Dê atenção ao condicionamento físico

Você há de nos perguntar: – Mas e daí, o que tem a ver condicionamento físico com redação?

Nós respondemos: muito! 

Leve bem a sério este conselho: não se descuide do preparo físico nesta fase de preparação para o enfrentamento de provas do seu interesse.

Acredite: o esgotamento físico tem levado muitos candidatos a não completar o ciclo de estudos planejado ao início de cada ano.

Sendo assim, busque a orientação de algum profissional em educação física que o(a) acompanhe na consecução de metas para a  manutenção do seu melhor estado atlético.

Do contrário, você poderá chegar à exaustão e não atingir os objetivos colimados.

Importante: você, candidato(a) a escolas que exigem níveis mínimos de aptidão física, principalmente as militares, não deixe de treinar o cumprimento das exigências de cada edital!

A propósito, já correu pelo menos 2km  nesta semana? Em quanto tempo? E o peso, como está? Mexa-se! Comece hoje mesmo!

Você perceberá que a mente ficará mais desperta para resolver problemas de todas as disciplinas.

Para a redação, os reflexos estimulados vão contribuir para o fluir das ideias com mais rapidez e desenvoltura. O texto agradece!

Você sabe empregar bem o gerúndio?

Recorde os casos que nos permitem empregar com acerto verbos no gerúndio:

  • nos casos em que houver predominância do seu caráter verbal ou adverbial.

Exemplos:

A poetisa agradeceu chorando de emoção. (modal: é perfeitamente possível alguém agradecer aos prantos, movido pela emoção).

Procurando, você encontrará os documentos. (temporal: sugere que, quando houver disposição à procura, os documentos possam ser encontrados.).

Tendo sido publicada a lei, obedeça-se! (condicional: estabelece-se uma condição para obedecer-se à lei, a sua publicação.)

Conhecendo os seus antecedentes, não posso duvidar da sua versão. (causal: equivale a afiançar toda confiança na versão de determinada pessoa por causa do conhecimento que se possa ter dos seus antecedentes.)

Mesmo que nevando muito, irei à sua festa. (concessivo: o esperado seria não ir à festa debaixo de neve; entretanto, admite-se a concessão de fazê-lo.)

Estando com os olhos vermelhos, você chorou. (explicativo: os olhos avermelhados ocorrem depois do choro e por isso mesmo o explicam.)

  • em construções frasais que tenham por propósito denunciar claramente o caráter durativo da ação do verbo no gerúndio.

Exemplo: Ficarei estudando para a prova de amanhã.

  • quando a ação expressa pelo gerúndio for coexistente ou imediatamente anterior à principal.

Exemplo: Caminhando por uma trilha, encontrei os acidentados.

Agora é acertar e …acertar!

Bons estudos!

 

 

Fuja do gerundismo

Por influência da língua inglesa, tem sido comum construções frasais como “nós estaremos providenciando”.

Esse tipo de discurso sugere que o emitente não quer compromisso de quando irá cumprir a ação prometida.

Tudo porque não vincula a realização da ação a nenhum marco temporal, ou seja, só Deus sabe quando se concretizará.

A linguagem, assim, fica imprecisa e compromete a qualidade de textos dissertativos.

Embora muito comum ao meio político, eivado de promessas e mais promessas  de políticos que não desejam comprometimento com prazos, o gerundismo deve ser rejeitado em redações dissertativas.

Veja bem: em inglês, é lícito “I wil be studying” (eu estarei estudando) no tempo futuro contínuo.

Já em português, não se deve usar essa construção porque é imprecisa (quando você estará estudando?).

A solução será corrigi-la para “eu estudarei” para anunciar um compromisso firmado em relação ao tempo presente.

É possível, entretanto, uma construção como “Eu estarei pagando a dívida a você no próximo sábado.”

No caso do exemplo acima, o compromisso firmado está referenciado a um marco temporal determinado (próximo sábado), durante o qual a dívida será paga. O discurso, assim, ganha em precisão e é lícito.

Para aprofundar os estudos, adquira os nossos livros.

Boa leitura!

Mantenha o equilíbrio

No dia a dia, você já percebeu ser o tripé a melhor forma de sustentar e equilibrar objetos que necessitam de boa estabilidade.

No texto de até 30 linhas não é diferente. Quando você sustenta a tese com três argumentos relevantes que sejam desenvolvidos em também três parágrafos distintos e na ordem crescente de importância, a sua dissertação tem tudo para ficar bem equilibrada.

Observe as seguintes possíveis introduções de textos dissertativo-argumentativos:

  • Exemplo 1: A verdadeira amizade é marcada pela sinceridade (argumento 1), disponibilidade (argumento 2) e, principalmente, (conectores) comprometimento entre as partes. (argumento 3)
  • Exemplo 2: Todo trabalho deve ser desenvolvido não somente com devoção (argumento 1) e inteligência (argumento 2), mas, sobretudo, (conectores) realismo. (argumento 3)
  • Exemplo 3: Para escrever bem é preciso adquirir rotina de leituras (argumento 1), estar atento a tudo que acontece mundo afora (argumento 2) e, acima de tudo,(conectores) treinar com afinco a produção textual. (argumento 3) 

Bastaria, portanto, no prosseguimento de cada suposto texto, reapresentar e desenvolver os três argumentos apenas citados na Introdução e, ao final, no quinto parágrafo, concluir.

Fica o desafio para você treinar e enviar os seus textos para correção.

Bom trabalho!

 

Você sabe diferençar texto expositivo de argumentativo?

É importante que você faça distinção entre textos expositivosargumentativos.

Os primeiros têm por objetivo expor, explanar, explicar ou interpretar ideias.

Os segundos visam sobremaneira a convencer o leitor ou ouvinte a acatar o ponto de vista do dissertador e a abraçar o seu modo de ver o mundo ou de entender determinada questão.

Na simples exposição, podemos até apresentar o nosso posicionamento crítico, mas sem fazer uso da persuasão como forma de convencimento do interlocutor.

Por exemplo, quando nos reportamos à qualidade do futebol brasileiro a um estrangeiro sem a intenção de fazê-lo crer que a nossa seleção seja a melhor do mundo, estamos apenas expondo o conteúdo.

Já na argumentação, aproveitando o mesmo exemplo, além de procurarmos formar a opinião do ouvinte ou leitor de que a nossa seleção seja a melhor do mundo nesse esporte, precisaremos provar o que afirmamos.

Por essa razão, o tom do texto argumentativo deve ser firme, objetivo, convincente e, por vezes, até provocante.

Isso não ocorre em meras exposições, já que nelas o foco é apenas apresentar algum conteúdo, e não necessariamente convencer o leitor.

Em vestibulares, concursos e no Enem, você já sabe muito bem, prevalecem as questões de redação que pedem a produção de textos argumentativos.

Por esse motivo, é bom que você esteja bem seguro(a) do emprego das técnicas de redação adequadas a esse gênero e do uso de linguagem que induza o leitor a reconhecer o mérito dos seus posicionamentos críticos.

Para chegar a esse nível de convencimento, você deverá emitir uma tese (opinião sobre o assunto) e sustentá-la com dois ou três argumentos (para textos de até 30 linhas).

Os argumentos devem estar muito bem articulados e firmados por uma linha de raciocínio lógica e evidências comprobatórias do que você esteja afirmando ou negando (exemplos, fatos, dados estatísticos, citações).

Quer saber mais? Em nossos livros, você poderá aprofundar o estudo!

Quanto ao mais, é treinar, treinar e…treinar!

 

 

Avalie a conveniência de delimitar ou não o tema

Em textos dissertativo-argumentativos, o seu posicionamento a respeito de determinado assunto, além de conciso, preciso, claro, afirmativo e suficientemente específico, pode ser delimitado.

Dependendo da amplitude do tema considerado, se a delimitação não acontecer, o texto poderá tomar a feição de uma redação evasiva.

Sendo assim, você deve treinar também a delimitação de temas como importante exercício a uma adequada e justa abordagem de cada questão.

Tome isto como regra: antes de desenvolver um tema, é preciso avaliar a conveniência  de impor-lhe ou não limites dentro dos quais você dissertará.

Em algumas questões essa delimitação já vem imposta pelo próprio pedido. Exemplo: Disserte a respeito da evasão escolar de alunos da escola pública na faixa de 14 a 25 anos.

Diante de uma proposta como essa, não há o que delimitar, pois as imposições do pedido já fazem isso.

Caso, no entanto, o enunciado da questão não lhe imponha limites, caberá a você assumir essa responsabilidade (ou direito).

Exemplo: Disserte a respeito da evasão escolar de alunos da escola pública.

Observe que esse novo pedido ficou muito mais amplo do que o anterior, uma vez que o seu enunciado não impôs  limites ao assunto.

Dessa forma, uma decisão você deverá tomar: abordar o tema com  amplitude irrestrita, tratando a questão da evasão escolar como um todo, ou, o que seria recomendável, delimitá-lo por faixa etária, por regiões do Brasil, por níveis socioeconômicos e assim por diante.

Delimitado ou não o tema, conforme cada caso, o próximo passo será formalizar a tese a ser desenvolvida mediante relações de implicação entre os diferentes parágrafos mediais do texto.

Desenvolver uma tese, assim, significa expandir a sua opinião sobre o assunto apresentado, de forma sustentável, crível e convincente, numa linguagem impessoal, clara, concisa e objetiva.

Isso pode se dar, como vimos, de maneira irrestrita ou delimitada. Cabe a você decidir.

Agora é treinar!

Cuidado com os casos de crase

Crase é o fenômeno linguístico da fusão de a preposição + a artigo: Ele vai a (preposição) + a (artigo) igreja. / Ele vai à igreja.

Pode também representar a fusão do a preposição com o a inicial dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo: Refiro-me a (preposição) + aquela (pronome demonstrativo) causa. / Refiro-me àquela causa.

Pode, ainda, significar a fusão do a preposição com o a pronome demonstrativo: Minha casa é igual a (preposição) + a (pronome  demonstrativo) que você comprou. / Minha casa é igual à que você comprou.

Observe uma regra prática para se saber se é o caso de crase: troca-se a palavra feminina por uma masculina correspondente.

Se, antes da masculina, aparecer “ao(s)”, usa-se o sinal de crase no “a(s)” antes da feminina.

Exemplo: Ele vai à igreja. (Ele vai ao cinema.) / Ele visitou a igreja. (Ele visitou o cinema.)

Quando não ocorre crase: antes de palavras que não admitam o artigo “a (s)”. Exemplos:

  • antes de masculinos: Ele foi a pé para casa.
  • antes de verbos: A torcida começou a gritar.
  • antes de pronomes pessoais (inclusive os de tratamento), exceto para “senhora”, “senhorita” e “dona” (com especificativo): Nada disse a ela nem a Vossa Senhoria.
  • antes dos pronomes esta(s), quem e cuja(s): Essa é a pessoa a quem pedi ajuda.
  • com “a” no singular + palavra no plural: Ele se refere a acusações mentirosas.
  • entre duas palavras repetidas: Ficamos cara a cara.
  • antes de nomes de cidades sem especificativo: Ele gosta de ir a PetrópolisAtenção: Se o nome da cidade estiver caracterizado por um especificativo, ocorre a crase. Ex.: Ele gosta de ir à ensolarada Petrópolis.

Quando ocorre crase:

  • em locuções adverbiais femininas: Ele chegou à noite e saiu às seis horas. (de tempo) // Ninguém chegou à cidade. (de lugar) // Ele entrou às escondidas no armazém. (de modo)
  • em locuções prepositivas (“à” + palavra feminina + “de”): Ficamos à espera de ti.
  • em locuções conjuntivas (“à” + palavra feminina + “que”): Suo à medida que corro.

Quando a crase é facultativa:

  • antes de pronomes possessivos femininos: A vizinha pediu ajuda à (a) minha mãe.
  • antes de nomes de mulher: O juiz fez uma advertência à (a) Paula. Obs.: Use o acento grave somente se houver intimidade com a pessoa citada.
  • depois da preposição “até: Eu andei até à (a) esquina.

Crase com pronomes demonstrativos e relativos:

  • preposição “a” + pronome demonstrativo “a(s)” [o pronome demonstrativo “a(s)” aparece seguido de “que” ou “de”.] – Critério prático: troca-se por um substantivo masculino o feminino que vem antes do “a(s)”. Só ocorre crase se, com o masculino, aparecer “ao(s)” antes de “que” ou “de”: Esta caneta é igual à que você me deu. // Este carro é igual ao que você me deu.
  • preposição “a” + aquele(s)Critério prático [válido também para os demonstrativos aquela(s) e aquilo.]: troca-se aquele(s) por este(s). Só ocorre crase se aparecer “a” antes do “este(s)”: Ele se refere àquele fato. // Ele se refere a este fato.
  • antes de qual/quais. – Critério prático: troca-se por um substantivo masculino o feminino anterior ao(s) “qual/quais”. Só ocorre crase se, com o masculino, aparecer “ao qual/ aos quais”: Estas são as crianças às quais me refiro. // Estes são os alunos aos quais me refiro.

Casos especiais:

  • antes da palavra casa: – sem especificativo: sem crase: Chegamos cedo a casa. / – com especificativo: com crase: Chegamos cedo à casa de meu pai.
  • antes da palavra terra: – com o sentido oposto ao de água: sem crase: Os jangadeiros voltaram a  terra. / – com o sentido de terra natal e planeta: com  crase: Ele voltou à terra dos avós.

Bons estudos!

A tese deve ser preferencialmente afirmativa

Há pessoas que preferem negar opiniões alheias a afirmar as suas próprias convicções como recurso de argumentação.

Por essa razão, tornam-se prolixas e pouco convincentes em seus posicionamentos.

Esse tipo de discurso não é nada interessante para textos argumentativos, os quais devem primar pela clareza e força persuasiva.

Evite, pois, ao planejar as suas construções frasais, argumentar pelo avesso, ou seja, pela negação ao invés da afirmação.

Por exemplo, em vez de Quem não tem o hábito da leitura raramente escreve bem, prefira Quem tem o hábito da leitura normalmente escreve bem.

Aliás, é oportuno deixar um conselho: procure levar a vida pelo seu lado positivo!

Agora é treinar!

Fuja do blá-blá-blá

A linguagem do texto dissertativo-argumentativo, como você já sabe, deve primar pela clareza.

Há dois fatores que podem comprometê-la:

# a inserção de excessivas informações entre o sujeito e o predicado.

# a longa extensão dos períodos.

Procure, assim, ser conciso no uso das intercalações (use-as somente quando absolutamente necessárias!).

Ainda mais: abra novo período toda vez que, por exemplo, mudar de argumento a ser desenvolvido.

Esteja também sempre de olho na extensão do que você escreve a fim de não tornar o texto longo demais.

À medida que você vá desenvolvendo o texto em diferentes parágrafos, tenha sempre em mente a busca pela melhor articulação possível no sentido da profundidade do texto, a fim de que haja suave progressão e lógica na exposição do conteúdo.

Textos muito longos ou mal articulados obrigam o leitor a proceder releituras para assimilar as informações e concatenar as fatias de entendimento de cada fragmento. Isso não é interessante!

Sendo assim, crie o reflexo de escrever com o menor número possível de palavras nas frases, de orações nos períodos e de períodos nos parágrafos.

Dessa forma, você estará diminuindo as unidades de memorização a serem processadas pelo leitor e agilizando a leitura e compreensão do texto.

Não deixe de treinar, treinar e…treinar!

A tese não deve tratar de truísmos

Tese, você já sabe, é a sua opinião sobre determinado assunto.

Não basta, entretanto, apenas opinar.

É preciso ir mais além: saber sustentar o posicionamento crítico  com argumentos que se somem e convençam o leitor a acatar a ideia-força do texto.

Elabore teses que pressuponham a necessidade de argumentação.

Do contrário você não terá o que escrever no desenvolvimento do texto. Sim, a fim de convencer o leitor da procedência do seu ponto de vista.

Seria chover no molhado, por exemplo, um texto dissertativo-argumentativo cuja tese fosse uma verdade inquestionável (truísmo) como A Terra é redonda.

Lembre-se de que  argumentar é convencer pelas evidências.

Será inútil, portanto, tentar convencer o leitor de uma ideia-força cujas evidências  já sejam de domínio público.

Treinar, treinar e…treinar a produção textual é o segredo dos campeões!

Agora é com você!