Pratique a escrita regularmente.

O desempenho mínimo desejável de um(a) candidato(a) determinado(a) é de dois textos de até 30 linhas por semana.

É muito importante, em casa, durante os treinamentos, reproduzir as condições da realização da prova de seu interesse.

Considere que a mente precisa ganhar condicionamento para ficar retida ininterruptamente na execução de determinadas tarefas intelectuais.

Para tal, desligue o celular e não permita ser interrompido(a) enquanto estiver planejando e produzindo o seu texto de treinamento.

Não deixe para intensificar os treinamentos apenas um pouco antes da prova. Esse é um grande erro de muitos candidatos. Poderá ser tarde demais para ganhar condicionamento!

Mantenha uma forte e regular rotina de treinamentos até a semana anterior à do dia da prova.

Dias antes da prova, reveja os textos corrigidos que você tenha produzido durante a fase da preparação e atente para as observações assinaladas pelos(as) professores(as).

Lembre-se:  a manutenção da disciplina no cumprimento dos objetivos de cada semana de estudos é fator primordial ao sucesso em questões de concursos e vestibulares.

Bons estudos!

Leia o mundo também!

A rotina de leitura não deve limitar-se a consultas a livros.

Ler o mundo vai muito mais além do universo dos livros.

Significa manter-se atento(a) a todas as circunstâncias do cotidiano no propósito de avaliar os aspectos positivos e negativos de sua comunidade.

Com isso, habilitar-se a buscar soluções para os problemas e melhorias para o que já possa estar a contento.

O que, por exemplo, ler da mendicância nos semáforos das ruas do seu bairro? Quais seriam as possíveis relações de implicação dessa realidade? Por onde começariam as soluções para esse problema social?

Esses e outros questionamentos fá-lo-ão um(a) candidato(a) pensante, seguramente incomodado(a) e ávido(a) por soluções para os problemas de qualquer ordem e natureza.

Por isso mesmo, em ambientes de prova, você não se surpreenderá com propostas de redação que abordem temas correlatos.

Para aprofundar o seu estudo, adquira os nossos livros Dissertação Nota Mil e Redação para Vestibulares, Concursos e Enem.

Um convite: acesse a nossa fanpage www.facebook/redacaofacil, na qual publicamos diárias dicas que lhe poderão ser úteis.

Bons estudos!

Leia de tudo um pouco

Nesta fase em que você se encontra, é preferível ser generalista a especialista em determinado assunto.

Embora, como é natural, você tenha as suas predileções de leitura, lembre-se de que mais vale saber um pouco de tudo do que tudo de pouco.

Portanto, não faça restrições a assuntos que não sejam do seu interesse imediato.

Fique em condições de opinar sobre qualquer assunto, do alfinete ao foguete!

Recomenda-se ler pelo menos uma das revistas semanais e assistir diariamente a um telejornal em rede nacional.

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Em Fortaleza, como livros impressos, você poderá encontrá-los na livraria Acadêmica (Shopping Aldeota) ou loja HBM (Shopping Avenida). Se preferir, entregamos na sua casa.

Bons estudos!

Seja assíduo(a) leitor(a)!

Ler não significa apenas abrir um bom livro.

Mais do que isso, é compreender o que se lê.

Leia tudo que chegar às suas mãos, dando preferência, é lógico, a textos de bom nível.

Importante: não se esqueça de ler o mundo à sua volta também, do qual você poderá retirar preciosas informações para a sua cultura geral.

Relacionar-se com livros, pessoas e a mídia (de bom nível) torna-nos bem informados e aptos a escrever em até 30 linhas praticamente sobre quaisquer assuntos.

Nesta fase de preparação para vestibulares, concursos e Enem, é melhor saber um pouco de muito do que muito de pouco.

Portanto, à leitura!

 

Você sabe narrar?

Observe as dicas que seguem para escrever textos narrativos de até 30 linhas:

enredo (fio condutor do texto) começa por um enunciado de estado, quando o narrador apresenta o cenário, seus personagens (localização espacial e temporal) e as suas motivações (sentimentos de posse e/ou privação de determinados bens materiais e/ou espirituais).

Ao enunciado de estado (ou enunciado inicial) sucedem-se na linha do tempo os enunciados de transformação de estado em função do enredo a ser desenvolvido até o enunciado final de estado (desfecho e conclusão).

Em função da decorrência temporal, ficam bem demarcadas as anterioridades e posterioridades de cada enunciado.

O texto poderá apresentar crescente tensão entre os personagens e chegar a um clímax.

O narrador poderá estar em 1ª ou 3ª pessoa.

Os personagens podem ser submetidos ao seguinte processo:

  • Manipulação (indução de um personagem a outro pelo querer e/ou dever).
  • Competência [aquisição de saber(es) e/ou poder(es)].
  • Performance (realização de ação ou ações).
  • Sanção (castigo ou recompensa atribuída pelo narrador).

Exemplo: Ninguém haveria de supor o que aconteceria naquela aula, tudo maquiavelicamente premeditado por Carol, que nutria gratuita antipatia por Joana, a aluna mais aplicada da turma, acredito que por inveja. Qual não foi o susto quando, na volta do recreio, ao início da segunda aula, ouviu-se um grito de Joana – de quem menos se esperava! –, em pânico, saltando da carteira e apavorada com as baratas que saíam de sua pasta. Carol ria discretamente. Covardia injustificada. Mas ela não ficaria impune, pois haveria o dia seguinte.

Aprofunde o estudo sobre a redação de textos narrativos em nosso livro Redação para Vestibulares, Concursos e Enem, como e-book ou livro impresso.

Bons estudos!

Desenvolva o senso crítico!

Em questões de redação de vestibulares, concursos e Enem, leva vantagem o candidato que, ao longo de sua fase de preparação, aprimorou o senso crítico mercê da observação do mundo que o rodeia.

Seja questionador(a), não aceite a realidade dos fatos sem antes refletir e perguntar a si próprio(a) se não poderia ser diferente ou quem sabe melhor.

Lembre-se de que, em ambientes de prova, tem sido mais comum o pedido da produção de dissertações argumentativas de até 30 linhas.

Ora, a própria natureza desse tipo de texto já revela que você deverá emitir uma tese (opinião) sobre determinado assunto e sustentá-la com argumentos que tornem o texto convincente.

Ainda mais, deverá apresentar duas ou três propostas de intervenção relacionadas à situação-problema da questão.

Conclusão: se não houver ideia formada sobre o assunto solicitado nem proposta de intervenção, não haverá texto.  Exige-se, assim, senso crítico!

Procure, pois, praticar individual e rotineiramente o exercício intelectual de opinar sobre os mais relevantes assuntos nacionais e de buscar possíveis intervenções para as mais diversas situações-problema conforme cada caso.

Bons estudos!

O que é texto?

Apesar de a definição de texto ser bem mais abrangente – toda unidade de comunicação, oral ou escrita, elaborada por um emissor, que contenha mensagem a ser enviada a um destinatário –, vamos nos ater, em nome da objetividade, à produção linguística escrita em determinado contexto a respeito de certo assunto e com um objetivo definido: argumentar ou refutar em até 30 linhas.

Ora, se há uma mensagem a ser enviada por um emissor (você), por meio de um texto dissertativo (a sua redação), a um receptor (a banca de correção do seu concurso, vestibular ou Enem), é preciso considerar a importância da clareza do que esteja escrito a fim de que seja bem entendido e avaliado por quem de direito. Sendo assim, tome a clareza como a qualidade primeira do seu texto.

Não se esqueça de que o texto requer planejamento (esboço ou esquema), levantamento e seleção das melhores ideias, exímia articulação de todos os enunciados e linguagem sucinta, capaz de conduzir o leitor da primeira à última linha com crescente interesse pelo seu desfecho.

O que passar disso poderá até parecer com texto, mas não será mais do que um amontoado de palavras e ideias desconexas em determinado número de linhas.

Ultimamente, como você já sabe, tem prevalecido a dissertação em questões de vestibulares, concursos e Enem por uma simples razão: esse tipo de texto permite aos corretores avaliar diferentes competências dos candidatos e as capacidades de reflexão, organização e articulação de ideias, coerência e a desenvoltura da linguagem em nível culto (com a aplicação da gramática normativa).

Não restrinja o seu pretenso texto ao mero preenchimento de linhas. É muito mais do que isso.

Portanto, estude as possíveis estruturas para cada modalidade de dissertação em função da proposta que lhe seja apresentada e domine uma linguagem compatível com o seu nível de escolaridade.

Não se descuide também da aplicação da gramática normativa.

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

Fuja das ambiguidades!

A ambiguidade na escrita em textos de concursos e redação do Enem e vestibulares passa ao leitor insegurança quanto ao que esteja sendo afirmado ou negado e compromete, portanto, a argumentação.

Não seja ingênuo ao escrever. Crie o hábito de reler o texto e procurar perceber possíveis imprecisões que possam sugerir outras interpretações além daquela ideia que você deseja expor.

Fique muito atento, pois, ao posicionamento das palavras na oração, aos sinais de pontuação e ao uso dos conectores.

Veja um exemplo de ambiguidade decorrente do mau posicionamento do adjunto adverbial: Pais que não plantam boa educação nos filhos frequentemente colhem dissabores.

Essa construção dá margem a duas interpretações: colhem dissabores os pais que frequentemente não plantam boa educação nos filhos? Ou frequentemente colhem dissabores pais que não plantam boa educação nos filhos? Não se sabe…

1ª Correção: Pais que frequentemente não plantam boa educação nos filhos colhem dissabores.

2ª Correção (com outro sentido):  Pais que não plantam boa educação nos filhos colhem frequentemente dissabores.

Olho vivo!

Fique atento(a) ao emprego dos pronomes relativos!

Os pronomes relativos são excelentes conectores de ideias a serem articuladas na sustentação de uma tese.

Empregá-los acertadamente, assim, poderá tornar a linguagem concisa e fluente pelo evitamento da repetição de palavras  e  fragmentos textuais.

O seu uso inadequado, porém, poderá gerar ambiguidades (duplo sentido) e comprometer a argumentação.

Exemplo 1: Roubaram a mochila do notebook sobre a mesa. 

Veja que você fica sem saber o que de fato estava sobre a mesa: a mochila ou o notebook?

Correção 1: Roubaram a mochila do notebook a qual estava sobre a mesa.

Correção 2: Roubaram a mochila do notebook o qual estava sobre a mesa.

Exemplo 2: Guardamos os livros que encontramos na sala.

Perceba a ambiguidade: foram guardados (não se sabe onde) apenas os livros encontrados na sala? Ou foram guardados na sala todos os livros encontrados na casa?

Correção 1: Guardamos, na sala, todos os livros encontrados na casa.

Correção 2: Guardamos, na biblioteca, todos os livros encontrados na sala.

Olho vivo!

 

Esteja atento(a) à organização do texto!

A má disposição dos termos da frase poderá causar ambiguidades (duplo sentido),  comprometer a precisão da linguagem e enfraquecer a argumentação.

Observe a seguinte construção frasal: Ao telefone, o delegado reconheceu o assaltante.

Pergunta-se: quem estava ao telefone, o delegado ou o assaltante?

Correção 1: O delegado, ao telefone, reconheceu o assaltante.

Correção 2: O delegado reconheceu o assaltante, o qual estava ao telefone.

Crie, pois, o reflexo de reler o seu texto com muita atenção a fim de evitar imprecisões como  a acima.

Lembre-se  de que o leitor não conta com expressões faciais, mímicas e  outros recursos que possam corrigir qualquer falta de clareza do que você possa estar querendo afirmar ou negar. É o texto em si e nada mais!

Portanto, seja preciso(a)!

Olho vivo!