Livro “Redação para Vestibulares, Concursos e Enem”

Livro digital

Este livro destina-se a quem esteja buscando preparação específica em língua portuguesa para ganhar desenvoltura na resolução das questões de Redação de vestibulares, concursos públicos ou do Enem. 

Os conteúdos estão apresentados em capítulos que se sucedem da forma mais didática e acessível possível, todos facilmente assimiláveis e imediatamente aplicáveis. 

Escrever bem, muito mais do que pura inspiração, é resultado da adequada aplicação do embasamento teórico assimilado ao longo de anos de estudo.

Com a aquisição dessa obra você aprenderá a planejar textos que respondam com precisão aos comandos das questões, recordará os principais cuidados a tomar com a linguagem, despertará para os aspectos mais traiçoeiros da gramática normativa e passará a dar mais valor ao emprego dos conectores, tão úteis à articulação de suas ideias para dar forma e sentido ao texto. 

O professor Soares Elias tem dirigido e ministrado Laboratórios de Redação e Cursos de Redação, Interpretação de Textos e Discussão de Temas da Atualidade há mais de vinte anos com absoluto sucesso, experiência que agora poderá ser-lhe útil também.

Adquira-o como e-book pelo site da Amazon. Para quem mora em Fortaleza, é possível  encontrá-lo como livro impresso na livraria Acadêmica do Shopping Aldeota.

Entregamos o livro impresso, se você preferir, em todo o Brasil.

Boa leitura!

Experiências de vida que geram ideias

Você é um ser social que, como tal, deve relacionar-se com o mundo à sua volta.

Guarde bem: cada relacionamento representa uma nova experiência de vida.

O acúmulo de experiências é a fonte principal das nossas ideias, pois não se trata de uma acomodação de fatos simplesmente isolados, mas de diferentes situações que se interligam, sedimentam-se em nossa memória e desenvolvem o nosso senso crítico.

Como adquirir experiência?

Primeiramente, o que é mais natural, pela observação de fatos. As impressões colhidas por nós consubstanciam-se em ideias ou representações que, por sua vez, graças à imaginação e à reflexão, associam-se, entrecruzam-se,  multiplicam-se, desdobram-se em outras.

Não estará em condições de escrever quem não dispuser de uma capacidade mínima de observar fatos e refletir, selecionar, ordenar e associar impressões e ideias.

E observar fatos não significa somente conhecer a sua própria história e a do seu contexto sócio-econômico-político por meio de livros, mas, também, de viagens, filmes e outras fontes de informação; equivale a olhar pela janela do mundo para procurar entender os eventos de repercussão e sobre eles chegar a conclusões pessoais.

Em segundo lugar, adquire-se experiência pela observação do próximo, como fruto da convivência, de conversas saudáveis e de leituras da realidade alheia.

Daí vem a importância da socialização, de você participar de grupos de interesse afins, de interagir positiva e indistintamente  com pessoas com as quais você se relacione.

O saber ouvir os outros pode ser uma rica forma de amealhar conhecimento e sabedoria de vida.

Seja, portanto, bom(boa) observador(a), não somente de fatos, mas também do próximo.

Mantenha-se sempre de olho no tempo

Saber administrar bem o tempo disponível para a produção textual é importante requisito para enfrentar provas de longa duração com tranquilidade.

Sempre de olho no relógio, tome o cuidado de não extrapolar no consumo do tempo oferecido para a produção textual .

Você há de perguntar: qual o tempo médio adequado para a produção de um texto de até 30 linhas?

Veja bem: depois de 50/60 min,  é bom já estar com o trabalho pronto no papel-rascunho, revisado, apenas aguardando a transposição para a folha oficial.

O que se considera razoável é destinar até 1h30min para terminar o texto. O que passar disso é preocupante, pois poderá comprometer a resolução das demais questões da prova.

Conselho importante: durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de anotar o tempo consumido em cada trabalho.

Assim fazendo, você terá como calcular um tempo médio aferido para o seu caso.

A posse desse dado é altamente positiva porque dá ao(à) candidato(a) a confiança de concluir o trabalho dentro do prazo.

Bons estudos!

Como esquematizar dissertações baseadas em provérbios e frases de efeito

Recomendamos o seguinte esquema para textos dissertativos de até 30 linhas:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese do(s) texto(s) oferecido(s) na forma de reescritura – não é cópia! – da(s) mensagem(ns) + citação de argumentos que possam sustentá-la + plano de curso + objetivo(s) do texto (se for o caso).

Parágrafos mediais: reapresentação e expansão dos argumentos (exemplos, relações de implicação, constatações, dados estatísticos, fatos históricos, aplicações, comentários).

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da tese do texto (a mesma da Introdução) + apresentação de soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Considere o exemplo de texto que segue, baseado na seguinte proposta:

Errar é humano, mas persistir no erro é tolice. Produza uma dissertação que aplique a mensagem desse pensamento popular.

Errar, sim; persistir no erro, não.

O ser humano é falível (apresentação da tese) e, como tal, por mais bem preparado esteja para a realização de atividades as quais lhe digam respeito, está sujeito a enfrentar insucessos em suas empreitadas na forma de frustrações que, não obstante possam desapontá-lo, poderão fazê-lo repensar nas causas que as motivaram e adotar procedimentos corretivos, pois do contrário haverá grandes chances de os erros se repetirem, o que, longe de ser virtude, é tolice. (desdobramentos da tese) É o que se procurará provar neste texto. (plano de curso do texto)

Tolo é quem não reconhece a sua falibilidade (primeira expansão da tese). A soberba do homem poderá torná-lo tão senhor de si, a ponto de julgar-se infalível e não mais sujeito a deslizes em suas atividades profissionais e pessoais. Quem assim procede poderá experimentar na própria carne a aplicação do provérbio bíblico que afirma ser a soberba o prenúncio da ruína. (implicações da primeira expansão da tese)

Tolo, ainda, é quem não está aberto a novos procedimentos. (segunda expansão da tese) Em dias céleres como os da atualidade, abrir as mentes a novidades e a novas condutas é sinal de sabedoria. Quem não aproveita a experiência do erro para pesquisar soluções para os seus fracassos e crescer na busca do conhecimento que possa fazer de si um vencedor está fadado a viver em círculos viciosos que o condenarão ao desalento, ao comodismo e ao derrotismo. Isso é tolice. (implicações da segunda expansão da tese)

Tolo, finalmente, é quem confunde o persistir no erro como sinal de virtuosismo. (terceira expansão da tese)  A perseverança, a obstinação e a resilência são atributos importantes para a consecução dos objetivos de vida; sim, desde que num quadro saudável de busca por resultados, uma vez que a repetição insana do erro – longe de ser virtude – é sinal de falta de sensibilidade, autocrítica e esmero diante das adversidades. (implicações da terceira expansão da tese)

Infeliz daquele que se suponha perfeito, pois errar é da natureza humana. (confirmação da tese) Fazer, portanto, de cada erro oportunidade de crescimento pessoal e profissional em proveito de novos empreendimentos é conduta de quem sabe lidar com o fracasso. (competência 5 do Enem) Simplesmente persistir no erro, portanto, sem dele tirar ensinamentos, é tolice. (apreciação final)

Agora é com você!

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

O que o corretor de texto espera de você

Esteja atento(a) aos detalhes que diferenciam a sua prova das demais.

Leia com muita atenção o Manual do Candidato que lhe será entregue com a confirmação da sua inscrição.

Importante também será considerar as últimas tendências da organização responsável pela elaboração das provas, particularmente com relação à questão de Redação.

Para tal, analise as questões dos últimos cinco anos para ter boa ideia de como têm sido elaboradas as propostas.

Diante de uma proposta de redação não se precipite.

Lembre-se sempre de que você estará sendo avaliado inicialmente quanto à sua capacidade de leitura, intelecção e interpretação do enunciado e depreensão das servidões que o pedido impuser-lhe.

Depois, sim, você será observado quanto à desenvoltura linguística, ao poder de análise e síntese, à coerência e ao descortino, dentre os principais aspectos.

Por isso é importante conhecer não apenas as técnicas de produção textual, mas também saber muito bem interpretar enunciados.

Além de muito bem interpretar os enunciados, você deverá revelar ser capaz de tomar posicionamentos críticos sobre os assuntos em pauta nas questões de Redação e de sustentá-los com argumentos precisos e coerentemente articulados.

O seu texto não precisa estar rebuscado com figuras de linguagem e palavras eruditas, até porque o artificialismo poderá ser-lhe prejudicial.

Adote estilo próprio de escrever, creia no seu potencial e na sua criatividade; apenas inspire-se nos outros, mas não tente copiá-los.

Estude com afinco e aplique tudo o que aprender. Não se intimide, seja você mesmo(a)!

Uma boa lembrança: simplicidade é virtude. Assim, um texto de concurso deve dar o seu recado na medida certa, sem devaneios nem excessos.

Não confunda, entretanto, simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto esta denigre o texto, aquela o torna virtuoso pelo fácil entendimento que proporciona ao leitor.

Busque uma linguagem predominantemente denotativa, clara e objetiva, preferencialmente do tipo SPC (Sujeito – Predicado – Complementos, nessa ordem), sem rodeios desnecessários e sem  “gorduras textuais” (todo adereço literário que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos).

Use as figuras de linguagem com moderação.

Não queira “virar” bom escritor da noite para o dia. A maturidade linguística estará a caminho em um processo que para alguns é longo, para outros, nem tanto.

Faça a analogia com a decolagem de um avião, que, para alçar voo, precisa taxiar na pista antes de empreender grande velocidade. Já o foguete, diferentemente, alça voo verticalmente pela ação de seus motores de propulsão.

Em se tratando de produção textual, não espere alcançar as alturas sem antes taxiar e ganhar muita velocidade, o que significa dizer que necessário será passar por um processo de aprendizagem e aquisição de condicionamento antes de chegar a um nível de performance linguística satisfatório.

Agora é com você! Bons estudos!

O que se espera de você na Competência 1 do Enem?

Para se dar bem na Competência 1 do Enem, aplique as regras básicas da gramática normativa da escrita dita culta em nossa língua.

Pontos que você não pode deixar de observar:

  • emprego dos sinais gráficos de acentuação (atenção especial ao acento grave nos casos de crase) e de pontuação, especialmente da vírgula;
  • observância das concordâncias e regências verbais e nominais;
  • uso de linguagem formal (ausência de oralidade, do uso de gírias e demais informalidades);
  • e emprego de vocabulário variado, claro, objetivo e preciso.

Agora é com você!

Como concluir uma dissertação

Há alunos que não sabem concluir um texto dissertativo e fazem o leitor, no último parágrafo, despencar em precipício sem volta.

Para evitar isso, observe as dicas que seguem:

Dê um toque final à redação, reafirmando o tema apresentado na Introdução, arrematando as ideias principais, ou a principal, e apresentando possíveis soluções para o problema discutido ao longo do desenvolvimento (o Enem valoriza muito esse item, chamado de Competência 5).

O uso da expressão inicial no parágrafo conclusivo é facultativo, mas, se você desejar usá-la, sugerimos “Em face dos argumentos acima desenvolvidos”, “Diante da argumentação acima”, “Sendo assim”, “Portanto”, “Conclui-se que…” ou qualquer outro conector similar.

Para textos de até 30 linhas, o parágrafo de conclusão não deve ir além de  cinco ou seis linhas .

Você poderá concluir  com uma interrogação que faça sentido com o que você tenha tratado no desenvolvimento do texto. Exemplo: A pergunta que ainda está sem resposta é esta: qual o melhor conjunto de soluções para o combate à violência urbana no Brasil? 

Evite conclusões evasivas do tipo “Por isso devemos esperar (por que esperar ao invés de agir?) que o governo (que governo?) tome as devidas providências (quais?) para solucionar (como?) o problema da evasão escolar no Brasil”.

Prefira apontar ao leitor possíveis soluções para o problema tratado pela questão. Seja ousado(a), não deixe para os outros as soluções que possam fluir de você.

Exemplo:  “O problema da evasão escolar no Brasil deve ser combatido pelos governos em todos os níveis da gestão pública com incentivos ao comparecimento dos alunos às suas escolas, tais como a contratação de professores qualificados e motivados, o oferecimento de suportes ao ensino e à socialização como bibliotecas, meios eletrônicos de comunicação, acesso à Internet,  quadras poliesportivas, merenda gratuita farta e variada, além de intervenções pedagógicas na elaboração de currículos que instiguem o aluno a dar continuidade aos estudos.”

Seja fiel ao seu planejamento. Não conclua sobre o que você não tenha considerado no desenvolvimento, mesmo que a ideia surgida no apagar das luzes do texto pareça-lhe brilhante; por isso é importante ser criterioso(a) no momento do planejamento do texto, a fim de não deixar de aproveitar os melhores argumentos e os mais adequados e oportunos exemplos, dados numéricos e demais referências.

Agora é treinar, treinar e…treinar.

Comece o texto dissertativo-argumentativo pela ideia-força

Como iniciar um texto dissertativo-argumentativo, eis a questão.

Sugere-se, em nome da clareza e da precisão da linguagem, iniciar o parágrafo inicial pelo seu tópico frasal, ou seja, pela ideia-força.

Do contrário, você corre o risco de tornar o texto obscuro e de difícil entendimento.

Veja um bom exemplo de parágrafo assim constituído:

Vive-se dias de extremos riscos à integridade individual, principalmente nos grandes centros urbanos (ideia-força), onde as crianças têm sido assediadas por pedófilos; os jovens, abordados por traficantes; os idosos, ameaçados por desocupados. (desenvolvimento). Urge, pois, destacar maior policiamento nas ruas e mobilizar a sociedade para exigir leis mais rigorosas no combate à violência. (conclusão)

Outro exemplo:

Fumar é prejudicial à saúde (ideia-força), motivo pelo qual o Governo Federal deveria sobretaxar ainda mais a indústria do tabaco e esclarecer a opinião pública mais intensamente dos malefícios do fumo. (desenvolvimento) Assim sendo, deixaremos de chorar a morte daqueles que hoje são os mais vulneráveis a esse vício: os jovens de baixa escolaridade. (conclusão)

Agora é treinar, treinar e … treinar!

Cinco truques para libertar-se do “queísmo”

Você sofre de queísmo, vício de linguagem que acomete aqueles que não conseguem livrar-se dos “quês” e por isso mesmo causam cansaço no leitor com tantas repetições?

Pois bem, observe as dicas abaixo e liberte-se agora mesmo: 

1º) Troque as orações adjetivas pelos seus equivalentes adjetivos. Exemplo: em vez de “pessoa que  não sabe ler nem escrever”, escreva “analfabeto(a)”.

2º) Mude as orações adjetivas por apostos. Exemplo: em vez de “Lula, que foi um metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”, prefira “Lula, ex-metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”

3º) Substitua orações substantivas por substantivos de mesmo valor. Exemplo:  entre “Ninguém duvidava de que os presos fugiriam.” e “Ninguém duvidava da fuga dos presos.”, fique com a segunda opção.

4º) Reduza orações desenvolvidas. Exemplo: entre “Logo que acabar a leitura, farei o resumo.” e “Acabada a leitura, farei o resumo.”, dê preferência à segunda construção.

5º) Transforme o discurso indireto em direto: Exemplo: entre “O sargento advertiu o soldado de que ficasse imóvel em forma.”, prefira  “O sargento advertiu o soldado: Fique imóvel em forma!” (com a ressalva de que o discurso direto não é indicado para dissertações!)

Agora é estar atento às repetições dos “quês” para evitá-las sempre que possível!

Quais as razões para se atribuir nota 0 (zero) a uma redação do Enem?

Não cometa nenhum dos descuidos abaixo, pois do contrário você poderá amargar nota ZERO no Enem:

  • fuga total ao tema;
  • não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
  • texto com até 7 (sete) linhas;
  • impropérios, deboches, textos desconexos, desenhos ou outras formas propositais de anulação;
  • desrespeito aos direitos humanos;
  • folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no rascunho.

Agora é com você!