Mantenha-se sempre de olho no tempo

Saber administrar bem o tempo disponível para a produção textual é importante requisito para enfrentar provas de longa duração com tranquilidade.

Sempre de olho no relógio, tome o cuidado de não extrapolar no consumo do tempo oferecido para a produção textual .

Você há de perguntar: qual o tempo médio adequado para a produção de um texto de até 30 linhas?

Veja bem: depois de 50/60 min,  é bom já estar com o trabalho pronto no papel-rascunho, revisado, apenas aguardando a transposição para a folha oficial.

O que se considera razoável é destinar até 1h30min para terminar o texto. O que passar disso é preocupante, pois poderá comprometer a resolução das demais questões da prova.

Conselho importante: durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de anotar o tempo consumido em cada trabalho.

Assim fazendo, você terá como calcular um tempo médio aferido para o seu caso.

A posse desse dado é altamente positiva porque dá ao(à) candidato(a) a confiança de concluir o trabalho dentro do prazo.

Bons estudos!

Como esquematizar dissertações baseadas em provérbios e frases de efeito

Recomendamos o seguinte esquema para textos dissertativos de até 30 linhas:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese do(s) texto(s) oferecido(s) na forma de reescritura – não é cópia! – da(s) mensagem(ns) + citação de argumentos que possam sustentá-la + plano de curso + objetivo(s) do texto (se for o caso).

Parágrafos mediais: reapresentação e expansão dos argumentos (exemplos, relações de implicação, constatações, dados estatísticos, fatos históricos, aplicações, comentários).

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da tese do texto (a mesma da Introdução) + apresentação de soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Considere o exemplo de texto que segue, baseado na seguinte proposta:

Errar é humano, mas persistir no erro é tolice. Produza uma dissertação que aplique a mensagem desse pensamento popular.

Errar, sim; persistir no erro, não.

O ser humano é falível (apresentação da tese) e, como tal, por mais bem preparado esteja para a realização de atividades as quais lhe digam respeito, está sujeito a enfrentar insucessos em suas empreitadas na forma de frustrações que, não obstante possam desapontá-lo, poderão fazê-lo repensar nas causas que as motivaram e adotar procedimentos corretivos, pois do contrário haverá grandes chances de os erros se repetirem, o que, longe de ser virtude, é tolice. (desdobramentos da tese) É o que se procurará provar neste texto. (plano de curso do texto)

Tolo é quem não reconhece a sua falibilidade (primeira expansão da tese). A soberba do homem poderá torná-lo tão senhor de si, a ponto de julgar-se infalível e não mais sujeito a deslizes em suas atividades profissionais e pessoais. Quem assim procede poderá experimentar na própria carne a aplicação do provérbio bíblico que afirma ser a soberba o prenúncio da ruína. (implicações da primeira expansão da tese)

Tolo, ainda, é quem não está aberto a novos procedimentos. (segunda expansão da tese) Em dias céleres como os da atualidade, abrir as mentes a novidades e a novas condutas é sinal de sabedoria. Quem não aproveita a experiência do erro para pesquisar soluções para os seus fracassos e crescer na busca do conhecimento que possa fazer de si um vencedor está fadado a viver em círculos viciosos que o condenarão ao desalento, ao comodismo e ao derrotismo. Isso é tolice. (implicações da segunda expansão da tese)

Tolo, finalmente, é quem confunde o persistir no erro como sinal de virtuosismo. (terceira expansão da tese)  A perseverança, a obstinação e a resilência são atributos importantes para a consecução dos objetivos de vida; sim, desde que num quadro saudável de busca por resultados, uma vez que a repetição insana do erro – longe de ser virtude – é sinal de falta de sensibilidade, autocrítica e esmero diante das adversidades. (implicações da terceira expansão da tese)

Infeliz daquele que se suponha perfeito, pois errar é da natureza humana. (confirmação da tese) Fazer, portanto, de cada erro oportunidade de crescimento pessoal e profissional em proveito de novos empreendimentos é conduta de quem sabe lidar com o fracasso. (competência 5 do Enem) Simplesmente persistir no erro, portanto, sem dele tirar ensinamentos, é tolice. (apreciação final)

Agora é com você!

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

O que o corretor de texto espera de você

Esteja atento(a) aos detalhes que diferenciam a sua prova das demais.

Leia com muita atenção o Manual do Candidato que lhe será entregue com a confirmação da sua inscrição.

Importante também será considerar as últimas tendências da organização responsável pela elaboração das provas, particularmente com relação à questão de Redação.

Para tal, analise as questões dos últimos cinco anos para ter boa ideia de como têm sido elaboradas as propostas.

Diante de uma proposta de redação não se precipite.

Lembre-se sempre de que você estará sendo avaliado inicialmente quanto à sua capacidade de leitura, intelecção e interpretação do enunciado e depreensão das servidões que o pedido impuser-lhe.

Depois, sim, você será observado quanto à desenvoltura linguística, ao poder de análise e síntese, à coerência e ao descortino, dentre os principais aspectos.

Por isso é importante conhecer não apenas as técnicas de produção textual, mas também saber muito bem interpretar enunciados.

Além de muito bem interpretar os enunciados, você deverá revelar ser capaz de tomar posicionamentos críticos sobre os assuntos em pauta nas questões de Redação e de sustentá-los com argumentos precisos e coerentemente articulados.

O seu texto não precisa estar rebuscado com figuras de linguagem e palavras eruditas, até porque o artificialismo poderá ser-lhe prejudicial.

Adote estilo próprio de escrever, creia no seu potencial e na sua criatividade; apenas inspire-se nos outros, mas não tente copiá-los.

Estude com afinco e aplique tudo o que aprender. Não se intimide, seja você mesmo(a)!

Uma boa lembrança: simplicidade é virtude. Assim, um texto de concurso deve dar o seu recado na medida certa, sem devaneios nem excessos.

Não confunda, entretanto, simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto esta denigre o texto, aquela o torna virtuoso pelo fácil entendimento que proporciona ao leitor.

Busque uma linguagem predominantemente denotativa, clara e objetiva, preferencialmente do tipo SPC (Sujeito – Predicado – Complementos, nessa ordem), sem rodeios desnecessários e sem  “gorduras textuais” (todo adereço literário que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos).

Use as figuras de linguagem com moderação.

Não queira “virar” bom escritor da noite para o dia. A maturidade linguística estará a caminho em um processo que para alguns é longo, para outros, nem tanto.

Faça a analogia com a decolagem de um avião, que, para alçar voo, precisa taxiar na pista antes de empreender grande velocidade. Já o foguete, diferentemente, alça voo verticalmente pela ação de seus motores de propulsão.

Em se tratando de produção textual, não espere alcançar as alturas sem antes taxiar e ganhar muita velocidade, o que significa dizer que necessário será passar por um processo de aprendizagem e aquisição de condicionamento antes de chegar a um nível de performance linguística satisfatório.

Agora é com você! Bons estudos!

Comece o texto dissertativo-argumentativo pela ideia-força

Como iniciar um texto dissertativo-argumentativo, eis a questão.

Sugere-se, em nome da clareza e da precisão da linguagem, iniciar o parágrafo inicial pelo seu tópico frasal, ou seja, pela ideia-força.

Do contrário, você corre o risco de tornar o texto obscuro e de difícil entendimento.

Veja um bom exemplo de parágrafo assim constituído:

Vive-se dias de extremos riscos à integridade individual, principalmente nos grandes centros urbanos (ideia-força), onde as crianças têm sido assediadas por pedófilos; os jovens, abordados por traficantes; os idosos, ameaçados por desocupados. (desenvolvimento). Urge, pois, destacar maior policiamento nas ruas e mobilizar a sociedade para exigir leis mais rigorosas no combate à violência. (conclusão)

Outro exemplo:

Fumar é prejudicial à saúde (ideia-força), motivo pelo qual o Governo Federal deveria sobretaxar ainda mais a indústria do tabaco e esclarecer a opinião pública mais intensamente dos malefícios do fumo. (desenvolvimento) Assim sendo, deixaremos de chorar a morte daqueles que hoje são os mais vulneráveis a esse vício: os jovens de baixa escolaridade. (conclusão)

Agora é treinar, treinar e … treinar!

Cinco truques para libertar-se do “queísmo”

Você sofre de queísmo, vício de linguagem que acomete aqueles que não conseguem livrar-se dos “quês” e por isso mesmo causam cansaço no leitor com tantas repetições?

Pois bem, observe as dicas abaixo e liberte-se agora mesmo: 

1º) Troque as orações adjetivas pelos seus equivalentes adjetivos. Exemplo: em vez de “pessoa que  não sabe ler nem escrever”, escreva “analfabeto(a)”.

2º) Mude as orações adjetivas por apostos. Exemplo: em vez de “Lula, que foi um metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”, prefira “Lula, ex-metalúrgico, governou o Brasil por oito anos.”

3º) Substitua orações substantivas por substantivos de mesmo valor. Exemplo:  entre “Ninguém duvidava de que os presos fugiriam.” e “Ninguém duvidava da fuga dos presos.”, fique com a segunda opção.

4º) Reduza orações desenvolvidas. Exemplo: entre “Logo que acabar a leitura, farei o resumo.” e “Acabada a leitura, farei o resumo.”, dê preferência à segunda construção.

5º) Transforme o discurso indireto em direto: Exemplo: entre “O sargento advertiu o soldado de que ficasse imóvel em forma.”, prefira  “O sargento advertiu o soldado: Fique imóvel em forma!” (com a ressalva de que o discurso direto não é indicado para dissertações!)

Agora é estar atento às repetições dos “quês” para evitá-las sempre que possível!

Não abuse dos quês

Os “quês” admitem as mais diferentes possibilidades de emprego nas frases.

Por esse motivo, somos sempre tentados a usá-los.

E daí surge o perigo de cairmos no vício do “queísmo“.

Observe como eles são polivalentes, pois podem ser usados como:

substantivo: Sua voz tem um quê de rotina.

pronome relativo: Conheço o carro que você comprou.

pronome indefinido: Que desperdício!

advérbio: Que difícil foi a prova!

interjeição: Quê! Ele não veio?!

preposição: Todos tiveram que sair cedo.

partícula expletiva: Ela é que foi a culpada.

conjunção integrante: Ninguém sabe que você está aqui.

conjunção consecutiva:  O frio era tanto que doía no rosto.

conjunção comparativa: Ela foi mais feliz que nós.

conjunção explicativa: Não chores, meu filho, que a vida é luta renhida.

conjunção temporal: Já cinco sóis eram passados que dali  partíramos.

conjunção subordinativa final: Criarei poesias, que refrigério sejam da alma triste.

conjunção subordinativa concessiva: Cruel que me julgassem, eu não mudaria. 

Cuidado, pois, para não ser contaminado  pelo “queísmo“.

Todo cuidado é pouco!

Como a sua redação poderá ser corrigida

Veja os principais pontos observados pelos corretores de questões de redação de exames de seleção:

  •  Aspectos textuais:

– atendimento à instrução da prova;

– adequação da linguagem ao nível de escolaridade da prova;

– coesão e coerência:  continuidade (uso adequado da referência), progressão temática (presença de informações novas), articulação (encadeamento lógico das ideias) e ausência de contradição;

– paragrafação.

  •  Aspectos formais:

– flexões nominais e verbais;

– concordâncias nominais e verbais;

– regência nominal e verbal;

– colocação pronominal (situações de próclise, mesóclise e ênclise);

– construção do período;

– emprego do sinal grave indicativo da crase;

– acentuação gráfica;

– ortografia;

– emprego dos sinais de pontuação (especial atenção às vírgulas);

– translineação;

– uso das iniciais maiúsculas;

– omissão/repetição de palavras e expressões.

O não atendimento ao tema proposto, a redação ilegível, em branco, com deboches ou escrita a lápis implicam nota 0 (zero).

Importante:

1. Não deixe de estudar o Edital e o Manual do Candidato referentes ao seu vestibular/concurso para atender a todas as expectativas das bancas de correção.

2. Conhecer questões de anos passados também é boa medida!

 

Dissertação baseada na refutação de argumentos contrários

Imagine a seguinte proposta de redação:

Produza um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas que refute uma das seguintes assertivas das quais você discorde frontalmente:

1. O caminho mais eficaz para o combate à violência urbana no Brasil é o melhor aparelhamento das polícias civis e militares.

2. As torcidas organizadas devem ser banidas dos estádios de futebol.

3. A internação compulsória temporária de dependentes químicos é a ação mais indicada ao Estado no combate ao tráfico de entorpecentes.

Que atitude tomar, então, diante desse desafio?

São três questões que geram posições antagônicas, sobre as quais posicionamentos discordantes poderão se contrapor, cada qual sustentado por argumentos que se somam e defendam um ponto de vista.

Nascem, assim, textos refutatórios, ou seja, que procurarão contradizer opiniões contrárias.

Refutar, por definição, significa negar, rejeitar, dar combate por meio de argumentos, ou seja, opor-se a pensamentos contrários.

Não equivale, entretanto, a simplesmente produzir um texto na contramão do tema em discussão, pois, muito mais do que isso, a abordagem deve ser diferenciada quando se pensa em vencer um posicionamento crítico contrário com o peso de nossos argumentos.

Textos dessa natureza requerem acurada análise dos argumentos contrários antes de se montar uma estratégia de ataque às opiniões contrárias. O autor deve, logo, ter a perspicácia de reconhecer os pontos fortes e fracos da argumentação como ponto de partida do seu planejamento.

Especialmente nesses casos, deve-se desenvolver a argumentação sempre de forma a fortalecer as suas convicções e a contrapor-se com autoridade, equilíbrio emocional e linguagem vigorosa, sem jamais cair em contradições.

Você poderá adotar o seguinte esquema para produzir um texto de até 30 linhas que se oponha a algum texto cujas ideias lhe sejam contrárias:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação do posicionamento crítico que se oponha ao tema em discussão (tese de refutação) + argumentos que defendam o seu ponto de vista discordante + plano de curso do texto + objetivo(s) do trabalho.

Desenvolvimento: reapresentação dos argumentos na forma de teses de seus respectivos parágrafos (na mesma ordem segundo a qual tenham sido apresentados na Introdução) + aplicação do maior número possível dos mandamentos da boa refutação.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese de refutação + fortalecimento dos argumentos, com especial ênfase ao primeiro deles, o mais forte + apresentação de possíveis soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Em nosso livro DISSERTAÇÃO NOTA MIL (disponível como e-book no site da Amazon), você poderá conhecer um texto produzido nessa linha.

Agora é treinar e entregar a redação para a avaliação de quem entenda do assunto.

Bons estudos!

Campos de observação da redação do Enem

Serão avaliadas cinco competências que você deverá revelar por meio do seu texto, a saber:

Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Como as notas serão atribuídas pelos corretores? 

Cada avaliador atribuirá nota entre 0 (zero) e 200 (duzentos) pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.

E se houver discrepâncias entre as notas dos corretores?

Considera-se discrepância a divergência de notas atribuídas pelos avaliadores quando diferirem, no total, por mais de 100 (cem) pontos ou, ainda, por mais de 80 (oitenta) pontos em qualquer uma das competências.

Se for o caso, a redação será avaliada, de forma independente, por um terceiro avaliador.

A nota final será a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem.

Se a discrepância persistir, a redação será avaliada por uma banca composta por outros três professores, que atribuirá a nota final do participante.

Quais os riscos de tirar nota zero?

As razões para nota 0 (zero) são as seguintes: fuga total ao tema; desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa; texto com até 7 (sete) linhas; uso de impropérios, deboches, textos desconexos, desenhos ou formas propositais de anulação; desrespeito aos direitos humanos; e folha de redação em branco, mesmo que tenha sido escrita no rascunho.

Onde buscar mais informações sobre o Enem?

Acesse www.enem.inep.gov.br.

Dada uma tira, como dissertar sobre ela?

Oferecida uma tira de apoio ao pedido da Questão de Redação, o primeiro passo a tomar é o de ler e reler os textos verbais (título e troca de diálogos entre personagens, por exemplo) e não verbais (cenários, cores, expressões faciais, gestos, posturas e biótipos dos personagens) até que lhe seja possível depreender o assunto (do que trata a tira?).

Procure, no passo seguinte, chegar à tese da tira (qual a mensagem que se pode extrair depois de interpretar as informações verbais e não verbais da tira?).

Lembre-se de que ler significa somar as informações visuais às não visuais.

As primeiras são ascendentes, ou seja, saltam do papel para os nossos olhos e são processadas pelo cérebro, que contextualiza o que se está vendo e dá-lhe um sentido em função das segundas, que são descendentes e dependem da cultura geral de quem lê.

Assim, quanto maior for o nível de informações que o leitor já tenha retido em função da sua experiência de vida, de estudos e senso crítico, mais precisa e rica será a interpretação da tira.

Por exemplo, a figura de um personagem que esteja de camisa amarela com o símbolo da CBF, calção, meias e chuteiras, fazendo embaixadas com uma bola de futebol, aqui no Brasil, até mesmo um leitor medíocre reconhecê-lo-á como jogador de futebol, mesmo que amador, com a camisa da seleção brasileira, porque não há brasileiro que não saiba reconhecer o significado dessas informações.

Observe todos os apelos que a tira possa oferecer-lhe, porque, se foram inseridos no enredo, mesmo que discretamente, têm alguma contribuição a dar ao leitor para o entendimento do todo.

Como, então, planejar a redação diante do que foi pedido? Sugerimos o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese depreendida da tira + argumentos que possam sustentar a tese + plano de curso (como o texto será desenvolvido).

Parágrafos mediais: reapresentação e desenvolvimento (expansão) dos argumentos, cada qual em seu respectivo parágrafo, na ordem crescente de importância.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do texto + apresentação de soluções à situação-problema da tira (competência 5 do Enem) + apreciação final.

Todas as dicas acima valem também para textos baseados em desenhos, ilustrações, gráficos e estampas.

Não deixe de treinar à exaustão!