Categoria: Escolas Militares

Você sabe empregar bem o gerúndio?

Recorde os casos que nos permitem empregar com acerto verbos no gerúndio:

  • nos casos em que houver predominância do seu caráter verbal ou adverbial.

Exemplos:

A poetisa agradeceu chorando de emoção. (modal: é perfeitamente possível alguém agradecer aos prantos, movido pela emoção).

Procurando, você encontrará os documentos. (temporal: sugere que, quando houver disposição à procura, os documentos possam ser encontrados.).

Tendo sido publicada a lei, obedeça-se! (condicional: estabelece-se uma condição para obedecer-se à lei, a sua publicação.)

Conhecendo os seus antecedentes, não posso duvidar da sua versão. (causal: equivale a afiançar toda confiança na versão de determinada pessoa por causa do conhecimento que se possa ter dos seus antecedentes.)

Mesmo que nevando muito, irei à sua festa. (concessivo: o esperado seria não ir à festa debaixo de neve; entretanto, admite-se a concessão de fazê-lo.)

Estando com os olhos vermelhos, você chorou. (explicativo: os olhos avermelhados ocorrem depois do choro e por isso mesmo o explicam.)

  • em construções frasais que tenham por propósito denunciar claramente o caráter durativo da ação do verbo no gerúndio.

Exemplo: Ficarei estudando para a prova de amanhã.

  • quando a ação expressa pelo gerúndio for coexistente ou imediatamente anterior à principal.

Exemplo: Caminhando por uma trilha, encontrei os acidentados.

Agora é acertar e …acertar!

Bons estudos!

 

 

Com quem tu andas?

Nesta fase de preparação para vestibulares, concursos e Enem em que você se encontra, não fique  isolado(a) em seu quarto de estudos, longe de tudo e de todos.

Necessário será também socializar-me e manter bom nível em seus relacionamentos a fim de fazer de cada diálogo nova oportunidade de aprendizado.

Sendo assim, costume andar com quem tenha conversa edificante e esteja imbuído dos mesmos propósitos de vencer na vida por meio da educação.

Muitos candidatos deixam passar preciosas oportunidades de conversar sobre temas da atualidade quando estão entre amigos.

Falar sobre amenidades é da vida, sim, mas não deve ser a rotina de quem almeje o sucesso profissional.

A nossa sugestão é formar um pequeno grupo de estudo para a troca de ideias sobre os temas da atualidade.

Os amigos mais chegados podem ser os seus melhores professores na discussão de assuntos de prova. Você, em contrapartida, também poderá ajudá-los bastante.

Três ou quatro deles é o número máximo desejável, porque em grupos mais numerosos fica difícil harmonizar tantos interesses.

Um alerta: não convide preguiçosos de plantão a fazer parte do seu grupo de estudo, por mais amigos possam ser.

Em grupos dessa natureza todos deverão estar dispostos a renunciar parte do lazer em benefício do estudo e a despender energias em estudo e mais estudo.

Dê um toque de profissionalismo às reuniões (semanais, quinzenais ou mensais) :

  • elabore programações a serem cumpridas em cada encontro.
  • eleja as pautas de assuntos a serem discutidos.
  • distribua responsabilidades a todos os componentes do grupo.
  • programe simulados por conta própria (você pode baixá-los da internet).

Quanto ao mais, não deixe de relaxar também!

Praticar algum esporte e sair com o grupo para comer uma pizza é uma boa dica.

Bons estudos!

Seja assíduo(a) leitor(a)

Seja observador(a) de tudo e de todos, sempre no intuito de levantar ideias e argumentos que possam contribuir para mudar o mundo para melhor, a começar por você!

Lembre-se de que mente fértil é um berço de ideias para o seu texto de vestibular, concurso ou exame.

Seja participativo(a) e atento(a) à realidade do contexto social no qual você esteja inserido(a), da família-núcleo a contextos maiores, passando pelo seu condomínio, pela sua cidade, pelo seu estado e país até chegar à leitura diária da conjuntura internacional.

Desenvolva o senso crítico, seja questionador(a), não aceite a realidade dos fatos sem antes refletir e perguntar-se: não poderia ser diferente ou melhor?

Seja assíduo(a) leitor(a). 

Considere o seguinte: ler não significa apenas abrir um bom livro.

Mais do que isso, ler é compreender o que se lê e habilitar-se a inferir a respeito do que se leu.

Guarde esta máxima: para você, nesta fase de preparação em que se encontra, é melhor saber um pouco de tudo do que tudo de pouco!

Podemos dizer que “água pela canela” no mar de conhecimentos já é suficiente por ora.

Mais tarde, sim, você se tornará doutor(a) em alguma área específica.

Por enquanto, importa, sim, estar muito bem informado(a)!

Quem assim o faz é capaz de escrever textos de até 30 linhas sobre qualquer assunto.

Basta ter razoável conhecimento do assunto da Questão de Redação, sobre o qual se elabore uma opinião  que seja sustentada por dois ou três argumentos.

Quanto ao mais, diante de determinada situação-problema, é bom pensar também em soluções/sugestões que possam saná-la.

Pressupõe-se, finalmente, o uso de linguagem compatível com o nível de escolaridade exigido pela prova.

Boa sorte!

Mantenha o equilíbrio

No dia a dia, você já percebeu ser o tripé a melhor forma de sustentar e equilibrar objetos que necessitam de boa estabilidade.

No texto de até 30 linhas não é diferente. Quando você sustenta a tese com três argumentos relevantes que sejam desenvolvidos em também três parágrafos distintos e na ordem crescente de importância, a sua dissertação tem tudo para ficar bem equilibrada.

Observe as seguintes possíveis introduções de textos dissertativo-argumentativos:

  • Exemplo 1: A verdadeira amizade é marcada pela sinceridade (argumento 1), disponibilidade (argumento 2) e, principalmente, (conectores) comprometimento entre as partes. (argumento 3)
  • Exemplo 2: Todo trabalho deve ser desenvolvido não somente com devoção (argumento 1) e inteligência (argumento 2), mas, sobretudo, (conectores) realismo. (argumento 3)
  • Exemplo 3: Para escrever bem é preciso adquirir rotina de leituras (argumento 1), estar atento a tudo que acontece mundo afora (argumento 2) e, acima de tudo,(conectores) treinar com afinco a produção textual. (argumento 3) 

Bastaria, portanto, no prosseguimento de cada suposto texto, reapresentar e desenvolver os três argumentos apenas citados na Introdução e, ao final, no quinto parágrafo, concluir.

Fica o desafio para você treinar e enviar os seus textos para correção.

Bom trabalho!

 

Dissertação baseada em textos literários

Tem sido bastante comum propostas de redação baseadas em textos literários apresentados aos candidatos isoladamente ou como parte de coletâneas de fragmentos textuais.

É bom recordar que texto literário é aquele cuja função da linguagem predominante é a poética (centrada, portanto, na linguagem) e no qual a liberdade de expressão do autor é ilimitada.

Assim, por ser fortemente conotativo, oferece ao leitor recursos linguísticos que o remetem aos mais inusitados significados e às mais diversas associações.

É preciso, dessa forma, estar muito atento(a) a todos os apelos do texto para não perder o(s) significado(s) que o autor tenha atribuído às suas partes, até mesmo a pormenores como a sonoridade das palavras, o ritmo e o significado de cada figura de linguagem e pensamento.

O que fazer então?

Lido um texto literário, em prosa ou em versos,  observe inicialmente quem seja o(a) seu(sua) autor(a) e associe  informações que você possa ter a respeito dele(a).

Ainda mais, reconheça o tipo e o gênero textual (por exemplo: seria um conto, uma fábula ou um apólogo?) e também a fase literária na qual tenha sido redigido (por exemplo: seria um texto da atualidade, do romantismo ou parnasianismo?).

A seguir, faça uma leitura corrida apenas para conhecer o assunto, sem a pretensão de interpretá-lo por enquanto.

No passo seguinte, releia o texto com a intenção de ir mais a fundo em seu entendimento até chegar à tese, ou seja, ao que o(a) autor(a) afirme (ou desminta) sobre o assunto em tela.

Para textos mais complexos, releia mais de uma vez, se necessário, sempre com lápis ou caneta à mão, iluminando ou grifando as suas partes notáveis.

Tenha por hábito registrar ao lado de cada fragmento lido os diferentes efeitos que possam provocar ou as sínteses das suas mensagens parciais, pois, ao final da leitura, essas anotações poderão formar um painel que facilite a visualização do tema geral.

Desvendada a tese, escreva-a com as suas próprias palavras e procure levantar argumentos que possam sustentá-la ou refutá-la, conforme o caso.

A seguir, planeje o texto. Sugerimos, para redações de até 30 linhas, o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese do texto    (o seu ponto de vista sobre a situação-problema da coletânea ou do texto-base) + dois ou três argumentos pessoais que sustentem a tese (na ordem crescente de importância) + plano de curso (como o texto será desenvolvido) + objetivo(s) do trabalho.

Parágrafos mediais: reapresentação dos argumentos na forma de tópicos frasais de seus respectivos parágrafos (na mesma ordem segundo a qual tenham sido apresentados na Introdução) + expansão (por meio de exemplos, dados numéricos, constatações, analogias, aplicações etc.).

Conclusão:  expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do texto (a mesma apresentada na Introdução) + apresentação de soluções à situação-problema da questão (competência 5 do Enem, se for o caso) + apreciação final.

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Por onde começar a prova, pela redação?

Essa é uma pergunta recorrente de candidatos a concursos, vestibulares e exames cujas provas são mistas, a exemplo da do Enem.

Trata-se de uma questão muito pessoal.

Três possíveis atitudes poderão ser tomadas:

# começar a prova pela redação: escrever o rascunho e passar o texto a limpo antes de ler as questões objetivas.

# começar a prova pela redação: somente até finalizar o rascunho; deixar para os minutos finais o passar a limpo do texto.

# realizar a prova rigorosamente na ordem de apresentação das questões e deixar a redação para o final, da elaboração do rascunho à transposição do texto para a folha oficial.

Para saber qual das atitudes possa ser a melhor para você, será preciso treiná-las para optar por aquela que lhe traga mais segurança, conforto e resultados.

Daí  a importância dos simulados e dos trabalhos domiciliares, pois candidato bem treinado é candidato seguro quanto ao que fazer ou deixar de fazer no dia da prova.

Os nossos livros Redação para Vestibulares, Concursos e Enem e Dissertação Nota Mil aprofundam considerações sobre essa questão.

Em Fortaleza, como livros impressos, estão disponíveis nas livrarias Saraiva do Shopping Iguatemi.

Também podemos entregá-los em sua casa!

Bons estudos!

 

Fuja do blá-blá-blá

A linguagem do texto dissertativo-argumentativo, como você já sabe, deve primar pela clareza.

Há dois fatores que podem comprometê-la:

# a inserção de excessivas informações entre o sujeito e o predicado.

# a longa extensão dos períodos.

Procure, assim, ser conciso no uso das intercalações (use-as somente quando absolutamente necessárias!).

Ainda mais: abra novo período toda vez que, por exemplo, mudar de argumento a ser desenvolvido.

Esteja também sempre de olho na extensão do que você escreve a fim de não tornar o texto longo demais.

À medida que você vá desenvolvendo o texto em diferentes parágrafos, tenha sempre em mente a busca pela melhor articulação possível no sentido da profundidade do texto, a fim de que haja suave progressão e lógica na exposição do conteúdo.

Textos muito longos ou mal articulados obrigam o leitor a proceder releituras para assimilar as informações e concatenar as fatias de entendimento de cada fragmento. Isso não é interessante!

Sendo assim, crie o reflexo de escrever com o menor número possível de palavras nas frases, de orações nos períodos e de períodos nos parágrafos.

Dessa forma, você estará diminuindo as unidades de memorização a serem processadas pelo leitor e agilizando a leitura e compreensão do texto.

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

Cuidado com a palavra “mesmo(a)”!

Não seja traído(a) pelo que você ouve na televisão com relação ao emprego da palavra “mesmo(a)”.

Atente para as situações nas quais será possível empregá-la com segurança:

  • modificando os pronomes eu, tu, nós e vós: Eu mesma já o havia aconselhado!
  • como pronome neutro: Fizemos o mesmo (a mesma coisa), embora com mais economia.
  • como advérbio: Não adianta, ele não quer mesmo ir à praia.
  • para dar mais ênfase e distinção entre a pessoa ou coisa determinada pelos demonstrativos este, esse, aquele: Este mesmo testamento nós subscrevemos.
  • para identificar, comparativamente, uma pessoa ou coisa: Esta roupa é a mesma de ontem.

Ainda mais: com o significado de…

  • em pessoa, próprio, idêntico: Raquel, apesar dos seus 20 anos, continua a mesma criança de sempre.
  • … igualmente: Espere assim mesmo nas providências divinas.
  • … apesar disso, contudo, ainda assim: Assim mesmo eu o amo.
  • … desse mesmo modo, como estais dizendo: Aconteceu tudo assim mesmo.
  • … próprio(a): Exonerou-se apesar do desaconselho de nós mesmos.

Atenção: erro muito frequente é o emprego do demonstrativo “mesmo(a)” com função pronominal em construções como estas: Vou à casa de minha mãe; falarei com a mesma sobre o assunto. / O médico gaguejou quando o mesmo viu o estado da criança.

Corrigindo: Vou à casa de minha mãe, com a qual falarei sobre o assunto. / O médico gaguejou quando viu o estado da criança.

Agora é com você!

Você sabe empregar a palavra “mesmo(a)”?

Cuidado com o que você ouve na televisão com relação ao emprego da palavra “mesmo(a)”.

Atente para as situações nas quais será possível empregá-la com segurança:

  • modificando os pronomes eu, tu, nós e vós: Eu mesma já o havia aconselhado!
  • como pronome neutro: Fizemos o mesmo (a mesma coisa), embora com mais economia.
  • como advérbio: Não adianta, ele não quer mesmo ir à praia.
  • para dar mais ênfase e distinção entre a pessoa ou coisa determinada pelos demonstrativos este, esse, aquele: Este mesmo testamento nós subscrevemos.
  • para identificar, comparativamente, uma pessoa ou coisa: Esta roupa é a mesma de ontem.
  • com o significado de:

# em pessoa, próprio, idêntico: Raquel, apesar dos seus 20 anos, continua a mesma criança de sempre.

# igualmente: Espere assim mesmo nas providências divinas.

# apesar disso, contudo, ainda assim: Assim mesmo eu o amo.

# desse mesmo modo, como estais dizendo: Aconteceu tudo assim mesmo.  

# próprio(a): Exonerou-se apesar do desaconselho de nós mesmos. 

Atenção: erro muito frequente é o emprego do demonstrativo “mesmo(a)” com função pronominal em construções como estas: Vou à casa de minha mãe e falarei com a mesma sobre o assunto. / O médico gaguejou quando o mesmo viu o estado da criança. Corrigindo: Vou à casa de minha mãe, com a qual falarei sobre o assunto. / O médico gaguejou quando viu o estado da criança.

Olho vivo!

Quando usar “avocar”, “evocar” e “invocar”

Observe a distinção entre palavras que se parecem, mas têm significados muito diferentes.

Veja as situações mais comuns nas quais os verbos abaixo podem ser empregados:

Avocar: no sentido de atribuir-se e chamar a si.

Exemplo: Avocou ao seu passado a vitória nas eleições.

Evocar: quando equivaler a resgatar alguma lembrança, lembrar.

Exemplo: O governador evocou a fidelidade que sempre recebeu do partido.

Invocar: no sentido de pedir a ajuda e chamar em auxílio. 

Exemplo: O padre invocou a presença de Deus.

Olho vivo!