Não exagere ao dissertar!

Lembre-se de que a linguagem do texto dissertativo deve ser impessoal e estar centrada no contexto.

Não deve, portanto, ser contaminada pela emoção ou sentimentalismo.

Não significa dizer que os posicionamentos críticos devam ser mornos, frouxos.

Muito pelo contrário, devem primar pela firmeza da linguagem, já que a lassidão só desmerece a argumentação e mina o poder de convencimento do texto.

Evite excessos como o do seguinte exemplo: Os políticos são uns canalhas que só se preocupam em locupletar-se. Papuda neles!

Observe os exageros:

  • nem todos os políticos prevaricam no exercício de seus mandatos (a generalização tem sido um vício de raciocínio dos mais comuns em redações).
  • chamar indistintamente todos os políticos de canalhas é um despropósito, pois não cabe a quem disserta julgar esse mérito.
  • indo mais além, a palavra canalhas, pelo valor pejorativo que já assumiu, aponta para um posicionamento no mínimo deselegante do autor, o que de longe é interessante em textos dissertativos.
  • Papuda, como você deve saber, é um complexo penitenciário localizado no entorno do Distrito Federal. Condenar todos os políticos a esse fim é, portanto, exagero descabido, pois é mister somente da Justiça  julgar quem deva ou não ser recolhido à prisão.

Corrigindo: Há homens públicos que não merecem a representatividade delegada pelo povo quando buscam o enriquecimento ilícito. Justiça é o que se pede.

Observe que a linguagem manteve-se firme mas descontaminada de exageros. E o recado, apesar de firme, foi dado com equilíbrio.

Agora é com você!

Treinar, treinar e treinar é o segredo da linguagem adequada a textos dissertativos.

 

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