Mantenha-se atualizado(a)

Manter-se sempre em dia com as principais notícias  nacionais e internacionais, já que é muito importante para quem esteja se preparando para o enfrentamento de concursos públicos, vestibulares e o Enem.

Para tal, recomendamos assistir diariamente a pelo menos um telejornal em rede nacional (nem sempre o mesmo, para não ficar refém de apenas uma linha jornalística de interpretação dos fatos) e ler jornais e revistas semanais de maior circulação.

Importante também será pesquisar em bibliotecas e na internet assuntos de relevância, a fim de aprofundar o nível das informações antes de opinar sobre determinados assuntos.

Recomendamos a aquisição e leitura da revista Atualidades/vestibular + Enem, do Guia do Estudante, publicado pela Editora Abril, por ser semestral (edições em março e agosto) e trazer de forma bem ilustrada e sintética  importantes resumos dos principais fatos de cada semestre  além de um simulado e dicas para a Redação no Enem.

Por falar nisso, quais são as principais notícias de hoje?

Sempre ligado!

Experiências de vida que geram ideias

Você é um ser social que, como tal, deve relacionar-se com o mundo à sua volta.

Guarde bem: cada relacionamento representa uma nova experiência de vida.

O acúmulo de experiências é a fonte principal das nossas ideias, pois não se trata de uma acomodação de fatos simplesmente isolados, mas de diferentes situações que se interligam, sedimentam-se em nossa memória e desenvolvem o nosso senso crítico.

Como adquirir experiência?

Primeiramente, o que é mais natural, pela observação de fatos. As impressões colhidas por nós consubstanciam-se em ideias ou representações que, por sua vez, graças à imaginação e à reflexão, associam-se, entrecruzam-se,  multiplicam-se, desdobram-se em outras.

Não estará em condições de escrever quem não dispuser de uma capacidade mínima de observar fatos e refletir, selecionar, ordenar e associar impressões e ideias.

E observar fatos não significa somente conhecer a sua própria história e a do seu contexto sócio-econômico-político por meio de livros, mas, também, de viagens, filmes e outras fontes de informação; equivale a olhar pela janela do mundo para procurar entender os eventos de repercussão e sobre eles chegar a conclusões pessoais.

Em segundo lugar, adquire-se experiência pela observação do próximo, como fruto da convivência, de conversas saudáveis e de leituras da realidade alheia.

Daí vem a importância da socialização, de você participar de grupos de interesse afins, de interagir positiva e indistintamente  com pessoas com as quais você se relacione.

O saber ouvir os outros pode ser uma rica forma de amealhar conhecimento e sabedoria de vida.

Seja, portanto, bom(boa) observador(a), não somente de fatos, mas também do próximo.

Fuja do “achismo”

Textos dissertativo-argumentativos requerem um posicionamento crítico do autor a respeito do assunto em questão.

Mas não basta opinar. É preciso ir mais além, argumentar e desenvolver a linha de pensamento de forma a convencer o leitor da opinião emitida como tese do texto.

Observe algumas dicas:

  • Desenvolva argumentos e referências que envolvam conhecimentos de várias disciplinas e atualidades;
  • Lembre-se de que a interdisciplinaridade como recurso de argumentação é sempre muito valorizada.
  • Tenha opinião própria, não se baseie apenas no que os outros afirmem ou neguem.
  • Desenvolva a sua argumentação com autoridade mediante a comprovação de  tudo o que você afirmar ou negar.
  • Faça uso de verbos que deem força à argumentação.
  • Dê preferência a verbos na voz ativa.
  • Trate a questão com impessoalidade.
  • Faça uso de linguagem formal.

Agora você precisa treinar, treinar e…treinar!

Como concluir um texto dissertativo-argumentativo?

No parágrafo de Conclusão de um texto dissertativo-argumentativo, você deve:

  • reafirmar a tese (a mesma da Introdução, mas com outra construção frasal);
  • apresentar possíveis soluções para a situação-problema (competência 5 do Enem);
  • emitir uma apreciação final.

A Conclusão não deve ser longa (de 10 a 15% do texto).

Se desejar, comece o parágrafo por uma expressão inicial (“Em face dos argumentos acima desenvolvidos, conclui-se que …” ) ou simplesmente por alguma conjunção conclusiva (“Portanto,…”).

Importante:

1. Não conclua sobre o que você não tenha considerado no desenvolvimento.

2. Evite tomar posições críticas radicais, que possam ferir o senso comum.

3. Fuja de conclusões genéricas, que nada dizem, como em “é preciso que o governo tome as medidas necessárias para resolver esse problema.”

4. Não faça apelos ao leitor, como em “Diante do que foi visto acima, não deixe de eleger os melhores candidatos nas próximas eleições.” Prefira “É preciso, pois, que os eleitores elejam os melhores candidatos nas próximas eleições.”

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Evite rodeios desnecessários

Veja o exemplo de um fragmento de texto recheado de rodeios: Atualmente, no Brasil, país em que  vivemos,  o maior em extensão territorial da América do Sul, em pleno século XXI, na Era da Informática, ainda há mais de 10 milhões de analfabetos, pessoas que não sabem ler nem escrever.

Um professor experiente diria: enrolação pura!

Para que tantos rodeios? Só para “ganhar” (perder, na minha opinião!) linhas?

Veja como poderia ser reescrito de maneira mais concisa e sem perder conteúdo: No Brasil, ainda há mais de 10 milhões de analfabetos. 

Observe as seguintes dicas:

  • Em dissertações argumentativas de concursos, vestibulares e Enem fuja do rebuscamento e priorize a clareza, a organização das ideias e a simplicidade.
  • Não confunda simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto aquela é virtuosa por tornar o texto facilmente entendido pelo leitor, esta é problemática por deixar a redação prolixa, vazia de conteúdo e sem peso argumentativo.
  • Evite, portanto, os rodeios, vá diretamente ao assunto, seja objetivo e retilíneo.
  • Elimine as “gorduras textuais”, ou seja, tudo o que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos.
  • Use moderadamente as inversões e as intercalações.

E não deixe de treinar, treinar e…treinar!

Mantenha-se sempre de olho no tempo

Saber administrar bem o tempo disponível para a produção textual é importante requisito para enfrentar provas de longa duração com tranquilidade.

Sempre de olho no relógio, tome o cuidado de não extrapolar no consumo do tempo oferecido para a produção textual .

Você há de perguntar: qual o tempo médio adequado para a produção de um texto de até 30 linhas?

Veja bem: depois de 50/60 min,  é bom já estar com o trabalho pronto no papel-rascunho, revisado, apenas aguardando a transposição para a folha oficial.

O que se considera razoável é destinar até 1h30min para terminar o texto. O que passar disso é preocupante, pois poderá comprometer a resolução das demais questões da prova.

Conselho importante: durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de anotar o tempo consumido em cada trabalho.

Assim fazendo, você terá como calcular um tempo médio aferido para o seu caso.

A posse desse dado é altamente positiva porque dá ao(à) candidato(a) a confiança de concluir o trabalho dentro do prazo.

Bons estudos!

Como esquematizar dissertações baseadas em provérbios e frases de efeito

Recomendamos o seguinte esquema para textos dissertativos de até 30 linhas:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese do(s) texto(s) oferecido(s) na forma de reescritura – não é cópia! – da(s) mensagem(ns) + citação de argumentos que possam sustentá-la + plano de curso + objetivo(s) do texto (se for o caso).

Parágrafos mediais: reapresentação e expansão dos argumentos (exemplos, relações de implicação, constatações, dados estatísticos, fatos históricos, aplicações, comentários).

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da tese do texto (a mesma da Introdução) + apresentação de soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Considere o exemplo de texto que segue, baseado na seguinte proposta:

Errar é humano, mas persistir no erro é tolice. Produza uma dissertação que aplique a mensagem desse pensamento popular.

Errar, sim; persistir no erro, não.

O ser humano é falível (apresentação da tese) e, como tal, por mais bem preparado esteja para a realização de atividades as quais lhe digam respeito, está sujeito a enfrentar insucessos em suas empreitadas na forma de frustrações que, não obstante possam desapontá-lo, poderão fazê-lo repensar nas causas que as motivaram e adotar procedimentos corretivos, pois do contrário haverá grandes chances de os erros se repetirem, o que, longe de ser virtude, é tolice. (desdobramentos da tese) É o que se procurará provar neste texto. (plano de curso do texto)

Tolo é quem não reconhece a sua falibilidade (primeira expansão da tese). A soberba do homem poderá torná-lo tão senhor de si, a ponto de julgar-se infalível e não mais sujeito a deslizes em suas atividades profissionais e pessoais. Quem assim procede poderá experimentar na própria carne a aplicação do provérbio bíblico que afirma ser a soberba o prenúncio da ruína. (implicações da primeira expansão da tese)

Tolo, ainda, é quem não está aberto a novos procedimentos. (segunda expansão da tese) Em dias céleres como os da atualidade, abrir as mentes a novidades e a novas condutas é sinal de sabedoria. Quem não aproveita a experiência do erro para pesquisar soluções para os seus fracassos e crescer na busca do conhecimento que possa fazer de si um vencedor está fadado a viver em círculos viciosos que o condenarão ao desalento, ao comodismo e ao derrotismo. Isso é tolice. (implicações da segunda expansão da tese)

Tolo, finalmente, é quem confunde o persistir no erro como sinal de virtuosismo. (terceira expansão da tese)  A perseverança, a obstinação e a resilência são atributos importantes para a consecução dos objetivos de vida; sim, desde que num quadro saudável de busca por resultados, uma vez que a repetição insana do erro – longe de ser virtude – é sinal de falta de sensibilidade, autocrítica e esmero diante das adversidades. (implicações da terceira expansão da tese)

Infeliz daquele que se suponha perfeito, pois errar é da natureza humana. (confirmação da tese) Fazer, portanto, de cada erro oportunidade de crescimento pessoal e profissional em proveito de novos empreendimentos é conduta de quem sabe lidar com o fracasso. (competência 5 do Enem) Simplesmente persistir no erro, portanto, sem dele tirar ensinamentos, é tolice. (apreciação final)

Agora é com você!

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

O que o corretor de texto espera de você

Esteja atento(a) aos detalhes que diferenciam a sua prova das demais.

Leia com muita atenção o Manual do Candidato que lhe será entregue com a confirmação da sua inscrição.

Importante também será considerar as últimas tendências da organização responsável pela elaboração das provas, particularmente com relação à questão de Redação.

Para tal, analise as questões dos últimos cinco anos para ter boa ideia de como têm sido elaboradas as propostas.

Diante de uma proposta de redação não se precipite.

Lembre-se sempre de que você estará sendo avaliado inicialmente quanto à sua capacidade de leitura, intelecção e interpretação do enunciado e depreensão das servidões que o pedido impuser-lhe.

Depois, sim, você será observado quanto à desenvoltura linguística, ao poder de análise e síntese, à coerência e ao descortino, dentre os principais aspectos.

Por isso é importante conhecer não apenas as técnicas de produção textual, mas também saber muito bem interpretar enunciados.

Além de muito bem interpretar os enunciados, você deverá revelar ser capaz de tomar posicionamentos críticos sobre os assuntos em pauta nas questões de Redação e de sustentá-los com argumentos precisos e coerentemente articulados.

O seu texto não precisa estar rebuscado com figuras de linguagem e palavras eruditas, até porque o artificialismo poderá ser-lhe prejudicial.

Adote estilo próprio de escrever, creia no seu potencial e na sua criatividade; apenas inspire-se nos outros, mas não tente copiá-los.

Estude com afinco e aplique tudo o que aprender. Não se intimide, seja você mesmo(a)!

Uma boa lembrança: simplicidade é virtude. Assim, um texto de concurso deve dar o seu recado na medida certa, sem devaneios nem excessos.

Não confunda, entretanto, simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto esta denigre o texto, aquela o torna virtuoso pelo fácil entendimento que proporciona ao leitor.

Busque uma linguagem predominantemente denotativa, clara e objetiva, preferencialmente do tipo SPC (Sujeito – Predicado – Complementos, nessa ordem), sem rodeios desnecessários e sem  “gorduras textuais” (todo adereço literário que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos).

Use as figuras de linguagem com moderação.

Não queira “virar” bom escritor da noite para o dia. A maturidade linguística estará a caminho em um processo que para alguns é longo, para outros, nem tanto.

Faça a analogia com a decolagem de um avião, que, para alçar voo, precisa taxiar na pista antes de empreender grande velocidade. Já o foguete, diferentemente, alça voo verticalmente pela ação de seus motores de propulsão.

Em se tratando de produção textual, não espere alcançar as alturas sem antes taxiar e ganhar muita velocidade, o que significa dizer que necessário será passar por um processo de aprendizagem e aquisição de condicionamento antes de chegar a um nível de performance linguística satisfatório.

Agora é com você! Bons estudos!

Comece o texto dissertativo-argumentativo pela ideia-força

Como iniciar um texto dissertativo-argumentativo, eis a questão.

Sugere-se, em nome da clareza e da precisão da linguagem, iniciar o parágrafo inicial pelo seu tópico frasal, ou seja, pela ideia-força.

Do contrário, você corre o risco de tornar o texto obscuro e de difícil entendimento.

Veja um bom exemplo de parágrafo assim constituído:

Vive-se dias de extremos riscos à integridade individual, principalmente nos grandes centros urbanos (ideia-força), onde as crianças têm sido assediadas por pedófilos; os jovens, abordados por traficantes; os idosos, ameaçados por desocupados. (desenvolvimento). Urge, pois, destacar maior policiamento nas ruas e mobilizar a sociedade para exigir leis mais rigorosas no combate à violência. (conclusão)

Outro exemplo:

Fumar é prejudicial à saúde (ideia-força), motivo pelo qual o Governo Federal deveria sobretaxar ainda mais a indústria do tabaco e esclarecer a opinião pública mais intensamente dos malefícios do fumo. (desenvolvimento) Assim sendo, deixaremos de chorar a morte daqueles que hoje são os mais vulneráveis a esse vício: os jovens de baixa escolaridade. (conclusão)

Agora é treinar, treinar e … treinar!

Cinco truques para libertar-se do “queísmo”

Você sofre de queísmo, vício de linguagem que acomete aqueles que não conseguem livrar-se dos “quês” e por isso mesmo causam cansaço no leitor com tantas repetições?

Pois bem, observe as dicas abaixo e liberte-se agora mesmo: 

1º) Troque as orações adjetivas pelos seus equivalentes adjetivos. Exemplo: em vez de “pessoa que  não sabe ler nem escrever”, escreva “analfabeto(a)”.

2º) Mude as orações adjetivas por apostos. Exemplo: em vez de “Lula, que foi um metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”, prefira “Lula, ex-metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”

3º) Substitua orações substantivas por substantivos de mesmo valor. Exemplo:  entre “Ninguém duvidava de que os presos fugiriam.” e “Ninguém duvidava da fuga dos presos.”, fique com a segunda opção.

4º) Reduza orações desenvolvidas. Exemplo: entre “Logo que acabar a leitura, farei o resumo.” e “Acabada a leitura, farei o resumo.”, dê preferência à segunda construção.

5º) Transforme o discurso indireto em direto: Exemplo: entre “O sargento advertiu o soldado de que ficasse imóvel em forma.”, prefira  “O sargento advertiu o soldado: Fique imóvel em forma!” (com a ressalva de que o discurso direto não é indicado para dissertações!)

Agora é estar atento às repetições dos “quês” para evitá-las sempre que possível!