Antes avião do que foguete

Calma, não queira “virar” bom escritor da noite para o dia.

A maturidade linguística estará a caminho em um processo que para alguns é longo, para outros, nem tanto.

Faça a analogia com a decolagem de um avião: para voar, precisa taxiar na pista antes de empreender grande velocidade e chegar às alturas.

Já o foguete, diferentemente, alça voo verticalmente pela ação de seus motores de propulsão.

Em se tratando de produção textual, não espere alcançar as alturas sem antes taxiar e ganhar muita velocidade.

Isso significa dizer que necessário será passar por um processo de aprendizagem e condicionamento antes de chegar a um nível satisfatório.

A aprendizagem se dá passo a passo com a apreensão de cada conteúdo ministrado. Já o condicionamento, com  cada treinamento realizado.

Alguns já nascem com pendor para as atividades literárias, para os quais haverá a necessidade da expansão de suas aptidões mercê de uma rotina de estudos e treinamentos para otimizar ainda mais o desempenho linguístico.

A maioria, entretanto, precisa suar a camisa em estudos em estudos e treinamentos à exaustão para atingir um nível satisfatório.

Para todos, indistintamente, recomenda-se:

  • estabelecer um plano de estudo semanal da disciplina Redação.
  • não esmorecer:  produzir pelo menos 2 textos de até 30 linhas, semanalmente , em aproximadamente 1h30min.
  • manter uma rotina de leituras sobre temas da atualidade.
  • resolver questões de concursos e exames passados.
  • formar um pequeno grupo de discussões temáticas quinzenais.
  • anotar possíveis soluções para os problemas nacionais mais relevantes.
  • ter o hábito de consultar bons dicionários .
  • realizar exercícios de aplicação da gramática normativa para a fixação da teoria.
  • não deixar de entregar os textos produzidos para a avaliação de quem possa emitir opinião sobre a qualidade o trabalho.
  • manter-se bem fisicamente.

Se você desejar aprofundar os estudos, adquira os livros REDAÇÃO PARA VESTIBULARES, CONCURSO E ENEM e DISSERTAÇÃO NOTA MIL.

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Bons estudos!

Boa decolagem a você!

 

Simplicidade é virtude!

Sim, especialmente em textos dissertativos, simplicidade é virtude!

Uma redação de vestibular, concurso ou Enem deve dar o seu recado na medida certa, sem digressões nem excessos.

Não confunda, entretanto, simplicidade com pobreza de ideias, pois enquanto esta denigre o texto, aquela torna-o virtuoso pelo fácil entendimento que proporciona ao leitor.

Aqui vão algumas dicas:

  • busque uma linguagem predominantemente denotativa (precisa), clara, retilínea e objetiva.
  • antes de começar a escrever, planeje o que será afirmado ou negado.
  • seja racional, frio, calculista, pois o sentimentalismo poderá contaminar o seu texto com exageros descabidos.
  • produza orações preferencialmente do tipo SPC (Sujeito – Predicado – Complementos, nessa ordem).
  • evite rodeios desnecessários, pois texto circular é um convite à nota baixa.
  • crie o reflexo de fazer uma faxina no texto antes de passá-lo a limpo, eliminando todas as “gorduras textuais” (todo adereço literário que possa ser tirado do texto sem lhe causar prejuízos).
  • use as figuras de linguagem com muita moderação, apenas quando forem absolutamente necessárias.
  • empregue o menor número possível de palavras nas frases, de frases nos períodos e de períodos nos parágrafos.
  • evite o uso desnecessário de palavras estrangeiras.
  • sempre que treinar a produção de um texto, leia-o em voz alta para perceber a sua clareza.
  • tenha por hábito entregar os seus textos de treinamento a quem possa emitir pareceres sobre a qualidade do trabalho.
  • por fim, não deixe de treinar, treinar e …treinar a produção textual.

Se desejar a profundar os estudos sobre produção textual, adquira os livros REDAÇÃO PARA VESTIBULARES, CONCURSO E ENEM e DISSERTAÇÃO NOTA MIL.

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Bons estudos!

Somente compare elementos de mesma natureza.

Todo cuidado é pouco com a linguagem, pois o menor dos descuidos poderá     induzi-lo a escrever impropriedades.

Seria ilógico, por exemplo, você comparar um elefante a uma cadeira, não é mesmo?

Pois bem, absurdo análogo pode acontecer, mesmo que de forma mais sutil, quando omitimos alguns termos da oração em casos de comparação.

Exemplo: A cor da laranja é diferente do abacate.

Ora, o que está em jogo nesse caso não é a comparação entre duas frutas, mas, sim, entre as cores dessas duas frutas.

Como está escrito, a rigor, comparou-se  a cor da laranja com um abacate, o que é absurdo, pois ou você compara cor com cor ou fruta com fruta.

Corrigindo:

A cor da laranja é diferente da do abacate. (a palavra “cor”, antes de “abacate”, pode ser omitida porque é de fácil depreensão)

A laranja é diferente do abacate. (comparação lícita entre duas frutas)

Aplicação – Corrija os deslizes na linguagem dos fragmentos que seguem:

O ritmo da música baiana é mais cadenciado do que a cearense.

O tiro de um fuzil é comparável a uma metralhadora.

Os brasileiros têm melhor qualidade de vida do que os países da África.  

Possíveis soluções – O ritmo da música baiana é mais cadenciado do que o da cearense. / O tiro de um fuzil é comparável ao impacto de uma metralhadora. / Os brasileiros têm melhor qualidade de vida do que a dos africanos.  

Cuidado, pois, ao escrever!

As concessões da linguagem oral não devem contaminar o texto formal.

Agora é com você.

Recebida uma tira, como dissertar?

Diante de uma tira, o primeiro passo a tomar é o de ler e reler os textos verbais (título e troca de diálogos entre personagens, por exemplo) e não verbais (cenários, cores, expressões faciais, gestos, posturas e biótipos dos personagens).

A seguir, procure  depreender o assunto (do que trata a tira?) para, somente depois, chegar à tese (qual a mensagem que se pode extrair depois de interpretar as informações verbais e não verbais da tira?).

Lembre-se de que ler significa somar as informações visuais às não visuais.

As primeiras são ascendentes, ou seja, saltam do papel para os nossos olhos e são processadas pelo cérebro, que contextualiza o que se está vendo e dá-lhe um sentido em função das segundas, que são descendentes e dependem da cultura geral de quem lê.

Assim, quanto maior for o nível de informações que o leitor já tenha retido em função da sua experiência de vida, de estudos e senso crítico, mais precisa e rica será a interpretação da tira.

Dada uma tira, assim, procure observar todos os apelos que ela possa oferecer-lhe.

Essas dicas valem também para a produção de textos dissertativos baseados em desenhos, ilustrações, gráficos e estampas.

Como, então, planejar a redação diante do que foi pedido? Sugerimos o seguinte esquema:

Introdução: breve contextualização (se for o caso) + apresentação da tese depreendida da tira + argumentos que possam sustentar a tese + plano de curso (como o texto será desenvolvido) + objetivo do trabalho (se for o caso).

Parágrafos mediais: reapresentação e desenvolvimento (expansão) dos argumentos, cada qual em seu respectivo parágrafo, na ordem crescente de importância.

Conclusão: expressão inicial (facultativa) + reafirmação da tese do texto + apresentação de soluções à situação-problema da tira (se for o caso) + apreciação final.

Agora é com você!

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Bons estudos!

Observe as simetrias

A linguagem do seu texto dissertativo deve estabelecer simetria entre os termos das frases, assim como das frases e dos parágrafos entre si.

Veja os seguintes exemplos, nos quais os termos que se correspondem estão em negrito:

1) Viajei de Paris a Roma. 

# ao de, corresponde o a (Paris e Roma repelem o artigo a).

2) Viajei da França à Alemanha. 

# ao da, corresponde o à  (França e Alemanha aceitam o artigo a).

  • Seria errado, portanto, escrever Viajei de Paris à Roma. ou Viajei da França Alemanha.

3) Trabalho de segunda a sexta-feira. 

# ao de, corresponde o a (antes de sexta-feira).

4) Trabalho da segunda à sexta-feira.

# ao da, corresponde o à.

  • Seria errado, portanto, escrever Trabalho de segunda à sexta-feira. ou Trabalho da segunda a sexta-feira. 

5) Esperei pelo embarque das 14h às 16h30.

# ao das, corresponde o às (a palavra horas, quando exatas, exige o artigo).

6) Esperei pelo embarque de 14h a 16h30.

# ao de, corresponde o a (apenas para horas aproximadas).

  • Esteja atento a esta construção: As horas preferidas do meu dia são as 12h, quando saio para almoçar, e as 21h, quando vou à academia. 
  • Nesses casos, trata-se apenas de artigos, por isso não é o caso de usar acento grave. É bem diferente de Às 12h, saio para almoçar e, às 21h, vou à academia.

Aplicação – Complete as lacunas com a, as, à, às, de, das:

O rodízio é mais barato de segunda ____ quinta-feira.

Estarei em provas da quarta ____ sexta-feira.

A matéria do teste vai da página 25 ____ 70.

Li as páginas de 25 ____ 70.

A loja funciona ____ 9h às 12h, de segundas  ____ sábados.

Foi uma longa viagem, de 25 de maio ____ 30 de junho, de Santiago ____ Buenos Aires.

Estarei  no local combinado entre ____ 12h e ____ 12h30.

Estudarei das 14h ____ 18h50.

A padaria atende de 200 ____ 250 fregueses diariamente.

Crianças da 1ª ____ 4ª série estão dispensadas das aulas.

As viagens aéreas de Madri ____ Lisboa estarão suspensas de 2 ____ 15 de maio.

Respostas: O rodízio é mais barato de segunda a quinta-feira. / Estarei em provas da quarta à sexta-feira. / A matéria do teste vai da página 25 à 70. / Li as páginas de 25 a 70. / A loja funciona das 9h às 12h, de segundas a sábados. / Foi uma longa viagem, de 25 de maio a 30 de junho, de Santiago a Buenos Aires. / Estarei no local combinado entre as 12h e as 12h30. / Estudarei das 14h às 18h50. / A padaria atende de 200 a 250 fregueses diariamente. / Crianças da 1ª à 4ª série estão dispensadas das aulas. / As viagens aéreas de Madri a Lisboa estarão suspensas de 2 a 15 de maio.

Muita atenção, pois, ao escrever!

Bons estudos!

Fuja dos clichês

Clichê é aquela frase ou expressão já tão desgastada pelo uso que não produz mais o efeito desejado.

O clichê também denuncia pouca criatividade ou vocabulário raso de quem escreve.

Uma andorinha só não faz verão“, por exemplo, é clichê que deve ser evitado em dissertações.

Veja a mesma ideia com uma redação mais bem elaborada: “O trabalho em equipe produz melhores resultados do que o somatório dos esforços individuais.”

De tão repetidos que são, os clichês perdem a sua força original, enfraquecem o valor do discurso e tornam a linguagem chula, envelhecida e sem graça.

Evite as seguintes expressões: abrir com chave de ouro, arrebentar a boca do balão, enxugar gelo, empurrar com a barriga, dar o pontapé inicial, acertar os ponteiros, breve intervalo, perder o bonde da história, passar em brancas nuvens, dizer cobras e lagartos, cair como uma bomba, fugir da raia, morrer de amores, sagrar-se campeão, voltar à estaca zero, calor escaldante, crítica construtiva,  silêncio sepulcral, singela homenagem, sol escaldante, vaias estrepitosas, astro-rei (sol), soldado do fogo (bombeiro), profissional do volante (motorista), mestre Aurélio (dicionário), inserido no contexto, ao apagar das luzes, depois de longo e tenebroso inverno, do Oiapoque ao Chuí, na hora da verdade, pomo da discórdia, tábua de salvação, tiro de misericórdia, a mil por hora.  

Exercício: Reescreva o texto que segue, eliminando os lugares-comuns e tornando a linguagem mais precisa:

Do Oiapoque ao Chuí, o Brasil tem belezas mil. Mesmo quem não morre de amores por praia e calor escaldante, encontra oportunidades de diversão e lazer de arrebentar a boca do balão em eventos culturais, na visita a parques temáticos e em passeios ecológicos de tirar o chapéu.

Dentre os estrangeiros, os vizinhos argentinos sempre foram os maiores fregueses do turismo nacional, principalmente nas praias de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em períodos de crise financeira, entretanto, que têm sido bastante frequentes no país vizinho, eles deixam de viajar. Com isso, a indústria hoteleira vez por outra toma uma ducha de água fria e se vê obrigada a, como tábua de salvação, buscar outros mercados, fato que até tem sido bom, pois tem despertado o empreendedorismo e estimulado principalmente os europeus a descobrirem os nossos paraísos.

Quem vive do turismo, no Brasil, não está mais dormindo em berço esplêndido na certeza da receita garantida. As incertezas do mercado, no entanto, têm o seu lado bom, porque faz o nosso empresariado aprender a fazer do limão uma limonada.

Uma solução:

De norte a sul, o Brasil é belo. Mesmo os menos entusiastas por praia e calor encontram oportunidades de diversão e lazer de ótima qualidade em eventos culturais, nas visitas a parques temáticos e em passeios ecológicos.

Dentre os turistas estrangeiros, os argentinos sempre se fizeram presentes, principalmente nas praias de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em períodos de crise financeira, entretanto, o que tem sido bastante frequente ultimamente, deixam de viajar. Com isso, a indústria hoteleira ressentese e se vê obrigada a buscar outros mercados, fato que até tem sido bom, pois tem despertado o empreendedorismo e estimulado principalmente os europeus a descobrirem os nossos paraísos.

Quem lida com turismo não está mais acomodado, pois as incertezas do mercado estão obrigando o empresariado brasileiro a diversificarse e, com criatividade, fazer de cada desafio nova oportunidade de negócios.

Agora é com você!

Sela seletivo(a), escolha as melhores palavras, expressões e frases para cada caso.

Bons estudos!

Tome cuidado com os pronomes possessivos de terceira pessoa

Textos dissertativos requerem linguagem precisa.

Permitir, portanto, mais de uma interpretação do que se escreve significa fragilizar a argumentação.

Todo cuidado, pois com os pronomes seu(s), sua(s) e lhe(s), já que, dependendo da construção frasal, eles podem gerar ambiguidades (duplo sentido).

Veja alguns exemplos:

  • O diretor orientou ao secretário que deletasse a sua petição. (petição de quem?)
  • O réu alegou ao juiz que a vítima mentira sobre o seu comportamento. (comportamento de quem?)
  • O pai pediu ao filho que alimentasse o seu cachorro. (cachorro de quem?)
  • João disse à mãe ter esquecido o conselho que a avó lhe passara. (a quem fora passado o conselho da avó?)

Para você treinar – Desfaça as ambiguidades em decorrência do mau uso dos pronomes:

O sargento informou ao tenente que encontrara a sua pistola. (a quem pertencia a pistola?)

O filho devolveu ao pai o seu passaporte. (de quem era o passaporte?)

João contou ao vizinho que lhe roubaram a bicicleta. (de quem era a bicicleta?)

Possíveis soluções:

O sargento informou ao tenente que encontrara a pistola do oficial.

O filho devolveu ao pai o passaporte do genitor.

− Roubaram-me a bicicleta, contou João ao vizinho. 

Especialmente em dissertações, todo cuidado é pouco.

Portanto, olho vivo!

Veja como refutar argumentos contrários.

Textos dissertativos refutatórios são os que procuram contradizer opiniões contrárias.

Refutar, por definição, significa negar, rejeitar, dar combate por meio de argumentos, ou seja, opor-se a pensamentos contrários.

Não equivale tão somente produzir um texto dissertativo-argumentativo na contramão do tema em discussão.

Mais do que isso, a abordagem deve ser diferenciada quando se pensa em vencer um posicionamento crítico contrário com o peso dos nossos argumentos.

Textos dessa natureza requerem acurada análise dos argumentos contrários antes de se montar a estratégia de contra-ataque.

O autor deve, logo, ter a perspicácia de reconhecer os pontos fortes e fracos da argumentação contrária como ponto de partida do seu planejamento.

Especialmente nesses casos, deve-se desenvolver a argumentação sempre de forma a fortalecer as suas convicções e a contrapor-se com autoridade, equilíbrio emocional e linguagem vigorosa, sem jamais cair em contradições.

Observe os dez mandamentos da boa refutação que J. Roberto Whitaker Penteado, professor e jornalista, autor de A Técnica da Comunicação Humana, publicado pela ed. Pioneira, sugere  para você refutar com eficácia:

  • conteste o argumento que lhe pareça ser o mais forte.
  • ataque os pontos fracos da argumentação contrária.
  • utilize a técnica de redução às últimas consequências, levando os argumentos contrários ao máximo de sua extensão.
  • verifique se o opositor apresentou evidência adequada ao argumento apresentado.
  • cite uma autoridade que tenha afirmado exatamente o contrário do que afirma o seu opositor.
  • aceite os fatos contrários, mas demonstre que foram mal empregados.
  • ataque a fonte na qual se basearam os argumentos contrários.
  • cite exemplos semelhantes que se contraponham aos argumentos contrários.
  • demonstre que a citação feita pelo opositor foi deturpada, com a omissão de palavras ou de toda a sentença que diria o contrário do que quis dizer o opositor.
  • analise cuidadosamente os argumentos contrários, dissecando-os para revelar as suas falsidades.

Sugerimos o seguinte esquema para textos de até 30 linhas:

Introdução: apresentação da opinião contrária à tese relacionada ao tema em discussão + contra-argumentação (argumentos que defendam o seu ponto de vista discordante, do mais forte para o mais fraco).

Parágrafos mediais:  desenvolvimento, mediante a reapresentação dos argumentos refutatórios na forma de teses de seus parágrafos + aplicação dos mandamentos da boa refutação.

Conclusão: retomada da tese de contra-argumentação + fortalecimento dos    contra-argumentos, com especial ênfase ao mais forte + apreciação final.

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Em Fortaleza, como livros impressos, você poderá encontrá-los nos shoppings Avenida (loja HBM) e Aldeota (livraria Acadêmica).

Boa leitura!

 

Em dissertações, fuja das indefinições

Os artigos e pronomes indefinidos um, uma, uns, umas, muitos, muitas, vários, várias, todos, todas e alguém, dentre outros, tiram a força dos substantivos, tornam-nos vagos e poluem o texto.

Fuja deles, pois, para tornar a sua linguagem dissertativa a mais precisa possível.

Experimente dispensá-los e verifique se haverá prejuízos à clareza do que você quis afirmar ou negar no texto.

Se a sua exclusão não trouxer danos ao texto, na maioria das vezes é só omiti-los.

Exemplo: Preciso ler umas revistas sobre algumas atualidades para adquirir uma boa cultura geral.

Corrigindo: Preciso ler revistas sobre atualidades para adquirir boa cultura geral. 

Para você treinar: elimine as indefinições dos períodos que seguem e constate como o discurso se torna mais preciso:

Um hábito de leitura pode ajudar vários estudantes que aspiram a passar em uns concursos públicos que lhes ofereçam muitas oportunidades de ascensão profissional.

Todas as crianças precisam de uns carinhos dos pais, pois ninguém pode dispensar umas atenções de alguém que esteja por perto em seu dia a dia.

Todo presidente da República alega ter recebido uma herança maldita de seus antecessores como justificativa das várias falhas de seu governo.

Possíveis respostas:  O hábito da leitura pode ajudar estudantes que aspiram a passar em concursos públicos. / Crianças precisam de carinho dos pais, pois ninguém pode dispensar atenções de quem esteja por perto. / Presidentes da República alegam ter recebido heranças malditas como justificativa das falhas de seu governo.

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Boa leitura!

Prefira a linguagem específica à genérica

Não somente as formas positivas e concretas da linguagem são aconselháveis, mas também as específicas.

Para tal, evite fazer uso de termos genéricos, de significação muito ampla, de pouca especificidade, pois poderão comprometer a precisão do texto.

Empregue, pois, verbos e nomes na medida certa para cada caso, muito bem definidos quanto à significação.

Veja bem: nem todo “trabalhador” é “operário da construção civil”; então, para distingui-lo melhor, use um termo que lhe seja mais determinante, como “peão”, “mestre de obras” ou “pedreiro”.

Gonçalves Dias escreveu: Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá.

Compare agora com  Minha terra tem árvores / Onde canta o pássaro. 

Perceba como o segundo fragmento perdeu em precisão porque nem toda árvore é palmeira assim como nem todo pássaro é sabiá.

Lembre-se sempre de que a dissertação exige argumentação fundamentada com linha de pensamento e linguagem muito bem precisas!