Tudo pela linguagem

A linguagem é o código por meio do qual as ideias do emissor chegam ao receptor e por ele são entendidas.

Quando se trata de dissertação, a formalidade impõe-se.

As gírias e os clichês, portanto, devem ser evitados.

A clareza deve ser buscada com construções frasais simples, preferencialmente na ordem direta e com vocabulário preciso.

Deve-se usar com muito cuidado as intercalações e as inversões, já que poderão trazer algum ruído ao entendimento do texto.

A coesão e a coerência podem ser conseguidas com planejamento acurado de como se deva apresentar e desenvolver cada ideia e adequado emprego dos conectores e dos sinais de pontuação.

Aqui vão algumas dicas interessantes:

  • Prefira a linguagem positiva à negativa

Evite a linguagem negativa. Pelo contrário, busque construções que tornem o seu discurso o mais positivo possível!

Quando você diz “o que não é” no lugar “do que seja”, o texto se torna menos preciso; além do mais, tende para o negativismo, pode contaminar o todo e torná-lo enfadonho.

Exemplo: Em vez de “Não se acredita na  recuperação da economia.”, escreva “Desconfia-se da recuperação da economia.

  • Prefira a linguagem concreta à abstrata

Evite usar adjetivos abstratos, que não acrescentem atributos mais precisos aos substantivos, tais como maravilhoso (qual o seu entendimento de “maravilhoso”?), bonito (baseado em que parâmetros você atribui ao substantivo essa apreciação?), fantástico (o que possa ser “fantástico” para você pode não ser assim tão impressionante para o leitor).Prefira a linguagem concreta à abstrata

  • Prefira a linguagem específica à genérica

Não somente as formas positivas e concretas da linguagem são aconselháveis, mas também as específicas.

Para tal, evite fazer uso de termos genéricos, de significação muito ampla, de pouca especificidade, pois poderão comprometer a precisão do texto.

  • Fuja das indefinições

Os artigos e pronomes indefinidos um, uma, uns, umas, muitos, muitas, vários, várias, todos, todas e alguém, dentre outros, tiram a força dos substantivos, tornam-nos vagos e poluem o texto.

Fuja deles, pois, para tornar a sua linguagem dissertativa a mais precisa possível.

Experimente dispensá-los e verifique se haverá prejuízos à clareza do que você quis dizer; se não, na maioria das vezes é só omiti-los.

Exemplo: Preciso ler umas revistas sobre algumas atualidades para adquirir uma boa cultura geral.

Melhor redação: Preciso ler revistas sobre atualidades para adquirir boa cultura geral.

  • Tome cuidado com os pronomes possessivos de terceira pessoa

Os pronomes possessivos seu(s), sua(s) e lhe(s), dependendo da construção da frase, podem gerar ambiguidades (duplo sentido) como em Rafael disse à Joana que perdera o seu celular. (celular de quem?) / O pai pediu ao filho que alimentasse o seu cachorro. (cachorro de quem?) / João disse à mãe ter esquecido o conselho que a avó lhe passara. (a quem fora passado o conselho da avó?)

Agora é treinar, treinar e…treinar!

Bons estudos!

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