As mil e uma aparições dos “quês”

Saber distinguir a que classes gramaticais pertençam os “quês” e reconhecer as suas possíveis funções sintáticas em cada construção frasal é ponto ganho em questões objetivas de gramática e interpretação de textos, além de prenúncio de boa fluência linguística.

Recorde as possibilidades de emprego dos “quês” nas frases que seguem:

  • substantivo: Você está com um quê de mistério.
  • pronome relativo: Comprei o livro que você me recomendou.
  • pronome indefinido: Que loucura!
  • advérbio: Que grande o seu sofrimento!
  • interjeição: Quê! Ainda não fui claro com você?!
  • preposição: Os alunos tiveram que sair às pressas da sala.
  • partícula expletiva: O ciclista é que foi imprudente.
  • conjunção integrante: O professor já alertara que a prova seria difícil.
  • conjunção consecutiva:  O frio era tanto que doía no rosto.
  • conjunção comparativa: Eles jogaram mais que nós.
  • conjunção explicativa: Acalme-se, que amanhã tudo será resolvido.
  • conjunção temporal: Já havia bom tempo que dali mudáramos.
  • conjunção subordinativa final: Criarei poesias, que refrigério sejam da alma triste.
  • conjunção subordinativa concessiva: Indiferentes que fossem comigo, não os ignoraria.

Atenção: por ser uma palavra de multiuso, há o risco de o(a) candidato(a) ser acometido de “queísmo“, ou seja, do vício de linguagem dos que repetem à exaustão o emprego dos “quês” em sua redações.

Preventivamente, portanto, procure ampliar o seu vocabulário com leituras rotineiras que possam facilitar-lhe a busca de alternativas.

Olho vivo!

Como dissertar sobre temas polêmicos

É simples.

O primeiro passo é ter opinião formada sobre o assunto, ou seja, ser capaz de formular uma tese que retrate o seu posicionamento crítico.

Depois, é planejar o texto de até 30 linhas da seguinte forma:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese (o seu posicionamento crítico) + plano de curso (como o texto será desenvolvido) + objetivo(s) do trabalho (se for o caso).

2º parágrafo: análise dos aspectos favoráveis (ou desfavoráveis) à polêmica.

3º parágrafo: análise dos aspectos desfavoráveis (ou favoráveis) à polêmica.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da polêmica + reafirmação do posicionamento pessoal em relação à polêmica (tese) + apresentação de soluções/sugestões à situação-problema da questão (se for o caso)  + apreciação final.

Observação importante: A fim de fortalecer o seu ponto de vista na conclusão do trabalho, sugere-se que os dois últimos parágrafos sejam de mesmo valor (favoráveis ou desfavoráveis, conforme o caso).

Agora é com você!

Você sabe começar uma dissertação?

Alguns candidatos enfrentam  dificuldades em introduzir  textos dissertativos argumentativos de até 30 linhas.

Observe, em itálico, a estrutura do seguinte parágrafo de introdução de um suposto texto argumentativo:

Quem tem saudáveis hábitos de leitura normalmente escreve bem (tópico frasal), porque (conector entre a introdução e o desenvolvimento do parágrafo) adquire bom vocabulário (apresentação do 1º argumento, o menos forte de todos), assimila as estruturas frasais com naturalidade (apresentação do 2º argumento, mais forte do que o primeiro) e, principalmente, (conectores de adição e destaque ao último argumento, o mais forte dos três)  desenvolve o senso crítico. (apresentação do 3º argumento, o mais forte de todos). Comprovar essa tese nos parágrafos subsequentes é o objetivo deste texto. (apresentação do plano de curso e do objetivo do texto)

A algumas conclusões você deve ter chegado quanto à estrutura do fragmento acima:

  1. Tudo começou com a apresentação da opinião (tese) sobre o assunto tratado no texto (tópico frasal).
  2. Depois seguiu-se a apresentação dos argumentos de sustentação da tese.
  3. Finalmente, apresentou-se  o plano de curso (como se pretende desenvolver a argumentação), seguido do objetivo do texto. Obs.: Se achar por bem, você pode dispensar essa parte em textos pouco profundos.
  4. Importante destacar o adequado emprego dos conectores e dos sinais de pontuação.

Não basta admirar a obra pronta: é preciso que você se disponha a treinar amiúde a aplicação do modelo acima a fim de adquirir condicionamento para a realização de provas de seleção.

Ao trabalho! Vamos lá?

Dado um texto literário, como planejar uma dissertação?

Primeiramente, procure reconhecer o assunto do texto de apoio.

Depois, desvende a tese do texto de apoio (ou seja, a ideia que o autor possa estar defendendo).

Escreva a sua tese, concordante ou discordante da do texto de apoio, conforme o caso.

Levante argumentos que possam sustentar a sua opinião.

A seguir, planeje o seu texto.

Sugerimos, para redações de até 30 linhas, o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese (o seu ponto de vista sobre a situação-problema do texto-base ou da coletânea de textos) + dois ou três argumentos pessoais que sustentem a sua tese (na ordem crescente de importância) + plano de curso (como o texto será desenvolvido) + objetivo(s) do trabalho.

Parágrafos mediais: reapresentação dos argumentos na forma de tópicos frasais de seus respectivos parágrafos (na mesma ordem segundo a qual tenham sido apresentados na Introdução) + expansão (por meio de exemplos, dados numéricos, constatações, analogias, aplicações etc.).

Conclusão:  expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do seu texto (a mesma apresentada na Introdução, mas com outra construção frasal) + apresentação de soluções/sugestões à situação-problema da questão (se for o caso) + apreciação final.

Agora é só treinar, treinar e … treinar!

Falta de domínio da língua dificulta acesso ao mercado de trabalho

Falta de domínio da língua é a principal causa de eliminação de estudantes em teste de estágio para nível superior

O estágio é o primeiro passo para quem pretende ter uma oportunidade no mercado de trabalho após a graduação.

Ao participar de um processo seletivo para esse tipo de vaga o estudante precisa considerar que se trata de uma possível oportunidade de colocação no mercado no futuro.

Muitos, no entanto, não estão preparados para encarar a entrevista e pecam em competências básicas.

Pesquisa feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2014, mostrou que mais de 62% dos 6.175 candidatos que fizeram testes de estágio de nível superior na organização reprovaram.

Os motivos foram os mais variados, porém o principal deles é a falta de domínio do português.

Mariana Niederauer, (fonte: www.correiobraziliense.com.br, acesso em 19/7/14).

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Não deixe de treinar à exaustão a produção textual.

Bons estudos!

 

Busque a simplicidade!

O seu texto não precisa estar rebuscado com figuras de linguagem, palavras de difícil entendimento e construções frasais eruditas.

Entenda que o artificialismo (linguagem forçada) poderá ser-lhe prejudicial.

Acredite: em se tratando de textos de concursos, exames e vestibulares, simplicidade é virtude!

Não confunda, entretanto, simplicidade com pobreza de ideias.

Assim, dê o recado na medida certa, sem devaneios nem excessos.

Faça uso de uma linguagem predominantemente denotativa, clara e retilínea, preferencialmente na ordem SPC (Sujeito – Predicado – Complementos).

Evite os rodeios desnecessários: para que tentar impressionar a banca de correção com tergiversações?

Elimine as “gorduras textuais”, ou seja, todo adereço literário que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos.

Assim, antes de passar o texto a limpo, faça uma boa faxina, eliminando as indefinições (artigos e pronomes), os sinais de pontuação dispensáveis e as redundâncias.

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Seja você mesmo(a)!

Esteja aberto(a) a sugestões, mas adote estilo próprio de escrever.

Logicamente, você não deve sair do padrão culto de manifestação do pensamento.

Creia no seu potencial e na sua criatividade.

Você pode até inspirar-se nos outros, mas jamais tente copiá-los.

Estude com afinco e aplique tudo o que aprender.

Não se intimide, acredite na superação de eventuais dificuldades com perseverança e continuada dedicação aos estudos.

Entenda que a sua evolução acontecerá aos poucos, semana a semana, texto a texto.

Com o passar do tempo, você passará a degustar o prazer de escrever e de conseguir cada vez melhores resultados em suas redações.

Vamos lá? Comece hoje mesmo!

Tenha opinião própria!

Além de muito bem interpretar os enunciados, você deverá revelar ser capaz de posicionar-se sobre os assuntos em pauta nas questões de redação mediante a redação de uma tese.

Ainda mais, deverá estar apto(a) a sustentar essa tese com argumentos precisos e coerentemente articulados.

Depois de lido o enunciado da questão de redação e depreendido o tema sobre o qual você precise dissertar em até 30 linhas, algumas perguntas deverão vir à mente antes de qualquer iniciativa, tais como:

  • Qual a minha opinião sobre esse assunto?
  • Com que argumentos eu poderei defender essa minha opinião?
  • Existem exemplos, dados estatísticos, notícias ou quaisquer outras informações que possam ilustrar ou fortalecer a forma como eu penso?

Importante: ao emitir a sua opinião, escreva em tese para um leitor universal.

Assim sendo, não use a primeira pessoa do singular nem empregue verbos fracos. Ainda mais, não generalize!

Exemplo: Eu acho que os políticos continuam sendo corrompidos pelo jogo de interesses pessoais.

Há três problemas nessa tese: 1º) O uso do “eu”; 2º) O emprego do verbo “achar”, muito fraco para a emanação de uma opinião; 3º) A generalização.

Corrigindo: Denúncias do poder público e investigações da Polícia Federal têm confirmado que boa parte dos políticos continuam sendo corrompidos pelo jogo de interesses pessoais.

Para aprofundar o estudo, adquira os nossos livros Dissertação Nota Mil Redação para Vestibulares, Concursos e Enem.

E a interpretação ou intelecção de textos, como vai?

Procure treinar também a resolução de questões de interpretação e intelecção de textos.

Não basta conhecer apenas as técnicas da produção textual propriamente dita.

Você não pode ser traído(a) por qualquer desatenção ou sutileza do pedido.

O candidato(a) ingênuo(a) ou apressado(a) corre o risco até de escrever sobre o que não se pediu.

Por exemplo, vários candidatos de determinada prova de vestibular que lhes pedira produzir uma dissertação sobre os benefícios do lazer (descanso, repouso, passatempo), escreveram verdadeiros tratados sobre os benefícios do laser (radiação eletromagnética com inúmeras aplicações industriais e científicas) e, por justo motivo, receberam nota zero.

Há propostas de redação que já oferecem o tema sobre o qual você deva dissertar, como este: Disserte sobre a importância dos hábitos de leitura.

Outras, entretanto, mais seletivas, apresentam comandos que obrigam o(a) candidato(a) a inicialmente ler e interpretar textos, tiras, charges, fotografias, gráficos e quaisquer outras informações de apoio para, somente depois, depreender o tema sobre o qual deva dissertar, como em Disserte sobre o tema depreendido da leitura e interpretação da charge acima.

Treinar, portanto, a resolução de questões objetivas de interpretação e intelecção de textos desenvolverá a sua acuidade e evitará que você escreva sobre o que não se tenha pedido.

Olho vivo!

Não seja precipitado(a)!

Precipitar-se na abordagem da questão de redação é sinal de falta de juízo! E isso poderá custar-lhe muito caro.

Diante de uma proposta de redação, mantenha a calma e a concentração.

Lembre-se sempre de que você estará sendo avaliado(a) inicialmente quanto à sua capacidade de leitura, intelecção e interpretação do enunciado e depreensão das imposições do pedido.

Depois, sim, você será observado(a) quanto à desenvoltura linguística, ao poder de análise e síntese, à coerência e ao descortino, dentre os principais aspectos.

Leia o pedido da questão com muita atenção.

 Se necessário, releia-o várias vezes, assinalando as servidões, ou seja, os comandos da questão.

Para tal, aconselhamos sublinhar os verbos de ação.

Somente depois de muito bem entendido o que se quer de você, inicie a fase do planejamento do texto.

Não escreva intuitivamente!

Planejar o texto é assegurar-se de bem cumprir a missão de responder ao pedido da questão.

Em nossos livros Dissertação Nota Mil e Redação para Vestibulares, Concursos e Enem você encontra todos os passos de um bom planejamento.