Categoria: Concursos

Aprenda a ouvir o texto

Antes de dar o texto por terminado, ainda no rascunho, faça uma leitura corrida para verificar a sonorização provocada pela associação de todas as palavras.

Quando em casa, durante a fase dos treinamentos, crie o hábito de ler a redação em voz audível a fim de corrigir possíveis senões de sonorização.

Ouvir o texto, assim, deve ser um dos últimos passos antes de passá-lo a limpo.

A frase precisa agradar aos ouvidos, não basta estar gramaticalmente correta.

Essa questão é observada pelos professores no item Linguagem dos baremas de correção.

Evite, portanto, construções como as seguintes:

1ª) O rigor do professor tirou o nosso bom humor.

2ª) A provocação gerou confusão durante a reunião de conciliação.

Observe que o eco criado pela repetição de sons iguais ou semelhantes provoca danos estilísticos que comprometem a boa sonorização e denunciam falta de zelo pela qualidade do texto de quem escreve.

Correções:

1ª) A severidade do mestre tirou o nosso bom humor.

2ª) A afronta gerou tumulto durante o encontro de conciliação.

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Bons estudos!

O que você deve evitar em dissertações

Evite o uso dos advérbios e pronomes nunca, sempre, ninguém, todos, tudo, nada.

Por quê? É fácil saber: porque sugerem generalização indevida e extremismo desaconselhável.

Exemplo: Os problemas do Brasil nunca serão solucionados, pois nada se faz contra a imoralidade dos homens públicos.

Ora, com que autoridade pode-se afiançar que “nunca” os problemas do Brasil serão solucionados?

Ainda mais, “nada” é um pronome que indica “coisa nenhuma” e enfraquece o peso da argumentação, haja vista que basta uma única ação corretiva ser efetivada para derrubar essa tese.

Outra questão: a que tipo de moralidade dos homens públicos o texto remete o leitor, pessoal ou funcional? Não se sabe.

Finalmente: quem são todos esses homens públicos sugeridos pelo texto? A que categoria de homens públicos o texto se refere? Também não se sabe. Ocorre, assim, novo prejuízo à argumentação, pois basta que um único homem público contrarie essa expectativa para desbancar a tese.

Correção: Os problemas do Brasil começarão a ser solucionados pelo combate à imoralidade dos políticos flagrados em atos inescrupulosos da administração pública em todos os níveis.

Olho vivo!

Calma, nada de exageros em dissertações!

Lembre-se de que a linguagem do texto dissertativo deve ser impessoal e estar centrada no contexto.

Não deve, portanto, ser contaminada pela emoção ou sentimentalismo.

Não significa dizer que os posicionamentos críticos devam ser mornos, frouxos.

Muito pelo contrário, devem primar pela firmeza da linguagem (sem perder a elegância!), já que a lassidão só desmerece a argumentação e mina o poder de convencimento do texto.

Evite exageros como o do exemplo: Os políticos são uns canalhas que só se preocupam em locupletar-se. Papuda neles!

Correção: Há homens públicos que não merecem a representatividade delegada pelo povo quando buscam o enriquecimento ilícito. Justiça é o que se pede.

Olho vivo!

Conceba textos bem equilibrados

No dia a dia você já percebeu ser o tripé a melhor forma de sustentar e equilibrar objetos que necessitam de boa estabilidade, a exemplo de uma máquina fotográfica.

No texto de até 30 linhas não é diferente.

Quando você sustenta a tese com três argumentos relevantes,  desenvolvidos em também três parágrafos distintos e na ordem crescente de importância, a sua dissertação tem tudo para ficar bem equilibrada e convincente.

Observe as seguintes possíveis introduções de textos dissertativo-argumentativos:

  • Exemplo 1: A verdadeira amizade é marcada pela sinceridade (argumento 1), disponibilidade (argumento 2) e, principalmente, (conectores de adição e ênfase) comprometimento entre as partes. (argumento 3)
  • Exemplo 2: Todo trabalho deve ser desenvolvido não somente com devoção (argumento 1) e inteligência (argumento 2), mas, sobretudo, (conectores de adição e ênfase) realismo. (argumento 3)
  • Exemplo 3: Para escrever bem é preciso adquirir rotina de leituras (argumento 1),  estar atento a tudo que acontece mundo afora (argumento 2) e, acima de tudo,(conectores de adição e ênfase) treinar com afinco a produção textual. (argumento 3) 

Uma pergunta que fica: como prosseguir com o texto depois de a introdução estar pronta?

É simples: basta reapresentar e desenvolver os três argumentos (na mesma ordem segundo a qual tenham sido apresentados na Introdução) e, no último parágrafo, concluir a redação (reafirmando a tese do texto e emitindo um parecer final).

Agora é com você: treine à exaustão!

Evite parágrafos longos em dissertações

É sabido que textos longos e mal articulados pecam por falta de clareza, já que obrigam o leitor a proceder releituras para assimilar as informações e concatenar as fatias de entendimento de cada fragmento.

Sendo assim, crie o reflexo de escrever com o menor número possível de palavras nas frases, de orações nos períodos e de períodos nos parágrafos.

Dessa forma você estará diminuindo as unidades de memorização a serem processadas pelo leitor e agilizando a leitura e compreensão do texto.

Além disso, pense em você também: textos longos criam mais dificuldades no emprego dos sinais de pontuação e das concordâncias verbo-nominais.

Para textos de concursos, vestibulares e Enem (de até 30 linhas), parágrafos de 4 a 6 linhas são os recomendados. O que passar disso já estará “sobrando”.

Não deixe de treinar a produção textual pelo menos duas vezes por semana!

Seja claro(a) ao argumentar

A palavra texto, como você sabe, significa “tecido”.

Com efeito, trata-se de um tecido composto de palavras que se reúnem em orações, orações que formam períodos e períodos que constituem parágrafos, os quais, perfeitamente encadeados, dão sentido ao texto.

É o que se espera de sua redação.

Assim acontece com quem se dispõe a escrever: não basta ter ideias – embora elas sejam o nascedouro de qualquer texto.

É preciso saber articulá-las adequadamente de modo a produzir os melhores efeitos em cada construção frasal.

Já que o texto começa a ser costurado desde a sua origem, passando pela produção de parágrafos, tidos como unidades de composição, devemos tomar todo cuidado com a clareza em todos os estágios da produção textual.

Uma boa dica para escrever bem – com clareza acima de tudo – é observar a seguinte ordem de disposição dos termos da oração: Sujeito + Verbo + Complementos, um padrão de construção frasal em língua portuguesa.

Mantenha, pois, o padrão SVC em nome da clareza, embora nada impeça de você criar algumas inversões para dar novo dinamismo ao texto ou evidenciar determinada informação.

Quanto ao mais, treine a produção textual à exaustão!

Sucesso!

Deu branco? Mantenha a elegância!

É bem possível que, apesar de conhecer o assunto sobre o qual a questão de redação esteja relacionada, você sinta certo bloqueio antes de escrever as primeiras linhas da introdução.

Isso pode ser consequência de diversos fatores, dentre os quais os mais comuns são insegurança, excesso de ansiedade e tensão diante do pouco tempo disponível para a produção textual em ambiente de prova.

Pois bem, o que fazer então? Entregar a folha em branco e estudar mais um ano até a próxima oportunidade? Escrever o que vier à cabeça a fim de livrar-se dessa incômoda tarefa? Absolutamente não!

A primeira atitude recomendada diante da ameaça de “branco” é manter a elegância e não começar a escrever imediatamente!

Respire fundo, dê um tempo para voltar à calma.

A seguir, concentre-se no tema!

Releia os textos de apoio e os enunciados quantas vezes necessárias até você sentir-se seguro(a) das servidões do enunciado.

Não permita que a mente divague.  Pense apenas no que estiver sendo pedido a você.

Lembre-se de que a banca de correção  não estará esperando algum tratado sobre este ou aquele assunto; basta, portanto, em casos de dissertação, por exemplo, que você tenha uma ideia formada sobre o que escrever e alguns argumentos que possam sustentar a sua opinião (tese).

Procure levantar ideias que sejam pertinentes, mesmo que você esteja com aquela sensação de vazio, ou seja, de não saber nada sobre o assunto da questão de redação.

Acredite no seu potencial e vá em frente!

Ah, não deixe de treinar…treinar…e treinar!

Como buscar ideias para textos publicitários

Escrever textos publicitários requer não somente inspiração.

É preciso também buscar desencadeadores de ideias a fim de obter o melhor proveito possível da veiculação do texto em benefício da divulgação de  determinado produto.

Ao planejá-lo, pense em pelo menos três possíveis vantagens a serem oferecidas aos adquirentes como forma de atraí-los para o seu produto:

  • vantagens quantitativas. Ex: Pague em até 6x no cartão!
  • vantagens qualitativas. Ex.: O nosso produto é usado por 9 entre 10 estrelas do cinema.
  • vantagens ideológicas. Ex.: Experimente e conquiste a juventude! 

Lembre-se de que a função predominante da linguagem deverá ser a apelativa, centrada no receptor (consumidor).

O  texto deverá ser atraente e combinado com imagens, sons e até odores que possam fortalecer o apelo em favor do que estiver sendo divulgado.

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Boa leitura!

Desencadeadores de ideias para textos narrativos

Observe algumas dicas importantes para você não ter dificuldade de levantar ideias para a produção de textos narrativos:

Mesmo que fortemente figurativos, lembre-se de que os textos narrativos têm como pano de fundo uma tese a ser desenvolvida, ou seja, uma opinião a ser defendida; comece, portanto, por ela.

Escolha o cenário e os personagens com os quais você possa criar enunciados que constituam um enredo baseado em conflitos que gerem crescente tensão até chegar ao clímax, para posterior desfecho e conclusão.

Mesmo que não necessariamente nesta ordem (mas recomendável para iniciantes), você poderá, quanto aos personagens, pensar na seguinte sequência de eventos:

  • manipulação, quando um personagem induz outro(s) a realizar ou deixar de realizar determinada(s) ação(ões) pelo querer e/ou dever;
  • competência, quando os atores do texto adquirem saber(es) e/ou poder(es) que os habilitem ou não a realizar determinada(s) ação(ões);
  • performance, quando se dá a ocorrência de ação(ões);
  • sanção, quando os personagens são punidos ou recompensados pela(s) ação(ões) executada(s).

Pense no enredo. De nada adiantará você ficar apenas com o tema e não desenvolvê-lo mediante um fio condutor que lhe dê sustentabilidade.

Para desenvolver o enredo, faça a si mesmo(a) as perguntas desencadeadoras de ideias para textos narrativos:

  • Onde tudo acontecerá? (localização espacial)
  • Quando tudo ocorrerá? (localização temporal)
  • Quais e como serão os atores das ações criadas por mim? (personagens)
  • Como desenvolverei o texto: em primeira ou terceira pessoa?
  • Quem será o protagonista?
  • Que conflitos deverei criar?
  • E assim por diante…

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Muita atenção ao pedido da Questão de Redação

É lamentável encontrar candidatos que até escrevem bem, mas que amargaram reprovação em concursos e vestibulares por terem ido mal na interpretação do pedido da Questão de Redação.

Observe algumas dicas para que esse dissabor não aconteça com você:

  • Concentre-se  e interprete a proposta com o máximo de atenção a todos os detalhes.
  • Grife os comandos do pedido (dê atenção especial aos verbos!).
  • Leia com muita atenção os textos de apoio .
  • Cuidado: se por um lado você não deve tornar-se refém da coletânea de textos de apoio, por outro, não a desconsidere.
  • Evite simplesmente copiar fragmentos dos textos que você leu! 
  • Valha-se das ideias, informações e ilustrações que lhe sejam fornecidas pela coletânea de textos de apoio somente como suporte à sua argumentação.
  • Não dispense o planejamento do texto nem a produção do rascunho (se o tempo não permitir, escreva pelo menos a introdução).
  • Durante o desenvolvimento do texto, seja fiel ao seu planejamento.
  • Uma dica final: durante a fase de preparação ao enfrentamento do seu exame de seleção, tenha por hábito resolver questões de Interpretação de Textos como treinamento.

Agora é com você!

Bons estudos!