Cuidado: não use “atentamente” no lugar de “atenciosamente”!

São duas palavras muito parecidas, mas com significados bem distintos.

Veja como melhor empregá-las:

– use “atentamente” no sentido de  estar atento, vigilante a alguma recomendação, regra ou atividade.

Exemplo: O jogador ouviu atentamente as orientações do técnico.

– empregue “atenciosamente” no sentido de alguém ser atencioso(a), educado(a) ou prestativo(a) com outra pessoa.

Exemplo: A enfermeira respondeu atenciosamente às perguntas da paciente.

Olho vivo!

Você sabe empregar os pronomes demonstrativos?

Talvez seja uma das maiores dificuldades da língua portuguesa o emprego dos pronomes demonstrativos.

Conhecê-los é fácil, pois não são muitos, mas usá-los adequadamente no discurso culto nem sempre é fácil.

A dificuldade maior está no emprego de este, esta, istoesse, essa, issoaquele, aquela, aquilo.

Vamos tentar esclarecer de uma vez por todas:

Quanto usar este(s), esta(s), isto:

  • no espaço: para indicar o que estiver perto de quem fala: Esta caneta é minha.
  • no texto: para indicar o que será enunciado: As principais causas da evasão escolar são estas: abandono de lar, envolvimento com as drogas e falta de perspectivas.
  • na linha do tempo: para indicar tempo presente em relação ao momento da fala: Nesta semana irei à praia.

Quando usar esse(s), essa(s), isso:

  • no espaço: para indicar o que estiver perto de quem ouve: Essa caneta aí é sua?
  • no texto: para indicar o que já foi enunciado: O presidente foi muito claro na apresentação das medidas governamentais. Iniciativas como essas são sempre muito bem apreciadas.
  • na linha do tempo: para indicar tempo próximo anterior ou posterior em relação ao momento da fala: Nesse último sábado, encontrei o meu melhor amigo.

Quando usar aquele(s), aquela(s), aquilo:

  • no espaço: para indicar o que estiver longe de quem fala e ouve: Aqueles meninos lá na piscina estão se excedendo.
  • no texto: para indicar enunciados distantes (para textos mais longos, o que normalmente não é o caso em vestibulares, concursos e exames): Aquele exemplo da introdução confirmou a nossa tese.
  • na linha do tempo: para indicar um tempo remoto, bem anterior ao momento da fala: O velho professor lembrou-se daquele tempo em que ter computador em casa era raridade.

Agora é com você!

Posso escrever “a nível de”?

Não escreva nem fale “a nível de”, pois é modismo descabido.

Você pode usar, sim, “ao nível de” no sentido de “à mesma altura”, “no mesmo patamar”.

Exemplos: Fortaleza está ao nível do mar. / O time está ao nível dos melhores do mundo.

Ainda  é possível “em nível de” para indicar nível funcional ou hierárquico.

Exemplos: A reunião será em nível de diretoria. / O problema será resolvido em nível estadual.

Adquira os nossos livros Redação para Vestibulares, Concursos e Enem e Dissertação Nota Mil para aprofundar  o estudo das principais dificuldades da língua portuguesa.

Boa leitura!

 

 

Quando usar “aparte”, “à parte” e “a parte”.

Tome bastante cuidado com a ortografia! Observe bem os casos que seguem:

  • Use aparte como substantivo masculino, significando interrupção, observação, comentário.

Exemplo: O deputado concedeu ao colega um aparte ao seu pronunciamento.

  • Prefira à parte no sentido de  em separado, anexo.

Exemplo: As provas materiais do inquérito seguem à parte. 

  • A parte nada mais é do que o artigo feminino “a” + o substantivo “parte”, no sentido de fração de um todo.

Exemplo: A parte que me cabe é a mais difícil da encenação.

Uma perguntinha incômoda: – E você, já escreveu o seu texto de treinamento nesta semana?

Lembre-se de que os treinamentos à exaustão das produções textuais são essenciais  à desenvoltura da LINGUAGEM e à fixação das NORMAS GRAMATICAIS.

Portanto, mãos à obra!

 

 

Quando usar “acerca de”, “a cerca de”, “há cerca de” e “cerca de”.

Esteja atento(a) à ortografia, pois qualquer descuido poderá ser-lhe prejudicial.

Veja a melhor redação para cada caso que segue:

  • “Acerca de” equivale a sobre, a respeito de.

Exemplo: O novo prefeito discursou acerca de seus planos.

  • “A cerca de” anuncia uma distância aproximada ou tempo futuro não muito exato.

Exemplos: O shopping fica a cerca de duas quadras da minha casa. / Estamos a cerca de três meses de nossa viagem à Europa.

  • “Há cerca de”  pode indicar tempo passado aproximado ou noção quantitativa não muito precisa.

Exemplos: Há cerca de um mês, senti os primeiros sintomas. / Há cerca de 20 mil litros de água neste reservatório.

  • “Cerca de” diz respeito a quantidades aproximadas.

Exemplo: Cerca de vinte alunos chegaram atrasados ao concerto.

Convite: adquira os nossos livros DISSERTAÇÃO NOTA MIL e REDAÇÃO PARA VESTIBULARES, CONCURSOS E ENEM para dirimir todas as dúvidas!

Bons estudos!

Dissertação Nota Mil, é possível sim!

Especialmente concebido para você, concurseiro(a), vestibulando(a) ou estudante do Ensino Médio, aqui está o livro Dissertação Nota Mil, em 302 páginas de conteúdos, exercícios e propostas de redação.digitalizar0001

Esperamos, dessa forma, contribuir para a otimização da sua desenvoltura linguística e habilitá-lo(a) ao sucesso em provas de seleção.

Diferentemente da leitura de um romance, esta obra deve ser consumida aos poucos, capítulo por capítulo, em pelo menos quatro meses de preparação, a fim de que os embasamentos teóricos sejam perfeitamente assimilados com a realização dos exercícios e das práticas textuais sugeridas.

Importantíssimo será treinar à exaustão a produção textual (sugerimos duas vezes por semana para textos de até 30 linhas).

Não se esqueça de entregar os seus textos para correção de quem entenda do assunto.

Se desejar, contrate os nossos serviços de correção: você produz o texto, digitaliza-o e remete-o para nós.

Em curto prazo, restituímos o texto corrigido e comentado.

E tem mais: a cada redação enviada, você terá direito a 10min de skype para os comentários adicionais do professor.

Aposte nisto: a Redação Mil espera por você!!!

Boa leitura!

 

 

Cultive bons hábitos para prevenir-se do estresse

O esgotamento físico tem levado muitos candidatos a não completar o programa de estudos planejado ao início de cada ano.

Sendo assim, busque orientação de profissionais de educação física que possam acompanhá-lo(a) na manutenção do melhor condicionamento durante a caminhada (ou corrida?) para a consecução das metas de estudo.

Atenção: a regularidade na execução dos esforços físicos produz melhores efeitos do que eventuais picos intensos de treinamento.

Evite os excessos, não queira tornar-se superatleta de uma hora para outra.

Paralelamente, procure ter bons hábitos alimentares.

Não significa comer muito, mas alimentar-se suficientemente bem, sem exageros, de tudo um pouco.

Buscar orientação de nutricionistas é sempre interessante.

Ainda mais: procure dormir bem, algo em torno de 8 horas diariamente.

Lembre-se de que você estará sujeito a desgastes de toda ordem durante a fase de preparação.

Cuide-se, pois, para resistir aos desânimos e superar as dificuldades com desenvoltura.

Se desejar aprofundar os seus estudos, adquira os nossos livros  Redação para Vestibulares, Concursos e Enem e Dissertação Nota Mil.

Em Fortaleza, como livros impressos, você poderá encontrá-los nos Shoppings Aldeota (livraria Acadêmica) e Avenida (loja HBM).

A propósito, você já malhou hoje?

Xô, preguiçosos de plantão!

Você já pensou em formar um grupo de estudos?

Os amigos mais chegados podem constituir um excelente time para discutir  temas da atualidade e possíveis assuntos de prova.

Três ou quatro deles é o número máximo desejável.

Importante: não convide preguiçosos de plantão, por mais amigos possam ser!

Todos os componentes do grupo  deverão estar dispostos a renunciar parte do lazer em benefício do estudo e a despender muitas energias em nome do sucesso na prova de interesse comum.

Dê um toque de profissionalismo às reuniões:

  • estabeleça a regra do celular desligado ou em modo silencioso durante todo o tempo em que vocês estiverem reunidos;
  • programe reuniões periódicas conforme a disponibilidade de todos (semanais, quinzenais ou mensais);
  • eleja as pautas de assuntos a serem discutidos ou as atividades a serem desenvolvidas em cada encontro;
  • agende simulados por conta própria e discuta com os demais a sua resolução;
  • seja rigoroso na observância dos dias e horários das reuniões;
  • durante os trabalhos em grupo, evite brincadeiras ou conversas sobre assuntos que estejam fora da pauta;
  • quando houver a necessidade de expor algum conteúdo, um dos componentes do grupo poderá ficar responsável por apresentá-lo aos demais.
  • terminados os trabalhos, saiam para comer uma pizza, pois ninguém é de ferro!

O que você lê?

Ler não significa apenas abrir um bom livro.

Mais do que isso, é compreender o que se lê e habilitar-se a inferir a respeito do que se leu.

Indo além: leia tudo que chegar às suas mãos, dando preferência, é lógico, a textos de bom nível.

Nesta fase em que você se encontra, é preferível ser generalista a especialista.

Embora você, como é natural, tenha as suas predileções de leitura, lembre-se de que mais vale saber um pouco de tudo do que tudo de pouco.

Portanto, não faça restrições a assuntos que não sejam do seu interesse imediato.

Fique em condições de opinar sobre qualquer tema, do alfinete ao foguete!

A rotina de leituras não deve limitar-se à consulta a livros.

Ler o mundo vai muito mais além: significa manter-se atento(a) a todas as circunstâncias do cotidiano no propósito de avaliar os aspectos positivos e negativos de sua comunidade e com isso buscar soluções para os problemas e melhorias para o que já possa estar a contento.

O que, por exemplo, ler da mendicância nos semáforos das ruas do seu bairro? Quais seriam as possíveis relações de implicação dessa triste realidade? Por onde começariam as soluções para esse problema social?

Esses e outros questionamentos fá-lo-ão um ser pensante responsavelmente incomodado e ávido por soluções.

Assim acontecendo, em ambientes de prova você não se surpreenderá com propostas de redação que abordem temas correlatos.

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Bons estudos!

Tudo pela linguagem

A linguagem é o código por meio do qual as ideias do emissor chegam ao receptor e por ele são entendidas.

Quando se trata de dissertação, a formalidade impõe-se.

As gírias e os clichês, portanto, devem ser evitados.

A clareza deve ser buscada com construções frasais simples, preferencialmente na ordem direta e com vocabulário preciso.

Deve-se usar com muito cuidado as intercalações e as inversões, já que poderão trazer algum ruído ao entendimento do texto.

A coesão e a coerência podem ser conseguidas com planejamento acurado de como se deva apresentar e desenvolver cada ideia e adequado emprego dos conectores e dos sinais de pontuação.

Aqui vão algumas dicas interessantes:

  • Prefira a linguagem positiva à negativa

Evite a linguagem negativa. Pelo contrário, busque construções que tornem o seu discurso o mais positivo possível!

Quando você diz “o que não é” no lugar “do que seja”, o texto se torna menos preciso; além do mais, tende para o negativismo, pode contaminar o todo e torná-lo enfadonho.

Exemplo: Em vez de “Não se acredita na  recuperação da economia.”, escreva “Desconfia-se da recuperação da economia.

  • Prefira a linguagem concreta à abstrata

Evite usar adjetivos abstratos, que não acrescentem atributos mais precisos aos substantivos, tais como maravilhoso (qual o seu entendimento de “maravilhoso”?), bonito (baseado em que parâmetros você atribui ao substantivo essa apreciação?), fantástico (o que possa ser “fantástico” para você pode não ser assim tão impressionante para o leitor).Prefira a linguagem concreta à abstrata

  • Prefira a linguagem específica à genérica

Não somente as formas positivas e concretas da linguagem são aconselháveis, mas também as específicas.

Para tal, evite fazer uso de termos genéricos, de significação muito ampla, de pouca especificidade, pois poderão comprometer a precisão do texto.

  • Fuja das indefinições

Os artigos e pronomes indefinidos um, uma, uns, umas, muitos, muitas, vários, várias, todos, todas e alguém, dentre outros, tiram a força dos substantivos, tornam-nos vagos e poluem o texto.

Fuja deles, pois, para tornar a sua linguagem dissertativa a mais precisa possível.

Experimente dispensá-los e verifique se haverá prejuízos à clareza do que você quis dizer; se não, na maioria das vezes é só omiti-los.

Exemplo: Preciso ler umas revistas sobre algumas atualidades para adquirir uma boa cultura geral.

Melhor redação: Preciso ler revistas sobre atualidades para adquirir boa cultura geral.

  • Tome cuidado com os pronomes possessivos de terceira pessoa

Os pronomes possessivos seu(s), sua(s) e lhe(s), dependendo da construção da frase, podem gerar ambiguidades (duplo sentido) como em Rafael disse à Joana que perdera o seu celular. (celular de quem?) / O pai pediu ao filho que alimentasse o seu cachorro. (cachorro de quem?) / João disse à mãe ter esquecido o conselho que a avó lhe passara. (a quem fora passado o conselho da avó?)

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Bons estudos!