar, sim; persistir no erro, não.

O ser humano é falível (apresentação da tese) e, como tal, por mais bem preparado esteja para a realização de atividades as quais lhe digam respeito, está sujeito a enfrentar insucessos em suas empreitadas na forma de frustrações que, não obstante possam desapontá-lo, poderão fazê-lo repensar nas causas que as motivaram e adotar procedimentos corretivos, pois do contrário haverá grandes chances de os erros se repetirem, o que, longe de ser virtude, é tolice. (desdobramentos da tese) É o que se procurará provar neste texto. (plano de curso do texto)

Tolo é quem não reconhece a sua falibilidade (primeira expansão da tese). A soberba do homem poderá torná-lo tão senhor de si, a ponto de julgar-se infalível e não mais sujeito a deslizes em suas atividades profissionais e pessoais. Quem assim procede poderá experimentar na própria carne a aplicação do provérbio bíblico que afirma ser a soberba o prenúncio da ruína. (implicações da primeira expansão da tese)

Tolo, ainda, é quem não está aberto a novos procedimentos. (segunda expansão da tese) Em dias céleres como os da atualidade, abrir as mentes a novidades e a novas condutas é sinal de sabedoria. Quem não aproveita a experiência do erro para pesquisar soluções para os seus fracassos e crescer na busca do conhecimento que possa fazer de si um vencedor está fadado a viver em círculos viciosos que o condenarão ao desalento, ao comodismo e ao derrotismo. Isso é tolice. (implicações da segunda expansão da tese)

Tolo, finalmente, é quem confunde o persistir no erro como sinal de virtuosismo. (terceira expansão da tese)  A perseverança, a obstinação e a resilência são atributos importantes para a consecução dos objetivos de vida; sim, desde que num quadro saudável de busca por resultados, uma vez que a repetição insana do erro – longe de ser virtude – é sinal de falta de sensibilidade, autocrítica e esmero diante das adversidades. (implicações da terceira expansão da tese)

Infeliz daquele que se suponha perfeito, pois errar é da natureza humana. (confirmação da tese) Fazer, portanto, de cada erro oportunidade de crescimento pessoal e profissional em proveito de novos empreendimentos é conduta de quem sabe lidar com o fracasso. (competência 5 do Enem) Simplesmente persistir no erro, portanto, sem dele tirar ensinamentos, é tolice. (apreciação final)

Agora é com você!

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!