Como escrever com clareza.

Uma boa dica para escrever bem – com clareza acima de tudo – é observar a seguinte ordem na disposição dos termos da oração: Sujeito + Verbo + Complementos.

Esse é um modelo de construção frasal que zela pela simplicidade e torna o discurso mais facilmente compreensível.

A sugestão é adotar, portanto, o padrão SVC, embora nada impeça de você criar algumas inversões para dar uma pitada de novidade ao texto.

Importante: evite a inserção de muitas informações entre o Sujeito e o Predicado.

Por quê? É fácil compreender: o distanciamento excessivo entre o Sujeito e o Predicado e a intromissão de muitas informações entre eles poderá poluir o texto e criar no leitor embaraços ao seu entendimento.

Ainda mais, criará dificuldades a você como redator, pois exigirá muito mais atenção às concordâncias a serem observadas.

Mais dois conselhos:

1º) Seja conciso, ou seja, economize palavras para emitir as suas ideias ou desenvolver os seus argumentos. Guarde isto: em redação, o menos vale mais: menos palavras para o máximo de informações!

2º) Não abuse das intercalações. Se necessário, abra novo período toda vez que mudar o foco dos seus comentários.

Dica: para aprofundar os seus estudos, adquira o nosso livro Dissertação Nota Mil.

Boa leitura!

Faça bom uso das relações de implicação subordinadas adverbiais

As relações de implicação subordinadas adverbiais poderão ser estabelecidas com o emprego das conjunções subordinativas, exceto as integrantes.

Reveja as mais comuns:

  • causais. Ex.: As luzes estão apagadas, porque houve um curto-circuito.
  • comparativas. Ex.: O tenente portou-se como verdadeiro líder.
  • concessivas. Ex.: Embora seja cedo, é melhor voltarmos para casa.
  • condicionais. Ex.: Se você tiver tempo, venha visitar-me.
  • conformativas. Ex.: Saímos cedo, conforme havíamos combinado.
  • consecutivas. Ex.: Comeu tanto que está sem posição.
  • finais. Ex.: A fim de aproveitar a promoção, levantei de madrugada.
  • proporcionais. Ex: À medida que se desenvolve, ele fica mais esguio.
  • temporais. Ex.: Assim que parti, você chegou.

# Não deixe de treinar a produção textual à exaustão.

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Boa leitura!

Saiba reconhecer as relações de implicação subordinadas substantivas

Você pode articular as ideias da sua linha de pensamento mediante relações de implicação por subordinação com valor de substantivo, adjetivo ou advérbio.

Recorde o quadro de possibilidades do primeiro caso, por meio do emprego de orações subordinadas substantivas (introduzidas por conjunção subordinativa integrante “que” ou “se”):

  • subjetivas. Ex.: É conveniente que você decida logo.
  • objetivas  diretas. Ex: Não sei se vou voltar.
  • objetivas  indiretas. Ex: Não duvide do que ela é capaz.
  • predicativas. Ex.: A verdade é que ele não compareceu ao evento.
  • completivas  nominais. Ex.: Estou convicto de que venceremos.
  • apositivas: Ex.: Desejo somente isto: que você seja responsável.

# Um conselho: não deixe de treinar a produção textual à exaustão!

Não há como argumentar sem estabelecer relações de implicação.

Para bem argumentar, você deverá ser capaz de articular ideias sobre a linha de pensamento.

Isso somente será possível se dominar as estruturas frasais básicas e manipular as suas interdependências, quer por coordenação, quer por subordinação.

Recorde as possíveis relações de implicação por coordenação:

  • mediante o emprego de orações  coordenadas  assindéticas (sem conectores). Ex.: Cheguei, abracei-o, desfaleci.
  • por meio do uso de orações  coordenadas  sindéticas (introduzidas por conjunções coordenativas):

aditivas. Ex.: Contei-lhe o segredo e esperei pelo choro.

adversativas. Ex.: Caminhamos muito, mas chegamos animados.

alternativas. Ex.: Estudamos muito ou experimentamos o fracasso.

conclusivas. Ex.: O concurso será difícil; estudemos, pois, bastante.

explicativas. Ex. Já dormiu, porque as luzes estão apagadas.

Quando você estiver desenvolvendo o seu texto, não se esqueça, portanto, de estabelecer relações de implicação  que se somem e fortaleçam a sua opinião (tese) sobre determinado assunto.

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Boa leitura!

Fuja das cacofonias em dissertações

A união de duas palavras cujas sílabas finais da anterior e iniciais da posterior, ao serem pronunciadas, formem uma terceira palavra indesejável caracteriza o deslize de linguagem chamado cacofonia .

Portanto, todo cuidado é pouco.

Exemplos: A ré pagará por cada  (porcada) crime cometido. / Ela tinha (latinha) esperanças de ser absorvida. 

Possíveis correções: A ré pagará pelos crimes cometidos. / Ela alimentava esperanças de ser absorvida.

Sendo assim, antes de passar o texto a limpo, tenha o cuidado de ouvi-lo.

Durante os treinamentos, faça uma leitura corrida em voz audível, procurando perceber qualquer problema de sonorização.

Em salões de prova, evidentemente, essa verificação deverá ser executada silenciosamente, com a máxima atenção possível.

Olho vivo!

Fuja das repetições

Em dissertações, queira distância de  qualquer repetição evitável de palavras, expressões ou de sons, principalmente em redações produzidas em provas de concursos, vestibulares e do Enem.

Quem repete denuncia falta de vocabulário, criatividade e desenvoltura linguística.

Há vários recursos linguísticos que podem ser usados para evitar repetições, tais como o emprego de(a):

  • pronomes, símbolos, sinônimos e hiperônimos.
  • figuras de linguagem como a zeugma (omissão de um termo já citado no texto) ou elipse (omissão de um termo facilmente subentendido).
  • nomilização (substantivação) de verbos.
  • expansão ou redução de termos.

Seja criativo(a) e zele pela variedade linguística que possa tornar o texto agradável ao leitor.

Da mesma forma que você não gosta de repetir roupas em festas de casamento, procure não usar sempre as mesmas construções frasais e palavras ao longo do texto.

Olho vivo!

Saiba quando iniciar um novo parágrafo em dissertações.

Este é um ponto crítico a muitos candidatos: quando iniciar novo parágrafo durante o desenvolvimento do texto dissertativo.

Dica: crie parágrafos sempre que mudar o enfoque da ideia central, o argumento ou ponto de vista sobre o assunto em questão.

À medida que você vá desenvolvendo o texto em diferentes parágrafos, tenha sempre em mente a busca pela melhor articulação possível entre eles no sentido da profundidade do texto.

Verifique se está havendo suave progressão e lógica na exposição do conteúdo.

Estabeleça a correlação de um parágrafo para cada argumento ou ideia a ser desenvolvida.

Evite parágrafos muito longos. Sugerimos de 4 a 6 linhas. 

Em dissertações de até 30 linhas, três diferentes argumentos é suficiente para defender a tese.

Sendo assim, o seu texto ficará com cinco parágrafos, contados os de Introdução e Conclusão.

Não deixe de treinar a produção textual à exaustão.

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Boa leitura!

Saiba como produzir uma notícia em ambiente de prova.

Embora não seja comum o aparecimento de questões que peçam a produção de notícias em vestibulares/concursos/exames, é bom conhecer a sua estrutura para não ser surpreendido(a).

Além do mais, em itens de interpretação/intelecção de textos, fragmentos na forma de notícias têm sido bastante frequentes.

Atente para as suas características mais marcantes:

  • predomínio da narração.
  • respostas a pelo menos estas perguntas:

O quê? (fato a ser noticiado)

Quem? (identificação dos personagens da notícia)

Como? (contextualização da notícia)

Quando? (localização temporal da ocorrência)

Onde? (localização espacial do fato)

Por quê? (prováveis razões do acontecido).

  • estrutura padrão:

lead (relato sucinto, normalmente como subtítulo; em textos em prosa de vestibulares/concursos/exames deve ser o primeiro parágrafo).

corpo (expansão do “lead” com o detalhamento necessário ao aprofundamento da leitura).

  • título sugestivo, também chamado de manchete (bem conciso e chamativo, com verbos normalmente no presente do indicativo).
  • predomínio da função referencial da linguagem (centralizada no contexto).
  • clareza, precisão, objetividade (preferência para a ordem direta: sujeito + predicado + complementos).

Exemplo de notícia:

Twitter passa por instabilidade e afeta usuários em diversos países

Diversos usuários em diferentes países não estão conseguindo acessar o Twitter na manhã desta terça-feira. Ainda não há informações sobre as causas e o alcance da queda.

O Twitter informou através de seu perfil de suporte técnico que “alguns usuários estão enfrentando problemas de acesso”. A rede social afirma que está trabalhando na resolução do problema, cujas causas não foram informadas.

Alguns usuários no Brasil afirmam que não estão conseguindo acessar a rede social nem pelo celular nem pelo computador. Jornais de outros países do mundo, como o Guardian, também relatam o problema.

Com a falha, a versão móvel de Twitter deixa de atualizar os conteúdos da “timeline” e a versão de computador mostra uma mensagem de erro. O serviço teria deixado de funcionar para diversos usuários do mundo minutos depois das 8h GMT (6h, em Brasília).

Post de perfil oficial do Twitter informa o problema. “Alguns usuários estão tendo problemas para acessar o Twitter. Temos consciência do assunto e estamos trabalhando para solucioná-lo”, diz a mensagem.

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias, acesso em 19/1/16.

Você sabe produzir um artigo? Veja como.

Trata-se o artigo de um texto jornalístico dissertativo, opinativo, assinado, por meio do qual o autor apresenta o posicionamento pessoal e desenvolve críticas a problemas sociais, políticos, culturais, filosóficos e ambientais, dentre outros.

O articulista precisa possuir bom conhecimento da matéria a ser tratada no texto, razão pela qual deve ler muito e pesquisar bastante sobre o assunto da pauta, pois somente assim estará apto a embasar consistentemente a sua argumentação.

Nesse tipo de texto, o autor tem a liberdade de usar a primeira pessoa e deixar transparecer o seu inconformismo ou o seu entusiasmo com as questões em foco, tudo na intenção de despertar no leitor posicionamentos, por exemplo, ideológicos, políticos, religiosos, ecológicos e educacionais.

Exemplo de artigo:

 

Como lidar com a frustração da reprovação

José Ivair Motta Filho*

As festividades do fim do ano parecem não ter a mesma magia para quem não atingiu o sucesso esperado nos estudos. A reprovação – seja no Ensino Fundamental, no Ensino Médio ou no vestibular – vem sempre acompanhada do sentimento de frustração. A adrenalina e outros hormônios liberados nessas situações podem induzir o estudante ou os próprios pais a agirem por impulso e procurar uma forma de recusar, fugir, transferir, mascarar, adiar ou esconder o problema. Por padrão, aprendemos que devemos evitar de qualquer forma as variações do “volte uma casa”.

Terceirizar a culpa pela derrota, culpando alguém ou algum fator externo não é uma boa escolha para tentar tirar dos ombros o peso do erro. A estratégia pode ser útil para aliviar a pressão, mas dificilmente resolverá o problema. O melhor caminho é aceitar o fracasso como apenas mais um degrau para o sucesso. Afinal, aprendemos muito mais com nossos erros que com os acertos. Mas, para isso, precisamos aceitar a derrota e entender onde falhamos.

Errar é o que nos faz humano. Apesar da dor, o momento em que se reconhece o fracasso é libertador. Só depois de entender os erros é possível ver o que deveria ter sido feito e como investir em novas ideias de uma forma diferente. Não se trata de celebrar a derrota, porque obviamente ninguém gosta de errar, mas aceitar que até as falhas possuem seu lado positivo e saber tirar lições das adversidades. Henry Ford foi à falência cinco vezes antes de construir uma fábrica moderna e um carro simples, acessível e fácil de usar, tornando-se um sucesso em vendas. Albert Einstein foi reprovado no primeiro vestibular. A história de Harry Potter, de J. K. Rowling, foi recusada por dezenas de editoras e demorou sete anos para ser publicada.

Antes de ficar para a história com um homem de sucesso, Steve Jobs, o fundador da Apple, desistiu da escola e foi afastado da própria empresa. Aos 30 anos estava devastado, mas considerou a queda como aprendizado e, por isso, mudou sua forma de agir e entrou num dos períodos mais criativos da sua vida. Regressou à Apple e, sob sua orientação, a empresa criou vários produtos icônicos, como o iPod, o iPhone e o iPad, entrando no período de maior ascensão da companhia. O que diferencia os vencedores é a atitude positiva diante de suas derrotas. O medo de errar afeta negativamente os estudantes por toda a vida escolar. E é exatamente esse mesmo medo que pode nos impedir de fracassar que nos distancia do sucesso. Crianças e adolescentes que não aceitam os erros possuem menor disposição a assumir riscos – e, sem riscos, dificilmente há grandes conquistas.

Um ano cursado novamente não é um ano perdido. É mais uma chance de alcançar o próximo degrau com o máximo de aproveitamento. A repetência é um mecanismo que impede que alguém sem os requisitos necessários mude de etapa – e é importante entender que cada um tem o seu tempo. De que adianta passar no vestibular e entrar numa faculdade de engenharia sem entender de Matemática? Afinal, é melhor ser repetente na escola que reprovado pela sociedade, pelo mercado de trabalho e pela vida.

* José Ivair Motta Filho é professor de Física do Ensino Médio no Colégio Positivo e de Cálculo Diferencial e Integral das Engenharias na Universidade Positivo.

(Artigo por Central Press, 21/12/15)

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br, acesso em 17/1/16.

 

 

 

 

Você sabe escrever textos jornalísticos? Veja como.

Escrever artigos, notícias, editoriais e crônicas, por exemplo, requer não apenas boa desenvoltura linguística, mas conhecimento das características desses textos.

Observe, portanto, as dicas que seguem:

  • faça prevalecer o padrão culto da língua.
  • empregue o mínimo de palavras para o máximo de informação.
  • crie  períodos e parágrafos curtos.
  • não abuse das frases intercaladas ou invertidas.
  • lembre-se de que o  vocabulário deve ser adequado ao nível do leitor.
  • apenas excepcionalmente empregue gírias ou termos coloquiais (quando absolutamente necessários ao esclarecimento de algum ponto importante).
  • dê preferência à  linguagem retilínea, clara, precisa e objetiva.
  • use com muita moderação os superlativos e os adjetivos.
  • prefira o uso de verbos de ação e a voz ativa.

Para aprofundar o estudo sobre esse assunto, adquira o nosso livro REDAÇÃO PARA VESTIBULARES, CONCURSOS E ENEM, à venda no site da Amazon.

Se você mora em Fortaleza, poderá adquiri-lo como livro impresso no Shopping Aldeota (Livraria Acadêmica) ou Avenida (Loja HBM).

Conselho: não deixe de treinar a produção textual pelo menos duas vezes por semana.

Bons estudos!