Categoria: Vestibulares

Você sabe produzir um artigo? Veja como.

Trata-se o artigo de um texto jornalístico dissertativo, opinativo, assinado, por meio do qual o autor apresenta o posicionamento pessoal e desenvolve críticas a problemas sociais, políticos, culturais, filosóficos e ambientais, dentre outros.

O articulista precisa possuir bom conhecimento da matéria a ser tratada no texto, razão pela qual deve ler muito e pesquisar bastante sobre o assunto da pauta, pois somente assim estará apto a embasar consistentemente a sua argumentação.

Nesse tipo de texto, o autor tem a liberdade de usar a primeira pessoa e deixar transparecer o seu inconformismo ou o seu entusiasmo com as questões em foco, tudo na intenção de despertar no leitor posicionamentos, por exemplo, ideológicos, políticos, religiosos, ecológicos e educacionais.

Exemplo de artigo:

 

Como lidar com a frustração da reprovação

José Ivair Motta Filho*

As festividades do fim do ano parecem não ter a mesma magia para quem não atingiu o sucesso esperado nos estudos. A reprovação – seja no Ensino Fundamental, no Ensino Médio ou no vestibular – vem sempre acompanhada do sentimento de frustração. A adrenalina e outros hormônios liberados nessas situações podem induzir o estudante ou os próprios pais a agirem por impulso e procurar uma forma de recusar, fugir, transferir, mascarar, adiar ou esconder o problema. Por padrão, aprendemos que devemos evitar de qualquer forma as variações do “volte uma casa”.

Terceirizar a culpa pela derrota, culpando alguém ou algum fator externo não é uma boa escolha para tentar tirar dos ombros o peso do erro. A estratégia pode ser útil para aliviar a pressão, mas dificilmente resolverá o problema. O melhor caminho é aceitar o fracasso como apenas mais um degrau para o sucesso. Afinal, aprendemos muito mais com nossos erros que com os acertos. Mas, para isso, precisamos aceitar a derrota e entender onde falhamos.

Errar é o que nos faz humano. Apesar da dor, o momento em que se reconhece o fracasso é libertador. Só depois de entender os erros é possível ver o que deveria ter sido feito e como investir em novas ideias de uma forma diferente. Não se trata de celebrar a derrota, porque obviamente ninguém gosta de errar, mas aceitar que até as falhas possuem seu lado positivo e saber tirar lições das adversidades. Henry Ford foi à falência cinco vezes antes de construir uma fábrica moderna e um carro simples, acessível e fácil de usar, tornando-se um sucesso em vendas. Albert Einstein foi reprovado no primeiro vestibular. A história de Harry Potter, de J. K. Rowling, foi recusada por dezenas de editoras e demorou sete anos para ser publicada.

Antes de ficar para a história com um homem de sucesso, Steve Jobs, o fundador da Apple, desistiu da escola e foi afastado da própria empresa. Aos 30 anos estava devastado, mas considerou a queda como aprendizado e, por isso, mudou sua forma de agir e entrou num dos períodos mais criativos da sua vida. Regressou à Apple e, sob sua orientação, a empresa criou vários produtos icônicos, como o iPod, o iPhone e o iPad, entrando no período de maior ascensão da companhia. O que diferencia os vencedores é a atitude positiva diante de suas derrotas. O medo de errar afeta negativamente os estudantes por toda a vida escolar. E é exatamente esse mesmo medo que pode nos impedir de fracassar que nos distancia do sucesso. Crianças e adolescentes que não aceitam os erros possuem menor disposição a assumir riscos – e, sem riscos, dificilmente há grandes conquistas.

Um ano cursado novamente não é um ano perdido. É mais uma chance de alcançar o próximo degrau com o máximo de aproveitamento. A repetência é um mecanismo que impede que alguém sem os requisitos necessários mude de etapa – e é importante entender que cada um tem o seu tempo. De que adianta passar no vestibular e entrar numa faculdade de engenharia sem entender de Matemática? Afinal, é melhor ser repetente na escola que reprovado pela sociedade, pelo mercado de trabalho e pela vida.

* José Ivair Motta Filho é professor de Física do Ensino Médio no Colégio Positivo e de Cálculo Diferencial e Integral das Engenharias na Universidade Positivo.

(Artigo por Central Press, 21/12/15)

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br, acesso em 17/1/16.

 

 

 

 

Você sabe escrever textos jornalísticos? Veja como.

Escrever artigos, notícias, editoriais e crônicas, por exemplo, requer não apenas boa desenvoltura linguística, mas conhecimento das características desses textos.

Observe, portanto, as dicas que seguem:

  • faça prevalecer o padrão culto da língua.
  • empregue o mínimo de palavras para o máximo de informação.
  • crie  períodos e parágrafos curtos.
  • não abuse das frases intercaladas ou invertidas.
  • lembre-se de que o  vocabulário deve ser adequado ao nível do leitor.
  • apenas excepcionalmente empregue gírias ou termos coloquiais (quando absolutamente necessários ao esclarecimento de algum ponto importante).
  • dê preferência à  linguagem retilínea, clara, precisa e objetiva.
  • use com muita moderação os superlativos e os adjetivos.
  • prefira o uso de verbos de ação e a voz ativa.

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Conselho: não deixe de treinar a produção textual pelo menos duas vezes por semana.

Bons estudos!

Dado um provérbio, você sabe dissertar?

Oferecido a você um provérbio, o primeiro passo é interpretá-lo e resumi-lo, se possível a uma única palavra.

Procure chegar ao assunto ou a uma frase curta que lhe seja condizente já na forma de tese.

O provérbio “Quem tudo quer tudo perde”, por exemplo, pode ser resumido pela palavra “ganância” (assunto).

Ainda mais, a respeito dele pode-se chegar à seguinte tese: “A ambição desmedida é o prenúncio da perda.” 

No desenvolvimento da redação, expanda essa tese com os argumentos que possam sustentá-la, sempre avaliando o(s) princípio(s) de sabedoria em foco.

Procure tornar o texto o mais concreto possível.

Para tal, use exemplos, apresente fatos, estabeleça relações de implicação e empregue figuras que apliquem os valores sobre os quais você esteja dissertando.

Além dos provérbios, frases de conteúdo filosófico e moral devem merecer o mesmo tratamento.

Exemplo: Navegar é preciso, viver não é preciso. (Fernando Pessoa)

Inicialmente, frases como a acima devem ser sintetizadas, entendidas e interpretadas para que você faça as suas introspecções e chegue à tese a ser desenvolvida.

Procure aproximar o texto do mundo real de um suposto leitor mediano.

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Conselho: não deixe de treinar à exaustão e submeter os seus textos a alguém que entenda do assunto.

Bons estudos!

Como dissertar com o auxílio de retrospectivas

Considere o exemplo de uma tese que possibilite a sua expansão mediante uma retrospectiva:

A rapidez e eficiência dos veículos eletrônicos de comunicação dão-nos a sensação de estarmos vivendo numa aldeia global.

Como planejar um texto de até 30 linhas? É simples.

Procure seguir o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + estabelecimento da tese (a sua opinião sobre o assunto) + apresentação (facultativa) de três marcos históricos da retrospectiva (do mais distante ao mais próximo) + plano de curso (facultativo) + objetivo(s) do texto (facultativo).

2º parágrafo: retrospectiva (referente ao marco histórico mais distante).

3º parágrafo: retrospectiva (referente ao marco histórico intermediário).

4º parágrafo: retrospectiva (referente ao marco histórico mais recente).

Conclusão: expressão inicial (facultativa) +retomada da tese (sob uma perspectiva histórica) + apresentação de soluções/sugestões à situação-problema da questão (se for o caso) + apreciação final.

A redação de um possível primeiro parágrafo poderia ficar assim:

                     Os meios eletrônicos de comunicação, dentre eles a televisão, o computador e o celular, estão aproximando pessoas, instituições e governos de diferentes rincões do mundo, (apresentação da tese) dando-lhes a impressão de estarem geograficamente muito próximos entre si. (relação de implicação da tese) É o que se procurará demonstrar mediante uma retrospectiva histórica baseada em três marcos históricos: a invenção da imprensa e do telégrafo, o aparecimento do rádio e da televisão em escala comercial  e, finalmente, a consagração da Informática e seus reflexos (plano de curso e sinalização dos marcos históricos), tudo com o fito de propor-se a universalização dos seus benefícios à sociedade. (objetivo do texto)

Agora é como você!

Desenvolva e conclua o texto iniciado acima!

Belos parágrafos geram belos textos

Um texto dissertativo argumentativo requer planejamento a fim de que bons argumentos sejam estrategicamente desenvolvidos na defesa de uma tese.

Não basta ter ideias sobre determinado assunto!

É preciso que você tenha método para a produção textual

E mais: saiba fazer uso dos recursos linguísticos que lhe permitam  tirar o melhor proveito dos seus conhecimentos e posicionamentos críticos.

Uma advertência: não queira chegar ao texto como produto final de seu trabalho de concatenação das ideias em torno de algum assunto sem antes dar a devida importância à redação das unidades desse todo, ou seja, à produção de cada parágrafo.

Resumindo: para escrever  belos textos, antes de tudo você deve escrever belos parágrafos.

Ou seja: antes de chegar à qualidade do todo, zele pelo virtuosismo de cada unidade desse todo, a saber, o parágrafo.

Disponha-se, portanto, a treinar exaustivamente a redação de parágrafos sobre vários assuntos.

Lembre-se de que o parágrafo argumentativo requer uma Introdução, na qual você emite a sua opinião sobre o assunto em tela, um Desenvolvimento, no qual você expande a introdução com a apresentação de argumentos que a sustentem, e uma Conclusão, na qual você feche o fragmento.

Exemplo de parágrafo argumentativo padrão:

Treinar a produção textual à exaustão é fundamental à aquisição da desenvoltura linguística (introdução: apresentação da tese como tópico frasal do parágrafo), uma vez que contribui para a assimilação das estruturas frasais (argumento 1), condiciona o candidato a argumentar com clareza (argumento 2) e, acima de tudo, serve de instrumento de aferição da evolução do candidato.  (argumento 3). Confirmar essa tese é o objetivo deste texto. (conclusão do parágrafo)

Vamos lá?

Agora é com você: dê continuidade ao texto acima em até 30 linhas e depois submeta-o à avaliação de quem entenda do assunto.

 

Argumente com impessoalidade

O texto dissertativo argumentativo deve primar pela impessoalidade.

Dessa forma,  não use a primeira pessoal do singular (“eu”) na condução da argumentação.

Quando você traz a argumentação para a primeira pessoa, o texto fica contaminado pelo personalismo de quem disserta e pode descambar para o emocionalismo, a generalização e o radicalismo, dentre outros vícios de pensamento, conforme o viés do autor.

Toda opinião formada, portanto, deve ser emanada na forma de tese.

Exemplo: A corrupção maculou a imagem da Petrobras.

Observe o exemplo de um fragmento problemático: Constatei muitos danos depois da tempestade tropical.

Corrigindo: Constataram-se muitos danos depois da tempestade tropical.

O uso dos verbos no modo infinitivo pode ser bom recurso para evitar a pessoalidade da argumentação.

Exemplo: Constatar muitos danos depois da tempestade tropical dimensionou a gravidade da situação.

Você pode ainda optar pela substantivação do verbo.

Exemplo: A constatação de muitos danos depois da tempestade tropical dimensionou a gravidade da situação.

Olho vivo!

Como argumentar com clareza

A palavra texto, como você sabe, significa “tecido”.

Com efeito, trata-se de um tecido composto de palavras que se reúnem em orações, orações que formam períodos e períodos que constituem parágrafos, os quais, perfeitamente encadeados, dão sentido ao texto.

É o que se espera de sua redação.

Assim acontece com quem se dispõe a escrever com clareza: não basta ter ideias, embora elas sejam o nascedouro de qualquer texto, nem apenas conhecer as estruturas textuais, não obstante a sua importância à concepção de qualquer tipo de texto.

É preciso também desenvolver uma linha de pensamento muito bem articulada por meio de uma linguagem coesa, coerente e concisa.

Já que o texto começa a ser costurado desde a sua origem, passando pela produção de parágrafos, tidos como unidades de composição, devemos tomar todo cuidado com a clareza em todos os estágios da produção textual.

Enquanto você estiver na fase dos treinamentos para a realização das provas de redação, crie o hábito de ler em voz alta o que escreveu, procurando perceber se todos os enunciados ficaram bem encadeados.

Observe também a ocorrência de possíveis deslizes estruturais que possam comprometer a clareza do texto, tais como a repetição desnecessária de ideias e a contradição.

Um conselho: não deixe de treinar a produção textual pelo menos duas vezes por semana e de submeter os textos à avaliação de quem entenda do assunto!

 

As mil e uma aparições dos “quês”

Saber distinguir a que classes gramaticais pertençam os “quês” e reconhecer as suas possíveis funções sintáticas em cada construção frasal é ponto ganho em questões objetivas de gramática e interpretação de textos, além de prenúncio de boa fluência linguística.

Recorde as possibilidades de emprego dos “quês” nas frases que seguem:

  • substantivo: Você está com um quê de mistério.
  • pronome relativo: Comprei o livro que você me recomendou.
  • pronome indefinido: Que loucura!
  • advérbio: Que grande o seu sofrimento!
  • interjeição: Quê! Ainda não fui claro com você?!
  • preposição: Os alunos tiveram que sair às pressas da sala.
  • partícula expletiva: O ciclista é que foi imprudente.
  • conjunção integrante: O professor já alertara que a prova seria difícil.
  • conjunção consecutiva:  O frio era tanto que doía no rosto.
  • conjunção comparativa: Eles jogaram mais que nós.
  • conjunção explicativa: Acalme-se, que amanhã tudo será resolvido.
  • conjunção temporal: Já havia bom tempo que dali mudáramos.
  • conjunção subordinativa final: Criarei poesias, que refrigério sejam da alma triste.
  • conjunção subordinativa concessiva: Indiferentes que fossem comigo, não os ignoraria.

Atenção: por ser uma palavra de multiuso, há o risco de o(a) candidato(a) ser acometido de “queísmo“, ou seja, do vício de linguagem dos que repetem à exaustão o emprego dos “quês” em sua redações.

Preventivamente, portanto, procure ampliar o seu vocabulário com leituras rotineiras que possam facilitar-lhe a busca de alternativas.

Olho vivo!

Como dissertar sobre temas polêmicos

É simples.

O primeiro passo é ter opinião formada sobre o assunto, ou seja, ser capaz de formular uma tese que retrate o seu posicionamento crítico.

Depois, é planejar o texto de até 30 linhas da seguinte forma:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese (o seu posicionamento crítico) + plano de curso (como o texto será desenvolvido) + objetivo(s) do trabalho (se for o caso).

2º parágrafo: análise dos aspectos favoráveis (ou desfavoráveis) à polêmica.

3º parágrafo: análise dos aspectos desfavoráveis (ou favoráveis) à polêmica.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + confirmação da polêmica + reafirmação do posicionamento pessoal em relação à polêmica (tese) + apresentação de soluções/sugestões à situação-problema da questão (se for o caso)  + apreciação final.

Observação importante: A fim de fortalecer o seu ponto de vista na conclusão do trabalho, sugere-se que os dois últimos parágrafos sejam de mesmo valor (favoráveis ou desfavoráveis, conforme o caso).

Agora é com você!

Você sabe começar uma dissertação?

Alguns candidatos enfrentam  dificuldades em introduzir  textos dissertativos argumentativos de até 30 linhas.

Observe, em itálico, a estrutura do seguinte parágrafo de introdução de um suposto texto argumentativo:

Quem tem saudáveis hábitos de leitura normalmente escreve bem (tópico frasal), porque (conector entre a introdução e o desenvolvimento do parágrafo) adquire bom vocabulário (apresentação do 1º argumento, o menos forte de todos), assimila as estruturas frasais com naturalidade (apresentação do 2º argumento, mais forte do que o primeiro) e, principalmente, (conectores de adição e destaque ao último argumento, o mais forte dos três)  desenvolve o senso crítico. (apresentação do 3º argumento, o mais forte de todos). Comprovar essa tese nos parágrafos subsequentes é o objetivo deste texto. (apresentação do plano de curso e do objetivo do texto)

A algumas conclusões você deve ter chegado quanto à estrutura do fragmento acima:

  1. Tudo começou com a apresentação da opinião (tese) sobre o assunto tratado no texto (tópico frasal).
  2. Depois seguiu-se a apresentação dos argumentos de sustentação da tese.
  3. Finalmente, apresentou-se  o plano de curso (como se pretende desenvolver a argumentação), seguido do objetivo do texto. Obs.: Se achar por bem, você pode dispensar essa parte em textos pouco profundos.
  4. Importante destacar o adequado emprego dos conectores e dos sinais de pontuação.

Não basta admirar a obra pronta: é preciso que você se disponha a treinar amiúde a aplicação do modelo acima a fim de adquirir condicionamento para a realização de provas de seleção.

Ao trabalho! Vamos lá?