Categoria: Concursos

Articule as suas ideias

Imagine um braço e antebraço sem o cotovelo. Haveria, sem dúvida, o comprometimento da funcionalidade do membro superior por absoluta falta de articulação entre essas duas importantes partes do corpo humano.

Não basta, portanto, que existam as partes, é preciso que elas estejam unidas entre si de forma harmônica, a fim de que cumpram os seus papéis em benefício do todo.

Assim é com o texto. Ao observar a sua geografia, você distingue as suas partes constituintes: os parágrafos, formados de períodos; os períodos, de orações; e as orações, cada qual com os seus termos, alguns essenciais (sujeito e predicado) e outros integrantes (complementos verbais e nominais) ou acessórios.

Um bom texto dissertativo é capaz de reter a atenção do leitor sem quebras no sequenciamento da exposição de fatos ou do desenvolvimento da argumentação.

E isso se consegue primordialmente com a coesão entre as suas partes.

Todo elemento que faça a ligação entre os fragmentos de um texto pode ser chamado de coesivo, pois contribui para a formatação de uma espécie de espinha dorsal do texto, que, como tal, lhe dará sustentação.

Você deve preocupar-se, então, não somente com a sequência de orações bem escritas, mas, principalmente, com o relacionamento harmonioso que deve imperar entre elas, pois, dessa forma, o seu texto será compreendido integralmente.

Com a leitura dos nossos livros você aprenderá a aplicar com facilidade as recomendações acima.

Bons estudos!

 

 

Tire o melhor proveito das relações de implicação entre os enunciados

As linhas de pensamento e argumentação de textos dissertativos não devem sofrer solução de continuidade em consequência da má utilização dos conectores e dos sinais de pontuação.

É sempre oportuno recordar o espectro dessas possibilidades. Assim, ao lado de cada caso você encontra um exemplo:

Relações de implicação por coordenação:

  • Orações coordenadas assindéticas: Cheguei, vi, venci.
  • Orações coordenadas sindéticas (introduzidas por conjunções coordenativas):
    • aditivas: Cumprimentei-o e fui embora.
    • adversativas: Você sorri muito, mas não está feliz.
    • alternativas: Esforçamo-nos ou experimentamos o fracasso.
    • conclusivas: O dia está nublado; não iremos, pois, à praia.
    • explicativas: O baile já acabou, pois reina o silêncio.

Relações de implicação por subordinação:

  • Orações subordinadas substantivas (introduzidas por conjunção subordinativa integrante “que” ou “se”):
    • subjetivas: É importante que você volte.
    • objetivas diretas: Não respondi se concordo ou não com a proposta.
    • objetivas indiretas: Não duvide do que ela seja capaz.
    • predicativas: A verdade é que ele prevaricou.
    • completivas nominais: Estou certo de que passarei no vestibular.
    • apositivas: Desejo-te somente isto: que sejas feliz.
  • Orações subordinadas adjetivas (introduzidas por pronomes relativos):
    • explicativas: Os alunos, que estavam motivados, brilharam como nunca.
    • restritivas: Próspero é o país cujos eleitores são criteriosos.
  • Orações subordinadas adverbiais (iniciadas por conjunções subordinativas, exceto as integrantes):
    • causais: A chuva não tarda, porque as nuvens estão carregadas.
    • comparativas: Certos políticos falam mais do que fazem.
    • concessivas: Embora estivesse constrangido, respondeu a todos.
    • condicionais: Se convidado, vá à festa.
    • conformativas: Estudamos até tarde, como havíamos combinado.
    • consecutivas: O frio era tanto que ficamos em casa.
    • finais: A fim de aproveitar o dia, levantei mais cedo.
    • proporcionais: Quanto mais se tem, mais se quer.
    • temporais: Sempre que viajo, visito boas livrarias.

Agora é com você!

Sempre que estiver escrevendo, procure observar a adequação das relações de implicação entre os enunciados.

Bons estudos!

 

Fuja da linguagem carregada de negativismo

Procure dissertar por meio de linguagem predominantemente afirmativa a respeito de determinado assunto.

Dissertar pelo avesso, ou seja, em função do que você não pensa sobre certo tema, é correr o risco de tornar o texto pesado pela contaminação da carga negativa da linha de pensamento da argumentação.

É simples de observar essa questão.

Responda ao exercício abaixo e depois confira as resposta para verificar o seu desempenho:

Exercício: Reescreva as frases que seguem de forma a fugir da linguagem negativa:

Não nos é possível reparar todos os erros do passado.

O réu não falou a verdade perante o juiz.

Os comerciantes não podem expor seus produtos se não pagarem os impostos.

Os alunos não devem se esquecer de não fazer barulho dentro da biblioteca.

A pequena menina não foi capaz de não contar o segredo da colega.

O atleta não escondeu a tristeza por não ter sido lembrado pelo técnico.

A prova de hoje não foi fácil, por isso não agradou a ninguém.

Possíveis soluções:  É impossível repararmos todos os erros do passado. / O réu mentiu perante o juiz. / Os comerciantes só podem expor seus produtos se pagarem os impostos. / Os alunos devem lembrar-se de fazer silêncio dentro da biblioteca. / A pequena menina foi incapaz de guardar o segredo da colega. / O atleta manifestou a tristeza por ter sido esquecido pelo técnico. / A prova de hoje foi difícil, por isso desagradou a todos.

Em dissertações, prefira a linguagem específica à genérica

Em dissertações, não somente as formas positivas e concretas da linguagem são aconselháveis, mas também as específicas.

Para tal, evite fazer uso de termos genéricos, de significação muito ampla, de pouca especificidade, pois poderão comprometer a precisão do texto.

Empregue, assim, verbos e nomes na medida certa para cada caso, muito bem definidos quanto à significação.

Veja bem: nem toda árvore produz cajus; assim, é melhor usar a palavra “cajueiro” para mais precisamente indicá-la; da mesma forma, nem todo “trabalhador” é “operário da construção civil”; então, para distingui-lo melhor, use um termo que lhe seja mais determinante como “peão”, “mestre de obras” ou “pedreiro”.

Gonçalves Dias escreveu: Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá.

Compare agora com  Minha terra tem árvores / Onde canta o pássaro.

Perceba como o segundo fragmento perdeu em precisão porque nem toda árvore é palmeira e nem todo pássaro é sabiá.

Concluindo, siga estas dicas: em dissertações, a linguagem positiva deve ser preferível à negativa; a concreta, à abstrata; a específica, à genérica.

Olho vivo!

Em dissertações, prefira a linguagem concreta à abstrata

Em textos dissertativos, evite usar adjetivos abstratos.

Mas, por quê?

É simples: porque não acrescentam atributos  precisos aos substantivos.

Exemplo: O desempenho do governo tem sido fantástico.

Ora, qual o entendimento para “desempenho fantástico“?

O texto não clarifica as ações governamentais que possam tornar o seu desempenho fantástico. Perde-se, assim, em precisão.

Corrigindo: O  governo tem-se destacado em função dos programas sociais lançados no Dia do Trabalho, tais como o Bolsa Gestante e Bolsa Pequeno Agricultor, os quais estão se tornando modelos de boa gestão dos recursos públicos.

Agora é com você!

 

 

Desenvolva o senso crítico

Fuja da redação rasa, cujo conteúdo não acrescenta absolutamente nada ao tema.

Seja questionador(a), não aceite a realidade dos fatos sem antes refletir e perguntar a si próprio(a) se a realidade em foco não poderia ser diferente ou quem sabe melhor.

Procure praticar individual e rotineiramente o exercício intelectual de buscar possíveis soluções para situações-problema em todos os níveis da sociedade.

Particularmente o Enem, você já sabe muito bem, valoriza a apresentação de possíveis soluções à situação-problema tratada na Questão de Redação.

Procure estar muito bem informado(a).

Para isso, tenha por rotina ler os principais meios de comunicação da atualidade, tais como jornais e revistas semanais e programas de televisão de bom nível.

Quanto ao mais, procure relacionar-se com pessoas que troquem informações com você sobre os principais fatos do cotidiano, em todos os níveis, dos locais aos internacionais.

Desenvolva, assim, o senso crítico, ou seja, adquira a capacidade de inferência diante de questões da atualidade.

Bons estudos!

Você sabe empregar a palavra “mesmo(a)”?

Cuidado com o que você ouve na televisão com relação ao emprego da palavra “mesmo(a)”.

Atente para as situações nas quais será possível empregá-la com segurança:

  • modificando os pronomes eu, tu, nós e vós: Eu mesma já o havia aconselhado!
  • como pronome neutro: Fizemos o mesmo (a mesma coisa), embora com mais economia.
  • como advérbio: Não adianta, ele não quer mesmo ir à praia.
  • para dar mais ênfase e distinção entre a pessoa ou coisa determinada pelos demonstrativos este, esse, aquele: Este mesmo testamento nós subscrevemos.
  • para identificar, comparativamente, uma pessoa ou coisa: Esta roupa é a mesma de ontem.
  • com o significado de:

# em pessoa, próprio, idêntico: Raquel, apesar dos seus 20 anos, continua a mesma criança de sempre.

# igualmente: Espere assim mesmo nas providências divinas.

# apesar disso, contudo, ainda assim: Assim mesmo eu o amo.

# desse mesmo modo, como estais dizendo: Aconteceu tudo assim mesmo.  

# próprio(a): Exonerou-se apesar do desaconselho de nós mesmos. 

Atenção:

  • Erro muito frequente é o emprego do demonstrativo “mesmo(a)” com função pronominal em construções como estas: Vou à casa de minha mãe e falarei com a mesma sobre o assunto. / O médico gaguejou quando o mesmo viu o estado da criança.
  • Corrigindo: Vou à casa de minha mãe, com a qual falarei sobre o assunto. / O médico gaguejou quando viu o estado da criança.

Olho vivo!

Boa dica para este começo de ano

Seja bom (boa) observador(a) de tudo e de todos.

Ainda mais, seja participativo(a) e esteja atento(a) à realidade do contexto social no qual você esteja inserido(a)

Sim, a começar pela realidade da família, passando pela do seu bairro, da sua cidade, do estado e país até chegar à leitura diária da conjuntura internacional.

Estudante alienado(a) normalmente é fraco em redação por falta de ideias inovadoras e questionamentos que possam valorizar o seu texto.

Aprenda não somente com as pessoas e os grupos sociais com os quais você se relacione.

Até mesmo as reações da natureza têm muito a nos ensinar diariamente, como as catástrofes naturais, como o degelo dos polos, o aquecimento global, os maremotos.

Para produzir textos consistentes, é preciso, pois, estar “antenado(a)”.

Para aprofundar o seu estudo, adquira os nossos livros.

Feliz Ano Novo!!!

 

Seja metódico(a)!

Aí vai uma boa dica para este próximo começo de ano letivo: seja metódico(a).

Crie em sua agenda semanal pelo menos dois momentos de 1h30 para a produção textual.

Durante os treinamentos, não admita ser interrompido(a), salvo em situações extraordinárias (fim do mundo, por exemplo!).

Ainda mais, tenha por hábito guardar em ordem cronológica todos os textos produzidos na fase de preparação.

Assim fazendo, você terá como melhor visualizar a sua evolução com o passar do tempo.

Vez por outra, consulte os textos já corrigidos e reconsidere as observações assinaladas pelo(a) professor(a).

Para aprofundar o seu estudo, adquira os nossos livros!

Em Fortaleza, como livro impresso, na livraria Acadêmica e no Shopping Avenida Avenida (Loja HBM).

Boa leitura!

Quem tem método já sai na frente

Alguns detalhes fazem a diferença na hora da prova, dentre os quais a aquisição de um método seguro e eficaz  a ser seguido antes da abordagem da Questão de Redação e da produção textual propriamente dita.

Em sua fase de preparação para o concurso, Enem ou vestibular para o qual você esteja se preparando, é preciso treinar a aplicação de diferentes rotinas para o enfrentamento de cada tido de questão.

Para a produção de textos argumentativo-argumentativos, será necessária a elaboração de esquemas que facilitem o delineamento da linha de pensamento e argumentação para responder ao  pedido da Questão de Redação.

Pense numa introdução que seja simples – não confunda com simplista – e interessante, que  apresente de uma forma bem clara a sua opinião (tese) sobre o assunto levantado pela questão e os argumentos que irão sustentá-la, além do plano de curso e do(s) objetivo(s) do texto.

A seguir, planeje parágrafos mediais que retomem esses argumentos apresentados na introdução e os desenvolvam com a citação de comentários, constatações, exemplos, dados estatísticos, analogias e quaisquer outros recursos.

Para encerrar, crie um parágrafo conclusivo que reafirme a opinião já emitida na introdução (com outra construção frasal), ofereça soluções ao problema tratado no texto (se for o caso) e, finalmente, arremate o texto.

Em nossos livros, você poderá encontrar exemplos de textos que aplicaram o esquema sugerido acima, dentre outros.

Agora é com você: procure produzir pelo menos duas redações de até 30 linhas por semana que possam ser avaliadas por quem entenda do assunto.

Lembre-se: em situação de prova, quem tem método já sai na frente, pois torna-se capaz de tirar o melhor proveito possível de suas abordagens. E melhor: sem muito esforço!

Não confie no NHS (Na Hora Sai!)!

Acredite no seu método!